Toda palestra, todo evento, tem um bastidor que pode ser interessante. A professora Gabriela Barboza, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), entrou em contato comigo há meses convidando para um papo sobre multiletramentos durante a disciplina que ela ministrava naquele momento. Topei. Não nos conhecíamos, mas e daí? Era chance de trocar ideias com essa colega generosa, que conheceu meu trabalho e veio ter comigo. Combinamos, ajustamos, em dado momento em me enrolei, reajustamos, corrigimos a rota e pronto, deu certo.

A Gabriela sempre me disse que a turma era pequena, coisa de sete pessoas, mas muito interessada. Pedi a ela que não gravássemos nada, ando cansada disso. E era mesmo uma conversa pelo Meet, nada de transmissão e tal e coisa. Assim fomos.
Perto do dia do evento, perguntei à Gabriela se podia divulgar nas redes sociais. Por essas coisas algorítmicas meio misteriosas, o post bombou e apareceu um monte de gente querendo o link! Passei horas entregando-o e pedindo que não fosse espalhado sem critério. Pois bem: a turma de sete pessoas se tornou mais de cem, e o Meet não estava preparado e teve gente do lado de fora, sem conseguir entrar porque o programa pôs um limite que a Gabriela não conseguia desprogramar. E assim ficamos. Não é incrível?
Fiz uma relação entre a proposta dos multiletramentos, lá em sua raiz, e os usos de IA que temos hoje, mencionando desde o manifesto de 1996 até textos muito recentes de alguns de seus signatários.
A Furg deu uma notinha. E muita gente postou fotos carinhosas da aula pelo computador. E é assim que a gente vai semeando. Estou grata à professora Gabriela e à sua turma pela receptividade incrível e pela boa gestão do imprevisto.




















