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Os podcasts e eu

Nos últimos meses, participei de alguns bate-papos sobre livros, literatura e tecnologias, um mais legal do que o outro. Se tiverem interesse, vou listá-los e linká-los aqui, ó:

Na Letra Q, plataforma – É uma comunidade de escritores que mantém umas conversas sobre processo criativo e publicação de livros. O Renato me chamou para falar da minha trajetória como escritora e para lermos uns poemas a quente.

Podcast Papo Tatuí – A Banca Tatuí é famosa em São Paulo. Está no bairro de Santa Cecília e é uma banca reformada que se tornou uma charmosa livraria de rua, só com obras de editoras independentes. Depois disso, a Cecilia e o João ainda abriram a Sala Tatuí (cursos) e outros empreendimentos tatuísticos. Eles me chamaram para falar de literatura, livros e edição.

Outro livro – É o canal do Ricardo Pedrosa no qual ele conversa com escritores e editores (escritoras e editoras também) sobre nosso assunto preferido. Demos foco no meu Como nasce uma editora, que ele tinha lido, mas também falamos de mais coisas. Vê lá.

Podcast do PublishNews – O PublishNews é o maior portal de notícias sobre mercado editorial do Brasil. O pessoal lá me chamou para falar de “livros sobre livros”, por conta do lançamento de um título da Parábola. Aproveitei para dar outros toques e conversar também com a Cecilia Arbolave e o Leonardo Neto.

Podcast Papo On – É o podcast do Alysson Lisboa, meu ex-aluno e um cara ativíssimo nos lances tecnológicos. Ele me chamou para falar de IA, tecnologias digitais e assemelhados e eu levei comigo o professor português Nuno Medeiros, da Universidade de Lisboa, que estava de visita para uns cursos em BH. Deu bom.

TDIC e tecnodiversidade

Tive a alegria de um encontro virtual com grupos de pesquisa da USP e da UFU sobre este assunto que nos preocupa e mobiliza tanto: a relação entre escola e tecnologias.

O convite me alegrou muito e foi possível dialogar com colegas comprometidos/as. Ficou aqui:

Agradeço à colega Socorro Coelho, que sempre me arranja estas boas empreitadas.

FLIC12

A Flic12 foi intensa, com convidado internacional na abertura e encerramento poderoso com linguistas brasileiras. No total, oferecemos 7 minicursos presenciais e 14 on-line, ministrados por mestrandos/as, doutorandos/as e ex-alunos/as nossos. Uma alegria só.

Nada disso aconteceria se não fossem nossos estudantes do educativo da Led, editora-lab. Minha parceira Pollyanna Vecchio e sua varinha mágica também merecem todo o destaque. A gente fica numa gratidão imensa.

Para quem perdeu e ainda quer assistir, aqui está a gravação da mesa final.

Novembro, ainda

A turnê de novembro foi intensa. Não reclamo. Costumo pensar que é bom sinal, frutos do que foi semeado, colheita, resposta boa. Mas o corpo sente e a gente se cansa também. Dezembro começou num domingo e ainda não se sente cheiro de recesso no ar. Só mesmo de panetone.

Tivemos a Flic, em sua décima-segunda edição, coisa incrível para eventos educacionais em um país tão turbulento. É claro que só conseguimos essa proeza porque temos gente qualificada e disposta, comprometida e atenta; caso contrário já teríamos sucumbido, desanimado e nos recolhido à nossa insignificância (como querem, mas a gente não deixa).

O discurso da resistência pega bem, mas não dispensamos, de forma alguma, qualquer coisa que possa melhorar nossas condições de trabalho e de vida, para uma atuação mais que viável, digna; mais que digna, excelente. Por que não nós?

A UFMG, casa da minha formação superior completa, me chamou para uma palestra num evento do ProfLetras. Só pude me sentir honrada. Foi presencial e o encontro com colegas lá é sempre gostoso: Junot, Jairo, Elzimar, Adriane, Leiva, Toninho e tantos/as outros/as. Obrigada por me fazer sentir sempre em casa ou voltando a ela.

Dezembro começa com uma viagem à Bahia, onde novamente me encontrarei com gente querida. Mesmo estando obviamente feliz, comemoro um tanto o fato de ser a última viagem do ano. Aeroportos e trânsitos cansam! Minha sorte é fechar com esta chave de ouro.

Na sequência, o encontro dos editores universitários. Tenho sempre auxiliado meus e minhas colegas editores em várias instituições (houve incremento de editoras labs e universitárias nos últimos anos), inclusive na minha, onde sempre tudo é mais difícil (aquela história do santo de casa…). Aqui, teremos a chance de falar sobre temas importantes e sobre democracia, claro, algo para que as edições universitárias sempre podem contribuir.

Sigamos, e que dezembro encerre bem este 2024 de conquistas e realizações. As frustrações a gente põe no bolso. 😉

Mulheres na edição, mais

Novembro já avança. O mês ainda promete muitos eventos e atividades. Uma delas será nossa leitura do texto “Femedição”, da colega espanhola Ana Gallego Cuiñas, que tem escrito sobre edição independente e feminismos, entre outras coisas. Fiz esta tradução com gosto. O projeto tem uma história tortuosa, de desistências, inclusive, mas afinal o texto traduzido saiu em um belo dossiê da revista Eco-Pós que organizei com a querida Isabel Travancas, colega da UFRJ. A leitura do mês no grupo Mulheres na Edição será esta.

Novembro, maratona ou turnê?

Que jornada! Os cards não estão exatamente na ordem em que as coisas aconteceram. E nem refletem o que realmente foi novembro. Teve conversa em outros espaços também, mas fechados, sem divulgação ampla. Em todos os casos, a ideia era falar de livro, leitura, escrita e edição. Ou tecnologia.

O Ciclo de Debates da Academia Mineira de Letras foi gravado e deve aparecer no site deles em algum tempo. A mesa de escritoras da UFF também. Não tenho certeza. Foi emocionante estar lá e sentir os arrepios da plateia ao ouvir as leituras dessas mulheres.

As conversas na Unifesspa, na Unifesp e na UFRJ foram gostosas, leves, divertidas e dinâmicas. Só interlocução da boa. E sempre aquela minha sensação de ter falado demais… Paciência. 🙂

I Coles, na UESPI

É sempre uma alegria passar pelo Piauí. Lá fiz amigos e amigas inestimáveis. E desta vez não foi diferente. Fui tratada a pão-de-ló e cajuína. Fiz a palestra intermediária do I Coles, com direito a colegas muito especiais na plateia e uma imensa turma do ensino médio de diversas regiões do estado. É possível assistir.

Minha fala começa mais ou menos com 1h56 de vídeo.

Para ler e revisar textos

Temos livro novo na coleção “Questões contemporâneas de edição, preparação e revisão textual”, saindo pela Parábola Editorial nesta nova safra. O título é organizado por Márcia Romano e eu, que reunimos pesquisadoras-revisoras que atuam em âmbitos profissionais diversos. Todos os trabalhos estão relacionados a resultados de pesquisa e rica experiência.

Para ler e revisar textos teve uma edição anterior na antiga casa, a Gulliver, mas quase ninguém viu. Foi lançado na pandemia, em tiragem baixíssima. Na Parábola, ele ganhou novo título e fôlego de sobra para chegar às pessoas que se interessam pelo tema. O volume se junta ao primeiro, Em busca do texto perfeito, e certamente será seguido por vários outros.

O Nespe já deu uma notinha.

O lançamento será no SIGET, em novembro, na PUC Minas. Depois virão outros on-line e em Belo Horizonte.

Multimodalidade em textos da TAG Livros no Instagram

Neste setembro de dura estiagem, finalmente saiu um artigo que escrevi para o dossiê sobre multimodalidade em Gunther Kress, na Revista de Estudos da Linguagem, sob a organização das admiradas colegas Záira Santos (UFES), Clarice Gualberto (UFMG) e Vânia Barbosa (UFPI). O número todo está disponível e convido à leitura do exercício de análise que propus, usando como material um carrossel de posts da TAG Livros.

Antologias em dobro

A poesia tem destas: avoa. Vez ou outra, alguém pede este ou aquele poema, dá cá que vou republicar, faz um novo sobre o tema x, dê aqui que vou traduzir, e assim os textos vão se desprendendo dos livros (que é como nasceram, afinal) e chegando a mais pessoas, a conta-gotas, digamos. Pode ser que puxem livros, pode ser que não. Sementes que brotam; outras, não. Mas às vezes também nasce uma antologia que reúne poemas de poetas por esta ou aquela razão. Há várias antologias que reúnem autoras, todas mulheres, formando conjuntos poéticos de certa feição. O desenho, cada organizadora faz. E assim nasceram duas antologias recentes, ambas surpreendentes (porque eu não esperava que me convidassem).

A primeira é Mulher fala o que quiser, organizada pela professora Claudete Daflon (UFF), com uma turma de alunas, pelas editoras Pangeia e EdUFF. O livro é de acesso aberto e pode ser amplamente distribuído. Convido a espiar o time de mulheres reunidas.

A segunda antologia cruza fronteiras. A tradutora e professora Ángela Cuartas reuniu num belo volume 42 poetas colombianas e brasileiras, com lançamento na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, quando a Colômbia foi o país convidado de honra. Um luxo.

O livro pode ser encontrado pelo código qr.

Assim é que a poesia escapa dos seus limites, ou daqueles editoriais, críticos, de gênero e comerciais, e fura todas as bolhas e expectativas. Ave!

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Ana Elisa • 2020