Mês: outubro 2026

Sala de aula multiletrante

Sempre digo isso ao editor da Parábola, o Marcos Marcionilo: publicar por essa editora é quando me sinto “vencendo na vida”. Carrego comigo muitas frustrações, mas essa não é uma! Desde a graduação, colecionei livros da Parábola e admirei aqueles autores, as capas, os títulos. Acho realmente um catálogo admirável, cuidadoso e incontornável na área de Letras, sobretudo nos estudos linguísticos.

Nem posso dizer que fui surpreendida… Eu realmente sonhei fazer parte desse elenco. E comecei de fato em 2016, há dez anos, quando publicamos o livro Textos multimodais, ativo no catálogo e bastante citado. É claro que o trabalho começou antes, mas o livro veio à luz naquele ano. E não me dei por satisfeita, claro, porque essas conquistas precisam de manutenção séria. Publicar um livro, para mim, nunca foi uma aventura, um desejo isolado ou um sonho avulso. É parte de um projeto de vida que sustento, e no qual persisto, desde a adolescência.

Como vou manter isso? As exigências de quem chega a um lugar muito almejado também são grandes. Pois aí publicamos o Escrever, hoje, em 2018, e, com o apoio da Capes, o Multimodalidade, textos e tecnologias, em 2021. Nesse ínterim, teve ainda o livro resultante do projeto de extensão Aula aberta, o Tecnologias digitais na escola, que co-organizei com minha querida parceira Pollyanna Vecchio.

E lá se vão 5 anos desde o livro mais recente! Ao menos nessa coleção, porque começamos a produzir uma outra, dedicada à revisão de textos: Questões contemporâneas de edição, preparação e revisão textual, que já conta alguns títulos, entre eles meu Em busca do texto perfeito.

Bom, estão todos no catálogo da Parábola. E agora chega mais um, o Sala de aula multiletrante, que produzi especialmente para a editora e que pretende, mais uma vez, chegar aos/às colegas professores/as. Tem uma história boa e feliz por trás desse título, dessas páginas e dessa capa. Só conto em segredo!

Os lançamentos estão previstos para a Semana do Professor, em outubro, dias 15 (virtual) e dia 17 (presencial). Vamos ver que caminhos esse livro fará. Geralmente eles são bonitos.

A leitura depois do futuro

A conferência proferida no SimLer, evento realizado pela UFPI, não podia ficar assim sem fixação. Preparei o texto para falá-lo, naquela linda ocasião, mas queria ajustá-lo para que encontrasse um lugar entre as revistas científicas da área de Letras. E deu certo. Depois da leitura por pares anônimos, fiz algumas emendas e a publicação está no ar. É só baixar o ensaio no Anuário de Literatura, da UFSC.

Materiais e materialidades

O livro Materia, materiales, materialismo: reflexiones bibliológicas para una crítica literaria, organizado pelos colegas Miguel Ángel Hernández Acosta e Alfredo Lèal, finalmente veio à luz. Esperamos por bastante tempo, mas aí está, e em acesso aberto!

Nele, contribuo com um capítulo intitulado “La edición de mujeres y la edición feminista en Brasil: un ensayo desde las márgenes”, mais um dos resultados no trabalho com o grupo de estudos Mulheres na Edição, que sempre me faz pensar.

A obra pode ser

livremente baixada aqui.

Site da Editora.

Palestras aqui e acolá

O ano demorou a engrenar. Senti angústia diversas vezes. Mais recentemente, fiz uma série de palestras e os livros começaram a sair, um a um. A maioria estava atrasada… E fica parecendo que escrevi tudo ao mesmo tempo, mas não foi. As palestras foram, em sua maioria, remotas. Gosto muito dessa possibilidade. E vamos lá:

Teve palestra na UFOP e mesa-redonda na UFPI, em ocasiões em que pude falar de multiletramentos e multimodalidade. Os vídeos possíveis ficarão aqui embaixo. Antes disso, teve Fórum Nacional de Revisão de Textos e outros eventos país afora.

Teve mesa muito legal na UFRJ e aula magna no curso de Letras da UEMG de Ibirité, esta uma atividade presencial que me permitiu muitos reencontros.

Teve papo de encerramento na Semana Acadêmica de Letras do IFMG, em Congonhas, campus onde visitei o prédio profa. Maria Sílvia Machado Ferreira, homenagem à minha saudosa tia Silvinha. E fora do país também! A palestra de abertura do Colóquio Internacional sobre Bibliodiversidade foi por minha conta, e me tremi toda. 🙂

Tudo isso me permitiu organizar os pensamentos, encontrar públicos diversos e me energizar para o que mais gosto de fazer: estudar e escrever.

Mesa no SLETEM UFPI.
Mesa na UFRJ.
Palestra no DivulgaLetras.
Abertura do Colóquio no México.

Ana Elisa • 2020