A revista Carta Capital de julho publicou uma matéria intitulada “As escolhas delas” sobre algumas editoras que tocam empresas de edição de livros no Brasil. Parte considerável da matéria se baseou nas resultados de trabalhos produzidos pelo grupo Mulheres na Edição, sobretudo no título Como nasce uma editora, de minha autoria.
O número esteve nas bancas na primeira quinzena de julho de 2026. A matéria é de autoria da jornalista Paula Sperb, que falou comigo por telefone semanas antes da publicação.
A notícia me pegou pelo Instagram, quando a editora Relicário postou sobre a publicação. Claro, Maíra Nassif é uma das editoras retratadas.
O grupo Mulheres na Edição segue se encontrando mensalmente e estudando o tema da edição em sua relação com os feminismos e o contexto latino-americano. Já publicamos vários livros e artigos e não pretendemos parar. Fica a dica do livro Prezada editora, pela coleção Pensar Edição, da Moinhos, além das produções da Entretantas, já extinta.
O grupo de estudos e pesquisas Mulheresna Edição iniciou suas atividades presencialmente, nas salas de aula do campus Nova Suíça do CEFET-MG, no segundo semestre de 2018, depois da aprovação do projeto de pesquisa sobre mulheres que editam em Minas Gerais (e no Brasil), financiado pela Fapemig por vários anos. Desde aquele momento, começamos a ler ao menos um texto por mês sobre temas que tocam diretamente as questões de gênero e edição, passando pela literatura e pela escrita, pela interseccionalidade e pelos feminismos. Registramos a iniciativa na plataforma de GPs do CNPq e cadastramos as pessoas interessadas. A inscrição para receber os links dos encontros e participar das conversas é feita por e-mail (anadigital@gmail.com), de maneira simplificada. O grupo teve crescimento exponencial durante a pandemia da covid-19 e hoje conta com mais de 400 pessoas cadastradas.
O MulhEd foi coordenado pelas professoras Ana Elisa Ribeiro (líder), Renata Moreira e Maria do Rosário Alves Pereira até meados de 2025, quando as duas últimas decidiram partir para novas empreitadas. No lugar delas, entrou Sandra Dias Lucindo, pesquisadora e servidora do CEFET-MG.
De tempos em tempos, alguém pergunta pelos textos anteriormente lidos no grupo. Às vezes, pessoas novas indicam obras que já foram abordadas, mas que não estão numa memória explícita para quem está e para quem chega. É o que vamos corrigir aqui.
Na lista a seguir, estão quase todos os textos lidos pelo grupo, não exatamente na ordem de leitura, desde os encontros sistemáticos de 2019, a maioria com links de acesso aberto. Quando não é isso, indicamos a compra, dando preferência às editoras, se possível. Em alguns meses, fizemos eventos com convidadas e convidados, e nem sempre o texto está disponível. Esses eventos podem ter ficado gravados no YouTube do MulhEd. Faremos o máximo para manter esta lista atualizada. Boa navegação!
Epistemologia feminista, gênero e história, de Margareth Rago (capítulo do livro de Pedro, Joana; Grossi, Miriam (orgs.) Masculino, feminino, plural. Florianópolis: Editora Mulheres, 1998, indisponível na web)
Desde 2018, o grupo de estudos e pesquisas Mulheres na Edição contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, a Fapemig, como financiadora única do nosso trabalho, em especial nosso projeto de pesquisa que mapeia mulheres que editam em Minas Gerais (e além). Somos um grupo de estudos que começou mais ou menos com a proposta de um clube de leitura: escolheríamos um texto por mês para ler. Os encontros seriam mensais e teríamos condições de comentar nossas leituras e dialogar sobre elas.
Bem, a despeito de toda a forçação para que paremos de estudar e de fazer o que realmente interessa, o fato é que o grupo resiste bravamente e está em atividade até hoje. Ou seja, são aproximadamente sete anos ininterruptos de leituras, mais de 60 textos/encontros e vários aniversários comemorados. As coordenadoras somos eu e as queridas colegas Rosário Pereira e Renata Moreira, ambas do CEFET-MG. É um grupo dedicado e propositivo, que fez e publicou muita coisa nesses anos, além de reunir muita gente (mais de 400 inscritos/as) em torno do tema das mulheres no mercado editorial, de forma pioneira no país. Somos bastante reconhecidas dentro e fora do Brasil e fazemos parte de redes por aí que estão atentas ao nosso trabalho.
Ao finalizar nosso projeto junto à Fapemig, passamos aquele aperto da prestação de contas (porque é burocrático mesmo) e ainda tive de fazer um pitch, que é um vídeo curto que resume bem o que aconteceu no projeto.
Poxa, como foi difícil! O primeiro pitch a gente nunca esquece! Lá vai ele, que não me deixa exatamente orgulhosa pelo visual, mas sim pelo trabalho importante que nosso grupo fez ao longo dos anos.
Novembro já avança. O mês ainda promete muitos eventos e atividades. Uma delas será nossa leitura do texto “Femedição”, da colega espanhola Ana Gallego Cuiñas, que tem escrito sobre edição independente e feminismos, entre outras coisas. Fiz esta tradução com gosto. O projeto tem uma história tortuosa, de desistências, inclusive, mas afinal o texto traduzido saiu em um belo dossiêda revista Eco-Pós que organizei com a querida Isabel Travancas, colega da UFRJ. A leitura do mês no grupo Mulheres na Edição será esta.
O segundo semestre está me pondo medo desde julho. Antes das férias eu já andava segurando a ansiedade (portanto, ansiosa) com o que viria pela frente. Muitas coisas da vida privada a resolver, além da correria insana dos dias de trabalho. Bem, e começamos pelas viagens bem-sucedidas a Lima e a Buenos Aires, com muitas conexões feitas e realimentadas.
Vista da Feria de Editores Independientes FED’23
Café com o prof. José Luis de Diego próximo à livraria Libros del Pasaje
Agora o foco são: belas defesas de teses e dissertações de pesquisadores orientados; participar de bancas interessantes de colegas de outras instituições; promover encontros proveitosos nas aulas para os três níveis de ensino; realizar eventos que estão sendo organizados há tempos.
Neste agosto, o grupo de estudos Mulheres na Edição comemora seus quatro anos de atividades ininterruptas, o que soa como um milagre bonito. Hoje mesmo fizemos uma bela live com a editora Vanessa Ferrari, com o apoio sempre inestimável da mestranda Alícia Teodoro e a mediação simpática da mestranda Cecília Castro.
Até o final do mês traremos mais novidades. Em especial um curso rápido sobre curadorias de livros para crianças com a pós-doutoranda Fabíola Farias.
Sim, para um grupo de estudos/pesquisas, é tempo. É nadar sempre contra a corrente. As condições para pesquisadoras/es por aqui são risíveis. A gente até reclama, mas não adianta. O negócio é mesmo trabalhar e enfrentar. E vimos fazendo isso desde 2018, em trio – eu, Renata e Rosário. Tivemos um projeto aprovado na Fapemig e daí em diante achamos fôlego para começar e manter. Lutamos todos os dias por isso. Vamos conseguindo.
Hoje, tivemos a bela conferência da profa. Luciana Borges, da UFCAT, na celebração de nossos 3 anos. Foi lindo. A fala dela foi certeira, conectando Hilda Hilst e edição. Vale ver.
Para a semana temos encontro do grupo de estudos Mulheres na Edição, com minhas queridas colegas Renata e Rosário. O texto pode ser baixado na web, basta uma procuradinha.
Na semana que finda, tivemos nosso encontro 19 do grupo de estudos Mulheres na Edição, com base na leitura de texto da recentemente cancelada Naomi Wolf (falamos do episódio) e condução da profa. Rosário.
Nosso Prezada editora, – mulheres no mercado editorial brasileiro, quinto volume da coleção Pensar Edição, teve espaço bacana na Folha de S.Paulo, na semana que passou. A profa. Rosário Pereira representou competentemente o grupo e a turma do livro, o que nos deixou bem felizes e gratificadas. A matéria está aqui. O livro pode ser adquirido aqui.