Sala de aula multiletrante

Sempre digo isso ao editor da Parábola, o Marcos Marcionilo: publicar por essa editora é quando me sinto “vencendo na vida”. Carrego comigo muitas frustrações, mas essa não é uma! Desde a graduação, colecionei livros da Parábola e admirei aqueles autores, as capas, os títulos. Acho realmente um catálogo admirável, cuidadoso e incontornável na área de Letras, sobretudo nos estudos linguísticos.

Nem posso dizer que fui surpreendida… Eu realmente sonhei fazer parte desse elenco. E comecei de fato em 2016, há dez anos, quando publicamos o livro Textos multimodais, ativo no catálogo e bastante citado. É claro que o trabalho começou antes, mas o livro veio à luz naquele ano. E não me dei por satisfeita, claro, porque essas conquistas precisam de manutenção séria. Publicar um livro, para mim, nunca foi uma aventura, um desejo isolado ou um sonho avulso. É parte de um projeto de vida que sustento, e no qual persisto, desde a adolescência.

Como vou manter isso? As exigências de quem chega a um lugar muito almejado também são grandes. Pois aí publicamos o Escrever, hoje, em 2018, e, com o apoio da Capes, o Multimodalidade, textos e tecnologias, em 2021. Nesse ínterim, teve ainda o livro resultante do projeto de extensão Aula aberta, o Tecnologias digitais na escola, que co-organizei com minha querida parceira Pollyanna Vecchio.

E lá se vão 5 anos desde o livro mais recente! Ao menos nessa coleção, porque começamos a produzir uma outra, dedicada à revisão de textos: Questões contemporâneas de edição, preparação e revisão textual, que já conta alguns títulos, entre eles meu Em busca do texto perfeito.

Bom, estão todos no catálogo da Parábola. E agora chega mais um, o Sala de aula multiletrante, que produzi especialmente para a editora e que pretende, mais uma vez, chegar aos/às colegas professores/as. Tem uma história boa e feliz por trás desse título, dessas páginas e dessa capa. Só conto em segredo!

Os lançamentos estão previstos para a Semana do Professor, em outubro, dias 15 (virtual) e dia 17 (presencial). Vamos ver que caminhos esse livro fará. Geralmente eles são bonitos.

A leitura depois do futuro

A conferência proferida no SimLer, evento realizado pela UFPI, não podia ficar assim sem fixação. Preparei o texto para falá-lo, naquela linda ocasião, mas queria ajustá-lo para que encontrasse um lugar entre as revistas científicas da área de Letras. E deu certo. Depois da leitura por pares anônimos, fiz algumas emendas e a publicação está no ar. É só baixar o ensaio no Anuário de Literatura, da UFSC.

Materiais e materialidades

O livro Materia, materiales, materialismo: reflexiones bibliológicas para una crítica literaria, organizado pelos colegas Miguel Ángel Hernández Acosta e Alfredo Lèal, finalmente veio à luz. Esperamos por bastante tempo, mas aí está, e em acesso aberto!

Nele, contribuo com um capítulo intitulado “La edición de mujeres y la edición feminista en Brasil: un ensayo desde las márgenes”, mais um dos resultados no trabalho com o grupo de estudos Mulheres na Edição, que sempre me faz pensar.

A obra pode ser

livremente baixada aqui.

Site da Editora.

Palestras aqui e acolá

O ano demorou a engrenar. Senti angústia diversas vezes. Mais recentemente, fiz uma série de palestras e os livros começaram a sair, um a um. A maioria estava atrasada… E fica parecendo que escrevi tudo ao mesmo tempo, mas não foi. As palestras foram, em sua maioria, remotas. Gosto muito dessa possibilidade. E vamos lá:

Teve palestra na UFOP e mesa-redonda na UFPI, em ocasiões em que pude falar de multiletramentos e multimodalidade. Os vídeos possíveis ficarão aqui embaixo. Antes disso, teve Fórum Nacional de Revisão de Textos e outros eventos país afora.

Teve mesa muito legal na UFRJ e aula magna no curso de Letras da UEMG de Ibirité, esta uma atividade presencial que me permitiu muitos reencontros.

Teve papo de encerramento na Semana Acadêmica de Letras do IFMG, em Congonhas, campus onde visitei o prédio profa. Maria Sílvia Machado Ferreira, homenagem à minha saudosa tia Silvinha. E fora do país também! A palestra de abertura do Colóquio Internacional sobre Bibliodiversidade foi por minha conta, e me tremi toda. 🙂

Tudo isso me permitiu organizar os pensamentos, encontrar públicos diversos e me energizar para o que mais gosto de fazer: estudar e escrever.

Mesa no SLETEM UFPI.
Mesa na UFRJ.
Palestra no DivulgaLetras.
Abertura do Colóquio no México.

Não utilizar em pessoas sensíveis

O último componente do trio saiu! E afesta foi no Espaço Impressões, como devido, num entardecer azul de sábado. Embora eu estivesse sempre temerosa, porque lançamentos têm me frustrado há anos, me senti acolhida e abraçada por dezenas de pessoas que passaram por lá e adquiriram o novo rebento. Também, como aquele projeto gráfico, quem não se seduz?

Impressões de Minas/Divulgação.

Não utilizar em pessoas sensíveis saiu pela Impressões de Minas, casa que mais recebeu minha pequena obra poética. É meu terceiro título por lá, a intervalos de dois ou três anos.

Foto: Amanda Ribeiro.

Mais uma vez, o livro ficou lindo, ainda que alguns errinhos tenham persistido. Faz parte, não é mesmo? Minha performance foi corrigi-los na hora, ao vivo.

Vídeo: Amanda Ribeiro.

Recebi retornos de muitos tipos sobre esse novo poemário. O jornal Estado de Minas publicou uma página inteira sobre ele. No impresso a gente vê melhor. O texto é do professor e crítico Rafael Fava Belúzio, que topou também fazer a mediação do bate-papo no lançamento. Foi uma tarde alentadora.

Foto: Wallison Gontijo.

Carta Capital

A revista Carta Capital de julho publicou uma matéria intitulada “As escolhas delas” sobre algumas editoras que tocam empresas de edição de livros no Brasil. Parte considerável da matéria se baseou nas resultados de trabalhos produzidos pelo grupo Mulheres na Edição, sobretudo no título Como nasce uma editora, de minha autoria.

O número esteve nas bancas na primeira quinzena de julho de 2026. A matéria é de autoria da jornalista Paula Sperb, que falou comigo por telefone semanas antes da publicação.

A notícia me pegou pelo Instagram, quando a editora Relicário postou sobre a publicação. Claro, Maíra Nassif é uma das editoras retratadas.

O grupo Mulheres na Edição segue se encontrando mensalmente e estudando o tema da edição em sua relação com os feminismos e o contexto latino-americano. Já publicamos vários livros e artigos e não pretendemos parar. Fica a dica do livro Prezada editora, pela coleção Pensar Edição, da Moinhos, além das produções da Entretantas, já extinta.

A revista em pdf está aqui:

Vaga memória

Finalmente decidi – e consegui – me juntar ao elenco da Biblioteca Madrinha Lua, coleção da editora Peirópolis da qual sou curadora há vários anos. O Vaga memória é o décimo terceiro título e, provavelmente, não o último dessa sequência de obras de autoria feminina contemporânea brasileira. Para adquiri-lo, é só clicar.

Seguimos nesse azul com projeto da designer Grabriela Araújo e direção geral da admirada Renata Farhat Borges, à frente da casa há algumas décadas e fazendo um trabalho lindo e consciencioso. Como aprendo lá!

O livro é dividido em três partes e reúne poemas escritos exclusivamente para a coleção. Demorei mas vim. Renata sempre cobrou.

Aqui o tom é afetuoso, um misto de ficção e memória, claro. Não se pode acreditar em tudo, nem que eu mesma tenha sido quem viveu as situações, mas muito do que sinto, sou e penso está ali. O filho é real e não é; os pais igualmente. Importante é tratar esse poemário como uma oportunidade de pensar a vida, no que ela tem de morte e ausência também.

O prefácio é da poeta Mariana Ianelli, o posfácio, da Renata, e fico aqui pensando aonde esse livro vai me levar. Ou me deixar. É meu décimo segundo poemário, desde 1997, quando comecei a publicar.

O lançamento 1 foi em Brasília, junto com o Instruções para arquitetos (Moinhos). A notícia trata disso, ó. O segundo lançamento será em São Paulo, terra da editora, na Livraria da Tarde, onde faremos uma tarde feliz. BH ainda não está no horizonte, mas virá.

Os dois primeiros elogios ao livro saíram em espaços restritos: uma notinha de WhatsApp pelo editor do jornal Rascunho, Rogério Pereira; e um texto cheio de afeto no Facebook do querido Júlio Daio Borges, editor do Digestivo Cultural. É no Instagram que as pessoas se manifestam mais, postando fotos, mostrando páginas, lendo de viva voz alguns poemas selecionados. Vaga memória alcançou bastante gente dessa maneira, sobretudo pelo perfil da Isabella Albuquerque – Os melhores livros do mundo.

Instruções para arquitetos

Poemário novo na área. Foi entregue à editora em resposta às provocações do editor, meu amigo Nathan Matos, que sempre dizia: “Você só não publica poesia comigo!”, naquele sotaque cearense maravilhoso dele. Pois bem. Um dia, terminei uma sequência de poemas escritos em diálogo com Flávia de Queiroz, uma poeta carioca que vive em Belo Horizonte, e mandei para a Moinhos.

Eis aí um conjunto de poemas-conversa. O tempo todo, estou em diálogo com Flávia, tratando da casa, da vida, das pessoas, das ausências, das mudanças. Sim, as mulheres sempre foram “acusadas” de não ter assunto para a literatura. São inúmeras cartas e declarações de escritores mencionando uma escrita “feminina” sinônima de doméstica, intimista, íntima, confessional talvez. E isso não é matéria de poesia, de literatura. E será? E será só isso?

Sem medo, aí estão poemas sobre a casa, sua arquitetura visível e, mais, a invisível, sua habitação, seus espaços e silêncios, as questões que o viver e o morar colocam, se quisermos. Flávia conta das paredes, dos quartos, eu conto de como isso existe e não existe, se colore ou não, diz algo, um discurso sobre a vida de quem habita ou desiste. É mais do que olhar o espaço íntimo sem política.

Mas não vale o que eu mesma falar sobre meu livro. Ou vale. São coisas que pensei ao escrever e depois ao publicar. O editor perguntou sobre o título: por quê? Eu soube explicar, embora tenha demorado a definir por ele. Difícil intitular. E este livro precisava ser mais “frio”, assim como outros que ando escrevendo. Provavelmente para um público minúsculo, embora também importante.

Instruções para arquitetos teve seu primeiro lançamento em Brasília, na livraria Circulares, que promoveu também um curso breve sobre edição literária. Foi um dia bonito, de festa, de reencontros. Tive a oportunidade de falar do livro, ler poemas, abraçar gente querida que encontro pouco, sob a mediação de duas colegas queridas e generosas: Thainá Carvalho e Ludimila Moreira. Sem falar na hospitalidade da Ana Raja.

A matéria do Correio Braziliense deu notícia da minha estada em Brasília, embora tenha levado a sério demais o que a poeta e professora Alícia Duarte Penna diz na orelha: nunca existiu um quarto de costuras na casa da minha avó. Isso é Alícia lendo, ficcionalizando, imaginando… e escrevendo um belo texto de orelha para outra poeta. Curioso isso, não? Efeitos da leitura literária. Poetas fingidoras exitosas.

Para adquirir o IpA, é só ir ao site da Moinhos. Entregas em todo o Brasil. Sei que já está em livrarias aqui e acolá, a tiragem é pequena.

Ano atravancado

Que ano atravancado, minha gente! Janeiro, fevereiro e março costumam mesmo me dar essa impressão… Mas depois disso, tudo ainda represado! Não têm essa sensação? Nada acontece direito… E provavelmente ficará para o segundo semestre, junto com a eleição! Um tumulto só, uma confusão entre verdade e mentira, um cheiro de violência o tempo todo no ar. Ontem almocei assistindo ao jornal e, nossa!, quando me levantei para lavar a louça, pensei: “Que massacre!”. A gente se levanta cansada, mais do que já é, só de receber a carga de tanto acidente, corrupção, feminicídio, coisas estapafúrdias e tal. E se alguém pensa que é só no Brasil… Não. Claro, não que isso console alguém, mas é que a bizarrice está espalhada pelo planeta. Por e-mail, recebo notícias esquisitas de toda parte. Nada alentador. Uma canseira só de espiar quinze minutos pela janela. Não à toa vai dando medo de sair, vontade de ir ficando em casa, acomodando-se ao trabalho remoto. Ano trancado, engastalhado… As coisas não se mexem. A coordenação da pós-graduação avisou que o dinheiro do programa não está disponível até hoje! Estamos no meio de junho! Como trabalhar assim? E a Capes age como se tudo estivesse financiado e normal. É uma coisa esquizofrênica mesmo, e desanimadora. E nossa revista – suada – fora do ar há seis meses, sem explicação nem sequer educadinha! Mas vamos lá. Há de fazer sentido.

Curso on-line x presencial

Nos meses mais recentes, estive envolvida com uma ideia que precisava se transformar em ação. Pensei na oferta de um curso presencial sobre escrita e publicação literária a ser oferecido pela Fundação CefetMinas, vinculada à instituição onde ensino, pesquiso e invento moda. Nem de longe é a primeira vez que faço isso. Esse tipo de oportunidade me chegou, ao longo da vida, seja por provocação de colegas, seja porque acordei me coçando para fazer algo. E fiz. A ideia de desenhar, propor, oferecer e realizar esse curso ganhou força e um dia fui atrás das pessoas que poderiam acolhê-lo. E acolheram.

Telefonemas. Conversas. Negociações. Aí você descobre que, no serviço público, há um processo meio chato a enfrentar para oferecer algo à cidade. Tudo bem, não era para arranjar sarna… Mas vamos nessa. Abre processo, preenche formulário, espera reuniões, decisões, aprovações, documentos novos, pronto, posso começar? Não se mexa enquanto não escutar um sim, e da pessoa certa! Ele veio.

Novos telefonemas, horas no computador, exame de currículos, lembrança de pessoas competentes, experientes e, claro, que também possam se mexer. Porque um curso novo, assim como quase tudo que começa, exige um esforço maior do que coisas que pegamos já prontas. Também não sou nova nisso. Mais telefonemas, pessoas possíveis, porque quase tudo é feito de, com, por gente. Escrita, preenchimento, revisão, envio, proposição, planilhas, mais pessoas. O curso pode existir? Sim. Detecto que há um espaço meio vago na cidade. É claro que há pessoas fazendo isso há muito tempo, exitosas, mas não do jeito que pensei: com uma instituição como a nossa dando aval, espaço, suporte. Nem com a experiência que já temos emprestada de outras iniciativas semelhantes, mas em outros graus. Vamos ocupar?

Um dos primeiros problemas do desenho do curso é pensar se ele será presencial ou remoto. As palavras não ajudam, sempre me deixam intrigada. A língua portuguesa e seus antônimos não resolvem isso? Poxa. E acaso são antônimos? Eu quero dizer que o desenho deste curso será presencial, no sentido que as pessoas devem se encontrar fisicamente num espaço de sala de aula, aos sábados. Isso é a primeira coisa que vem à mente quando se pensa em “presencial”. No entanto, um curso on-line não prescinde da presencialidade. As pessoas têm de estar li, não é? Por isso resisto em chamar de não presencial. A diferença é que estão mediadas por tecnologias, podem interagir remotamente, cada uma de sua casa, mas ao vivo, simultaneamente. Diferente disso seria um curso gravado, em que as pessoas não estão juntas, nem sequer remotamente. Mas essas palavras sempre me parecem inapropriadas para o que querem descrever ou definir. Que fique assim mesmo. Conto com a colaboração do leitor/da leitora.

O curso que queríamos propor seria num prédio, na zona oeste da cidade, próximo ao câmpus do Cefet-MG, e as pessoas se encontrariam por cinco manhãs e tardes de sábados, no outono. Era isso, o que significava que apenas pessoas em Belo Horizonte ou próximas poderiam cumprir as horas propostas. A não ser que alguém quisesse viajar muito. Nada de computadores, distâncias, câmeras. Os professores e as professoras também seriam todos prata da casa, gente competente que atua na cidade.

No entanto, quando começamos a campanha de divulgação do curso, eis que muita gente começa a pedir que as aulas sejam remotas, on-line, virtuais. Mais palavras. E bate aquele sentimento ambíguo de frustração e alegria. Há gente interessada em todo canto (sabe lá se viriam mesmo, se fosse on-line), mas queríamos promover um espaçotempo de interação próxima, com gente que se olha nos olhos. Isso, no ensino de escrita, pode ser precioso. Por outro lado, as pessoas interessadas que não moram em BH pedem que a oportunidade também seja alcançável para elas. Justo. Pode ser, até, que haja mais gente interessada fora do que dentro dos limites da cidade. Mas se fôssemos desenhar um curso assim, ele seria outro, em boa medida.

Um curso on-line prescinde de salas físicas, endereços completos, trânsito, tráfego, professores locais etc. Também é preciso repensar seus tempos, os intervalos, o espaço virtual onde se dará, a cadência das aulas, a experiência específica dos docentes, a expectativa dos envolvidos. Os valores pagos seriam os mesmos em qualquer situação. Por que alguns acham que um curso virtual vale menos? Por acaso dá menos trabalho?

Mas minha antipatia máxima é reação a outra coisa. Sempre há quem peça pela gravação das aulas, alegando uma assincronia importante. Dizem que, se perderem (pelo que pagaram), depois assistem… E eu duvido que assistam mesmo… com raras exceções. Bem, não era nosso objetivo. A ideia era proteger a possibilidade da interação. É ela a responsável por quase tudo o que aprendemos na vida. Interagir, sim, seja com olhos nos olhos, seja mediados por telas, mas precisamos nos reunir para conversar, analisar nossos textos coletivamente, trocar ideias. Sem isso… É como assistir à tevê e falar sozinho, sem retorno, sem o debate. Não era isso.

Bem, o curso presencial (físico) exige muito. Precisamos pensar nas cadeiras, nos horários e até no cafezinho. A Fundação oferece, cuida bem de quem a visita. Já o curso on-line depende de um espaço virtual, geralmente assinado, onde possamos nos encontrar para trabalhar e conversar. E as câmeras fechadas? O que fazer com elas? Parte das pessoas não está ali atrás, como sabemos. Às vezes, alguma situação embaraçosa comprova isso. E o gatilho da pandemia? Quem deu aulas no contexto da crise sanitária sabe… Por outro lado, nas cadeiras da sala, no prédio físico, também não garantimos a atenção e a presença das pessoas. Quem dá aulas em qualquer lugar sabe… De todo modo, são experiências muito distintas entre si.

Nosso desejo foi propor uma ocasião de encontro entre pessoas interessadas em escrever e publicar literatura. Se ele não acontece na presença física, talvez possa acontecer na presença remota, on-line, mas será preciso um outro tipo de esforço e organização. E quanto aos efeitos e resultados? São os mesmos? Acredito que possam ser bons, cada um a seu modo. O que sabemos é que nunca alcançamos a satisfação plena de todos. Há sempre uma falta, uma falha… E vamos lidar com ela.

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Ana Elisa • 2020