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Seminário Nacional de Ensino de Linguagens – SENAEL

Uma conferência é sempre uma responsabilidade enorme. E se for de abertura ou de encerramento, aí é que o frio na barriga vem mesmo. A despeito da experiência que vamos construindo, ao longo da carreira, esses eventos sempre podem nos surpreender. É sempre importante estudar para eles, cuidar do que dizer e ter atenção ao público que possivelmente estará ali, geralmente muito disposto a ouvir e a conversar. E eu gosto muito é da conversa.

Em outubro, fui palestrante no Senael, on-line, para mais de 200 pessoas. É muito gratificante, claro, e também bastante desafiador. O tema era relevante e, também, ainda um tanto desconhecido: a inteligência artificial e suas implicações para a educação. Não é mesmo um desafio?

A conversa ficou disponível no YouTube da instituição. É só clicar.

Outubro, Molla etc.

Das atividades de outubro, certamente a visita das professoras Jenny Guerra (México) e Camila Escudero (Equador) e a Molla (dentro do FliBH) foram as mais intensas. Tivemos visita de editores, professores e muita conversa boa. Como diz meu amigo Nathan Matos, editor da Moinhos: isso reenergiza.

CEFET-MG
Inhotim

No início do mês, Jenny e Camila estiveram no CEFET-MG para palestras e aulas, tanto na graduação em Letras, quanto na pós-graduação em Estudos de Linguagens. Não faltaram também atividades culturais, visitas a museus e centros de gastronomia mineira. Essa visita certamente fortaleceu nossos laços de colaboração profissional e de amizade. Importante salientar a conexão entre CEFET-MG e Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) por meio do Seminário Indústria da Informação Digital (SIID).

Mesa na Molla/FliBH
Com Luciana Tanure

No final do mês, realizamos a Mostra do Livro Latino-americano (MOLLA) dentro das atividades do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FliBH), parceria muito produtiva. Fiz parte da equipe de curadores da MOLLA, encabeçada pela Luciana Tanure. Oferecemos mesas, palestras, contações de histórias, feira de livro e muito mais. Cansa? Cansa. Mas também gratifica muito. Foi a culminância de um trabalho de muitos meses. A programação pode ser vista aqui.

No meio disso, lancei o livro Escrever e ensinar a escrever (Editora da Unimontes), que começa a circular por aí e me dá alegria. O pdf em acesso aberto fica aqui, e a versão impressa chegará às mãos de algumas centenas de pessoas. Torço para que gostem do trabalho.

Lançamento no FliBH.

Novembro também promete!

Escrever e ensinar a escrever, LANÇAMENTO!

Faz um tempo, eu soube que a Unimontes e sua editora lançariam um edital para livros de divulgação científica, isto é, obras escritas numa linguagem acessível e para públicos mais amplos do que meus pares acadêmicos. Mais ou menos isso.

Juntei um material que andava disperso por aí e editei esse original. Eram textos que publiquei no Blog da Parábola e na Revista Ponte, mas que tinham circulação mais restrita ou esquecida. Ajeitei, organizei, revisei, ampliei… Escrevi mais um texto sobre a tal da IA e o que ela tem causado no ensino de língua materna… Se é que tem… E fui lá concorrer.

O resultado foi a aprovação da proposta. Isso me deixou muito feliz. Tenho enorme carinho pela Unimontes, e a reunião desse material me deixa muito animada e feliz. Melhor ainda: por ter apoio institucional, o livro será distribuído gratuitamente em escolas públicas (uma tiragem inicial) e depois será liberado como pdf de acesso aberto no site da editora. Isso faz qualquer pesquisadora se sentir muito gratificada.

Olha que capa linda!

Sou professora de Redação no ensino médio. Antes disso, sou escritora e sempre fui uma apaixonada pela escrita e pela língua. Formei-me linguista (e não por ter menos amor à literatura) e atuo também em outros níveis de ensino – graduação e pós – justamente orientando pessoas que escrevem. Se não dou aulas disso (às vezes, sim, como as oficinas de criação no bacharelado em Letras do CEFET-MG), a missão de ajudar que pessoas desenvolvam suas escritas atravessa toda a minha atividade profissional.

O livro que lançamos agora é, então, resultado de estudo e empiria. Estou lá, com as duas mãos na massa e o coração ativo, nas salas de aula dos três níveis de ensino. Vamos comigo?

O lançamento de Escrever e ensinar a escrever, um antimanual para docentes, é dia 18 de setembro, pelo canal do YouTube da Editora da Unimontes. O livro tem paratextos de Carla Coscarelli (UFMG) e Marcos Marcionilo (Parábola Editorial). Um luxo só, e ainda ser editada pela Maria Clara Maciel e equipe. Sigamos! Tomara que as pessoas leitoras gostem!

Para assistir:

Notícia na Unimontes.

Pitch para a Fapemig

Desde 2018, o grupo de estudos e pesquisas Mulheres na Edição contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, a Fapemig, como financiadora única do nosso trabalho, em especial nosso projeto de pesquisa que mapeia mulheres que editam em Minas Gerais (e além). Somos um grupo de estudos que começou mais ou menos com a proposta de um clube de leitura: escolheríamos um texto por mês para ler. Os encontros seriam mensais e teríamos condições de comentar nossas leituras e dialogar sobre elas.

Bem, a despeito de toda a forçação para que paremos de estudar e de fazer o que realmente interessa, o fato é que o grupo resiste bravamente e está em atividade até hoje. Ou seja, são aproximadamente sete anos ininterruptos de leituras, mais de 60 textos/encontros e vários aniversários comemorados. As coordenadoras somos eu e as queridas colegas Rosário Pereira e Renata Moreira, ambas do CEFET-MG. É um grupo dedicado e propositivo, que fez e publicou muita coisa nesses anos, além de reunir muita gente (mais de 400 inscritos/as) em torno do tema das mulheres no mercado editorial, de forma pioneira no país. Somos bastante reconhecidas dentro e fora do Brasil e fazemos parte de redes por aí que estão atentas ao nosso trabalho.

Ao finalizar nosso projeto junto à Fapemig, passamos aquele aperto da prestação de contas (porque é burocrático mesmo) e ainda tive de fazer um pitch, que é um vídeo curto que resume bem o que aconteceu no projeto.

Poxa, como foi difícil! O primeiro pitch a gente nunca esquece! Lá vai ele, que não me deixa exatamente orgulhosa pelo visual, mas sim pelo trabalho importante que nosso grupo fez ao longo dos anos.

O negócio do livro, Porto Alegre

Há vários anos que a turma do Clube de Editores do Rio Grande do Sul vem ensaiando me chamar para participar do seminário que eles promovem há vários anos. Confesso minha afinidade com escritores e escritoras gaúchos. O povo é bom mesmo. Para além da turma que anda produzindo prosa e verso da melhor qualidade por lá, é a terra de muitos editores e da oficina de criação literária mais antiga do país, a do prof. Assis Brasil, na PUC RS. Foi lá, aliás, que fiz meu estágio pós-doutoral mais recente, justamente para entender como funciona a oficina e como ela influencia o mercado editorial por lá e por todo canto.

Neste 2025, finalmente, darei uma passada rápida pelo evento “O negócio do livro” e participarei de uma mesa-redonda. Claro que vou tentar assistir a outras que me interessam demais e nas quais vão falar editores e escritores gaúchos.

Fica o convite para quem puder ir (é presencial). As inscrições são pelo Sympla.

Para assistir, tudo aqui:

Palestras de setembro

Setembro vem sendo um mês de muitas palestras e cursos a oferecer. Em todos os casos, foram convites que muito me alegraram e os temas propostos me são caros.

A primeira atividade foi a disciplina Paratextos Editoriais oferecida como parte do curso BSP de Literatura, pela Biblioteca de São Paulo, do qual também sou a curadora. Tive a alegria de alguns encontros on-line com a turma que conheci pessoalmente há alguns meses, na aula inaugural.

A segunda atividade foi a palestra que dei, numa quinta-feira à noite, pelo canal do Divulga Letras, sobre ensino de Português. Tivemos alguns probleminhas técnicos, mas nada que afetasse nossa noite. Minha fala pode ser assistida aí:

No sábado seguinte, foi a vez de falar a convite do grupo Interage LE, da Universidade Federal do Ceará. O tema era os gêneros textuais, a multimodalidade e as interações digitais. Lá estivemos! Também dá para assistir:

Foram experiências ótimas falar sobre esses assuntos para esses públicos, além de conhecer colegas e trocar ideias com pessoas de outras localidades.

O terceiro final de semana do mês será de mesa-redonda sobre literatura contemporânea e mediação de palestra na cidade de Carmo da Mata, onde participarei, juntamente com um grupo do CEFET-MG, das atividades da Festa Literária, a Flicar. É nossa segunda vez apoiando esse evento lindo e importante para a região. A palestra que vou mediar trata das concepções de “bom professor” que emergem dos próprios docentes, segundo a tese do Paulo Andrade defendida na USP.

Ah, me deixem pôr aqui também a entrevista que dei ao canal Multi Educação, com mediação do querido Admilson Resende, que nunca me deixa falando sozinha. Olha aí:

Encontro com a autora do kit literário SMED BH

Outro encontro gostoso, desta vez on-line, foi o papo com professores/as, bibliotecários/as e gestores/as da rede municipal de educação sobre os livros do kit literário que chegou às escolas. Uma simpatia de pessoal e uma conversa que correu solta.

Meus livros zanzam por aí depois de aprovados por editais. Circulam em kits de bibliotecas e nas salas de aula. Da minha produção diversa (em termos de gêneros literários e públicos), acho que são os livros mais gratificantes, em muitos sentidos. Não me deixam desistir de vez. E esse tipo de conversa valoriza a gente, com tantas pessoas assistindo e participando!

Para assistir, ó:

Pensadoras da atualidade e a literatura

Há alguns meses, fui chamada para falar num programa conhecido aqui em BH, o Brasil das Gerais (BG), veiculado pela Rede Minas. A apresentadora é a Patrícia Pinho, simpática demais. A conversa parece um papo na cozinha de casa e eu me sentia à vontade para falar do tema: mulheres e seus espaços na literatura e na produção de pensamento. Geral, né? Mas fui.

A ideia era que eu compartilhasse o espaço e o tempo com a Mary del Priore, historiadora, e com a Ana Maria Machado, escritora, além de umas entradas da jornalista Brenda Marques. Só que… nada rolou bem e as duas outras convidadas, que afinal estavam em Tiradentes, não conseguiram se conectar para falar na tevê, ao vivo. Ficamos eu e a Patrícia segurando o programa. Ela e a produção preocupadas comigo, tentando me dirigir, se desculpando, e eu feito pinto no lixo.

Depois que o programa foi ao ar, eles deram jeito de ajeitar a gravação. A versão mais completa está aqui. E é muito esquisito me ver assim. Na sala de aula fico mais à vontade.

Fica o registro do que andamos falando na tevê, mas não sem estudar.

Colóquio sobre Multimodalidade

Há meses vimos organizando um colóquio sobre semiótica e multimodalidade. O evento teve início na Paraíba, ficou itinerante (passando por outros estados) e afinal veio aqui para Minas Gerais, primeiro pelas mãos da profa. Flaviane Carvalho, da Universidade Federal de Alfenas, que me chamou para ajudar como parceira institucional e acadêmica. Topei.

Flaviane já tinha feito um pós-doc no CEFET-MG. Era hora de firmar ainda mais nossa colaboração. O colóquio é um desafio de organização e burocracia, mas fomos superando os obstáculos e chegando até aqui. O site está no ar há alguns meses e já estamos na fase de divulgação dos Grupos de Trabalho, após a aprovação dos resumos submetidos pelas pessoas interessadas.

Há uma equipe grande por trás desse trabalho. O site, por exemplo, é arte do Alex Zani, mestrando do CEFET-MG que entende desse e de outros riscados editoriais. Sem ele… uh… seria difícil. O trabalho de formiguinha para divulgar e monitorar submissões é da Caru e da Juliana. E tem muito mais gente!

Serão mais de dez GTs, coordenados por colegas convidados de várias partes do país e do planeta. A programação geral se constitui de três conferências e duas mesas-redondas, além de três oficinas. Tudo bem compacto, mas feito com carinho e prontidão. As mediações das conferências e mesas também são muito especiais. E ó: tudo gratuito. Fazer um evento desses sem $$ já mais que desafio, é mágica!

Tudo on-line, e vamos reunir um timaço de pesquisadoras e pesquisadores da multimodalidade. Vai ser proveitoso. Prestigiem!

O Estado editor na América Latina

A novidade agora sai na gringa! Desta vez, tive notícia da publicação de um livro sobre o Estado como editor de livros, obra cuidadosamente organizada por colegas de outros países, num processo que levou vários anos. Finalmente, o volume sai pela editora argentina Tren en Movimiento, uma das mais valentes que conheço por lá.

Meu capítulo trata de algumas editoras ligadas ao Estado no Brasil, casos que narro (e timidamente analiso), num contexto em que pouco se fala disso. Tentei. Espero que desperte algum interesse.

O primeiro lançamento será em Lima, na feira do livro em que já estive duas vezes. Certamente os colegas cavarão novas oportunidades de tratar da obra.

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Ana Elisa • 2020