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SimLer

Novembro chegou. Com ele, vem o SimLer, um dos eventos acadêmicos mais acolhedores e afetuosos que eu conheço, além, claro, do quão interessante é. A notícia oficial está aqui.

O SimLer chega à sua quinta edição com a possibilidade do encontro presencial, em Teresina, PI. A concepção e a organização são da turma da UFPI, lideradas pela profa. Maria Angélica Freire de Carvalho. O CEFET-MG é e sempre foi parceiro de organização, envolvendo não apenas professores, mas também estudantes de graduação e pós-graduação, em diversas atividades e papéis. Tem sido uma alegria esperar pela viagem ao Piauí, estado que eu adoro, para dar uma conferência de encerramento que me deixa honrada (e com frio na barriga). O tema será A leitura em tempos de IA, algo que tem sido recorrente quando me chamam para falar por aí. Não tem como escapar, né?

Além da fala final do SimLer, vou lançar o livro Escrever e ensinar a escrever. Espero que ele chegue às mãos de muitos/as colegas.

Seminário Nacional de Ensino de Linguagens – SENAEL

Uma conferência é sempre uma responsabilidade enorme. E se for de abertura ou de encerramento, aí é que o frio na barriga vem mesmo. A despeito da experiência que vamos construindo, ao longo da carreira, esses eventos sempre podem nos surpreender. É sempre importante estudar para eles, cuidar do que dizer e ter atenção ao público que possivelmente estará ali, geralmente muito disposto a ouvir e a conversar. E eu gosto muito é da conversa.

Em outubro, fui palestrante no Senael, on-line, para mais de 200 pessoas. É muito gratificante, claro, e também bastante desafiador. O tema era relevante e, também, ainda um tanto desconhecido: a inteligência artificial e suas implicações para a educação. Não é mesmo um desafio?

A conversa ficou disponível no YouTube da instituição. É só clicar.

Palestras de setembro

Setembro vem sendo um mês de muitas palestras e cursos a oferecer. Em todos os casos, foram convites que muito me alegraram e os temas propostos me são caros.

A primeira atividade foi a disciplina Paratextos Editoriais oferecida como parte do curso BSP de Literatura, pela Biblioteca de São Paulo, do qual também sou a curadora. Tive a alegria de alguns encontros on-line com a turma que conheci pessoalmente há alguns meses, na aula inaugural.

A segunda atividade foi a palestra que dei, numa quinta-feira à noite, pelo canal do Divulga Letras, sobre ensino de Português. Tivemos alguns probleminhas técnicos, mas nada que afetasse nossa noite. Minha fala pode ser assistida aí:

No sábado seguinte, foi a vez de falar a convite do grupo Interage LE, da Universidade Federal do Ceará. O tema era os gêneros textuais, a multimodalidade e as interações digitais. Lá estivemos! Também dá para assistir:

Foram experiências ótimas falar sobre esses assuntos para esses públicos, além de conhecer colegas e trocar ideias com pessoas de outras localidades.

O terceiro final de semana do mês será de mesa-redonda sobre literatura contemporânea e mediação de palestra na cidade de Carmo da Mata, onde participarei, juntamente com um grupo do CEFET-MG, das atividades da Festa Literária, a Flicar. É nossa segunda vez apoiando esse evento lindo e importante para a região. A palestra que vou mediar trata das concepções de “bom professor” que emergem dos próprios docentes, segundo a tese do Paulo Andrade defendida na USP.

Ah, me deixem pôr aqui também a entrevista que dei ao canal Multi Educação, com mediação do querido Admilson Resende, que nunca me deixa falando sozinha. Olha aí:

Tecnologia e escola, um bate-papo bem espontâneo

No final de 2024, participei de muitos eventos. Nem todos deixaram um gosto bom na boca. Não vou me estender, mas a violência tem muitas formas, como sabemos. Às vezes somos surpreendidas pela reatividade dos outros e por certa desonestidade na exposição e na narração dos fatos. Mas vamos nessa e sigamos com o trabalho sério que estamos acostumadas a fazer.

Para compensar isso, o primeiro bate-papo de 2025 foi bem espontâneo, animado, alegre e divertido. O convite partiu da profa. Danúbia Teixeira, da Uniconhecimento, e eu aceitei prontamente. A ideia era bater um papo, simplesmente. Sem slides, sem muito planejamento. Conversar. E o assunto é este que nos interessa tanto: a tecnologia e a escola. Como era uma conversa, acabamos indo parar em outros cantos também. Parece que o pessoal curtiu. O vídeo ficou aqui.

https://www.youtube.com/watch?v=JqA-UDFLzUg

Letramento digital e metodologias ativas

Há alguns meses, participei de um podcast com o Lapeia, turma ótima da UFRN. Isso se desdobrou em um convite para participar da mesa de encerramento do Epei, na companhia de uma colega portuguesa. E lá estive, numa sexta-feira 13, já de cara para as férias.

A apresentação híbrida ficou gravada no YouTube e pode ser assistida.

TDIC e tecnodiversidade

Tive a alegria de um encontro virtual com grupos de pesquisa da USP e da UFU sobre este assunto que nos preocupa e mobiliza tanto: a relação entre escola e tecnologias.

O convite me alegrou muito e foi possível dialogar com colegas comprometidos/as. Ficou aqui:

Agradeço à colega Socorro Coelho, que sempre me arranja estas boas empreitadas.

Novembro, ainda

A turnê de novembro foi intensa. Não reclamo. Costumo pensar que é bom sinal, frutos do que foi semeado, colheita, resposta boa. Mas o corpo sente e a gente se cansa também. Dezembro começou num domingo e ainda não se sente cheiro de recesso no ar. Só mesmo de panetone.

Tivemos a Flic, em sua décima-segunda edição, coisa incrível para eventos educacionais em um país tão turbulento. É claro que só conseguimos essa proeza porque temos gente qualificada e disposta, comprometida e atenta; caso contrário já teríamos sucumbido, desanimado e nos recolhido à nossa insignificância (como querem, mas a gente não deixa).

O discurso da resistência pega bem, mas não dispensamos, de forma alguma, qualquer coisa que possa melhorar nossas condições de trabalho e de vida, para uma atuação mais que viável, digna; mais que digna, excelente. Por que não nós?

A UFMG, casa da minha formação superior completa, me chamou para uma palestra num evento do ProfLetras. Só pude me sentir honrada. Foi presencial e o encontro com colegas lá é sempre gostoso: Junot, Jairo, Elzimar, Adriane, Leiva, Toninho e tantos/as outros/as. Obrigada por me fazer sentir sempre em casa ou voltando a ela.

Dezembro começa com uma viagem à Bahia, onde novamente me encontrarei com gente querida. Mesmo estando obviamente feliz, comemoro um tanto o fato de ser a última viagem do ano. Aeroportos e trânsitos cansam! Minha sorte é fechar com esta chave de ouro.

Na sequência, o encontro dos editores universitários. Tenho sempre auxiliado meus e minhas colegas editores em várias instituições (houve incremento de editoras labs e universitárias nos últimos anos), inclusive na minha, onde sempre tudo é mais difícil (aquela história do santo de casa…). Aqui, teremos a chance de falar sobre temas importantes e sobre democracia, claro, algo para que as edições universitárias sempre podem contribuir.

Sigamos, e que dezembro encerre bem este 2024 de conquistas e realizações. As frustrações a gente põe no bolso. 😉

Novembro, maratona ou turnê?

Que jornada! Os cards não estão exatamente na ordem em que as coisas aconteceram. E nem refletem o que realmente foi novembro. Teve conversa em outros espaços também, mas fechados, sem divulgação ampla. Em todos os casos, a ideia era falar de livro, leitura, escrita e edição. Ou tecnologia.

O Ciclo de Debates da Academia Mineira de Letras foi gravado e deve aparecer no site deles em algum tempo. A mesa de escritoras da UFF também. Não tenho certeza. Foi emocionante estar lá e sentir os arrepios da plateia ao ouvir as leituras dessas mulheres.

As conversas na Unifesspa, na Unifesp e na UFRJ foram gostosas, leves, divertidas e dinâmicas. Só interlocução da boa. E sempre aquela minha sensação de ter falado demais… Paciência. 🙂

I Coles, na UESPI

É sempre uma alegria passar pelo Piauí. Lá fiz amigos e amigas inestimáveis. E desta vez não foi diferente. Fui tratada a pão-de-ló e cajuína. Fiz a palestra intermediária do I Coles, com direito a colegas muito especiais na plateia e uma imensa turma do ensino médio de diversas regiões do estado. É possível assistir.

Minha fala começa mais ou menos com 1h56 de vídeo.

Letramentos no Ensino Médio e a “interessância” das aulas

A convite do meu colega e parceiro Ribamar Jr., nosso Ribas Ninja, professor fora do curva no Colégio Técnico de Floriano (UFPI), voltei ao Laboratório de Produção Textual (LPT) para participar de um evento nacional. Minha contribuição foi na forma de uma oficina para estudantes do EM e uma palestra para todo mundo que quisesse ouvir.

Foi muito legal, na companhia de outras colegas especiais, como a Katiúscia Brandão e a Márcia Mendonça.

Para fechar com chave-de-outro, olha onde fomos parar:

Visitamos o Parque Nacional da Serra da Capivara e fizemos um turismo a um só tempo ecológico e científico. No roteiro, Museu da Natureza e Museu do Homem Americano. Fascinante!

A palestra pode ser assistida aqui:

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Ana Elisa • 2020