Mês: setembro 2025

Escrever e ensinar a escrever, LANÇAMENTO!

Faz um tempo, eu soube que a Unimontes e sua editora lançariam um edital para livros de divulgação científica, isto é, obras escritas numa linguagem acessível e para públicos mais amplos do que meus pares acadêmicos. Mais ou menos isso.

Juntei um material que andava disperso por aí e editei esse original. Eram textos que publiquei no Blog da Parábola e na Revista Ponte, mas que tinham circulação mais restrita ou esquecida. Ajeitei, organizei, revisei, ampliei… Escrevi mais um texto sobre a tal da IA e o que ela tem causado no ensino de língua materna… Se é que tem… E fui lá concorrer.

O resultado foi a aprovação da proposta. Isso me deixou muito feliz. Tenho enorme carinho pela Unimontes, e a reunião desse material me deixa muito animada e feliz. Melhor ainda: por ter apoio institucional, o livro será distribuído gratuitamente em escolas públicas (uma tiragem inicial) e depois será liberado como pdf de acesso aberto no site da editora. Isso faz qualquer pesquisadora se sentir muito gratificada.

Olha que capa linda!

Sou professora de Redação no ensino médio. Antes disso, sou escritora e sempre fui uma apaixonada pela escrita e pela língua. Formei-me linguista (e não por ter menos amor à literatura) e atuo também em outros níveis de ensino – graduação e pós – justamente orientando pessoas que escrevem. Se não dou aulas disso (às vezes, sim, como as oficinas de criação no bacharelado em Letras do CEFET-MG), a missão de ajudar que pessoas desenvolvam suas escritas atravessa toda a minha atividade profissional.

O livro que lançamos agora é, então, resultado de estudo e empiria. Estou lá, com as duas mãos na massa e o coração ativo, nas salas de aula dos três níveis de ensino. Vamos comigo?

O lançamento de Escrever e ensinar a escrever, um antimanual para docentes, é dia 18 de setembro, pelo canal do YouTube da Editora da Unimontes. O livro tem paratextos de Carla Coscarelli (UFMG) e Marcos Marcionilo (Parábola Editorial). Um luxo só, e ainda ser editada pela Maria Clara Maciel e equipe. Sigamos! Tomara que as pessoas leitoras gostem!

Para assistir:

Notícia na Unimontes.

Pitch para a Fapemig

Desde 2018, o grupo de estudos e pesquisas Mulheres na Edição contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, a Fapemig, como financiadora única do nosso trabalho, em especial nosso projeto de pesquisa que mapeia mulheres que editam em Minas Gerais (e além). Somos um grupo de estudos que começou mais ou menos com a proposta de um clube de leitura: escolheríamos um texto por mês para ler. Os encontros seriam mensais e teríamos condições de comentar nossas leituras e dialogar sobre elas.

Bem, a despeito de toda a forçação para que paremos de estudar e de fazer o que realmente interessa, o fato é que o grupo resiste bravamente e está em atividade até hoje. Ou seja, são aproximadamente sete anos ininterruptos de leituras, mais de 60 textos/encontros e vários aniversários comemorados. As coordenadoras somos eu e as queridas colegas Rosário Pereira e Renata Moreira, ambas do CEFET-MG. É um grupo dedicado e propositivo, que fez e publicou muita coisa nesses anos, além de reunir muita gente (mais de 400 inscritos/as) em torno do tema das mulheres no mercado editorial, de forma pioneira no país. Somos bastante reconhecidas dentro e fora do Brasil e fazemos parte de redes por aí que estão atentas ao nosso trabalho.

Ao finalizar nosso projeto junto à Fapemig, passamos aquele aperto da prestação de contas (porque é burocrático mesmo) e ainda tive de fazer um pitch, que é um vídeo curto que resume bem o que aconteceu no projeto.

Poxa, como foi difícil! O primeiro pitch a gente nunca esquece! Lá vai ele, que não me deixa exatamente orgulhosa pelo visual, mas sim pelo trabalho importante que nosso grupo fez ao longo dos anos.

O negócio do livro, Porto Alegre

Há vários anos que a turma do Clube de Editores do Rio Grande do Sul vem ensaiando me chamar para participar do seminário que eles promovem há vários anos. Confesso minha afinidade com escritores e escritoras gaúchos. O povo é bom mesmo. Para além da turma que anda produzindo prosa e verso da melhor qualidade por lá, é a terra de muitos editores e da oficina de criação literária mais antiga do país, a do prof. Assis Brasil, na PUC RS. Foi lá, aliás, que fiz meu estágio pós-doutoral mais recente, justamente para entender como funciona a oficina e como ela influencia o mercado editorial por lá e por todo canto.

Neste 2025, finalmente, darei uma passada rápida pelo evento “O negócio do livro” e participarei de uma mesa-redonda. Claro que vou tentar assistir a outras que me interessam demais e nas quais vão falar editores e escritores gaúchos.

Fica o convite para quem puder ir (é presencial). As inscrições são pelo Sympla.

Para assistir, tudo aqui:

Palestras de setembro

Setembro vem sendo um mês de muitas palestras e cursos a oferecer. Em todos os casos, foram convites que muito me alegraram e os temas propostos me são caros.

A primeira atividade foi a disciplina Paratextos Editoriais oferecida como parte do curso BSP de Literatura, pela Biblioteca de São Paulo, do qual também sou a curadora. Tive a alegria de alguns encontros on-line com a turma que conheci pessoalmente há alguns meses, na aula inaugural.

A segunda atividade foi a palestra que dei, numa quinta-feira à noite, pelo canal do Divulga Letras, sobre ensino de Português. Tivemos alguns probleminhas técnicos, mas nada que afetasse nossa noite. Minha fala pode ser assistida aí:

No sábado seguinte, foi a vez de falar a convite do grupo Interage LE, da Universidade Federal do Ceará. O tema era os gêneros textuais, a multimodalidade e as interações digitais. Lá estivemos! Também dá para assistir:

Foram experiências ótimas falar sobre esses assuntos para esses públicos, além de conhecer colegas e trocar ideias com pessoas de outras localidades.

O terceiro final de semana do mês será de mesa-redonda sobre literatura contemporânea e mediação de palestra na cidade de Carmo da Mata, onde participarei, juntamente com um grupo do CEFET-MG, das atividades da Festa Literária, a Flicar. É nossa segunda vez apoiando esse evento lindo e importante para a região. A palestra que vou mediar trata das concepções de “bom professor” que emergem dos próprios docentes, segundo a tese do Paulo Andrade defendida na USP.

Ah, me deixem pôr aqui também a entrevista que dei ao canal Multi Educação, com mediação do querido Admilson Resende, que nunca me deixa falando sozinha. Olha aí:

Ana Elisa • 2020