Desta vez, nosso evento acontecerá primeiro on-line, no dia 21.06, sexta, pelo nosso canal do YouTube; depois no teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte, 22.06, sábado. Como sempre, estamos apoiados no trabalho incansável de estudantes de graduação e pós-graduação em Letras do CEFET-MG, além dos ‘sim’ que ouvimos de nossos convidados muito especiais.
A programação este ano também passa pela América Latina, focalizando o livro e a edição em muitos formatos e para diversos públicos. As inscrições são gratuitas e as primeiras a esgotar vagas foram as oficinas.
O lançamento de livro fica a cargo de Aline Frederico e Elizabeth Cardoso, com uma obra pioneira no tema da literatura digital para crianças e jovens. Ver na Educ.
A Juliana Paiva é dessas pessoas ativas e comunicativas. Eu a conheci pelas redes, no Instagram, se não me engano, e nunca mais deixamos de nos seguir.
Dia desses, batemos um longo papo no canal do grupo de pesquisa que ela toca.
Fica o convite a quem estiver a fim de rir e se emocionar.
Em maio de 2024, durante o CIAT SAD, sempre organizado pela UEMG, em Belo Horizonte, foi lançado o livro Arte, cultura e o mundo contemporâneo digital, organizado pelo prof. Pablo Gobira e publicado pelo Laboratório de Poéticas Fronteiriças (LabFront).
Meu capítulo tem o título “Tecnologias do livro, um falso dilema e suas razões” e foi escrito especialmente para a ocasião do GT coordenado com Pollyanna Vecchio e Marcos Roberto Nascimento, em 2023.
Em algum momento, o pdf deve ficar disponível aqui.
Neste maio de 2024, saiu um artigo escrito a quatro mãos com a querida mestre Brigida Ornelas. O texto está na revista Leia Escola e pode ser baixado gratuitamente. Tratamos do processo criativo de duas ilustradoras brasileiras geniais: Marilda Castanha e Anna Cunha.
Algumas parcerias surgem da pura simpatia que temos por algumas pessoas e de uma percepção de que “daqui sai coisa boa”. Isso se mistura a uma admiração profissional e acadêmica. É assim com a profa. María Belén Riveiro, que conheci em Buenos Aires, uns anos atrás, e com quem venho fazendo boas trocas e colaborações.
Recentemente, ela foi generosa ao me convidar para escrevermos um texto e para uma conferência nas Jornadas de sociologia da literatura que ela e colegas promovem no Instituto Gino Germani, na Universidad de Buenos Aires (UBA). Fui, claro.
Preparei uma conferência baseada em um texto que publiquei em uma importante revista da UnB, mas que acho que pouca gente leu ou viu. Talvez o assunto seja específico demais, não sei. É tão precioso, deu tanto trabalho trabalhar com material de arquivo, é tão revelador… Fato é que a gente precisa sair por aí divulgando os resultados de nossas pesquisas, e aqui fui eu.
Nos últimos anos, tenho me esforçado para conversar com colegas de toda a América Latina, e isso é literal. Sinto uma grande vontade neles e nelas, estamos sempre em contato, firmamos esta rede, mas nem sempre eles podem entender o que dizemos em português. Alguns, sim; outros, dizem ser difícil. Como estou em minoria, avanço pela língua deles do modo que consigo. E tem funcionado. Já tinha estudado espanhol, mas andei reforçando isso nos últimos anos. Sou dessas pessoas que precisam de imersão. Nem sempre tenho essa oportunidade.
Bem, fato é que a conferência foi bacana e tivemos uma boa conversa sobre o contexto brasileiro.
O Libro – edición y tecnologías en el siglo XXI, traduzido por Alfredo Ruiz e Roy Dávatoc, mesmos tradutores do meu Álbum, também contou com o apoio do programa de traduções da Biblioteca Nacional brasileira.
É uma enorme alegria ter este livro na coleção peruana.
As primeiras apresentações estão sendo na Feira do Livro de Bogotá, onde o livro circulará primeiro, aproveitando que o Brasil é o país convidado de honra. Pena eu mesma não estar lá para ver. Na sequência, espero ter alguns exemplares em minhas mãos, trazidos pelo Nathan Magalhães, editor dele no Brasil.
Em julho de 2024, estive novamente na Feira do Livro de Lima para lançar o Libro e falar em uma mesa sobre tradução e edição. Foi uma viagem rápida e muito proveitosa.
Depois de pouco mais de um ano do lançamento do breve ensaioComo nasce uma editora pela pequena Entretantas, foi lançada a edição bilíngue mexicana, com tradução da colega Freja Cervantes Becerril, pela Editora da Universidad Autónoma Metropolitana, UAM, na Cidade do México.
A versão é impressa e morro de ansiedade de tocá-la. Tem sido lançada em feiras e outros eventos mexicanos, com boa receptividade, conforme noticia a tradutora e editora.
Uma orientanda muito querida, a Cecília Castro, pesquisadora e editora, militante feminista, tinha o sonho de participar do Fazendo Gênero, um congresso enorme que sempre acontece em Florianópolis, SC.
Eu conhecia o evento, mas olhava com certo distanciamento. Ficava pensando que não estudo gênero a ponto de ir parar lá, e que talvez “apanhasse” daquela multidão de gente especialista.
Só que a Cecília é muito animada e engajada e me convenceu de que deveríamos não apenas participar com apresentação de trabalho, mas propor um Grupo de Trabalho e coordená-lo! E fomos nós enfiar os estudos de edição em mais este congresso, abrindo espaços institucionais e discursivos que sabemos que são importantes.
Já que decidimos empreender, resolvemos também chamar uma querida colega e parceira argentina, a pesquisadora e professora María Belén Riveiro, da Universidad de Buenos Aires e do Conicet, que é sempre muito generosa conosco. E ela topou!
Fomos as três elaborar nossa proposta, submetê-la, cruzar os dedos. Fomos aprovadas. Daí passamos a divulgar nosso GT como se não houvesse amanhã, com os cards que a organização produziu. Como as coisas ainda não estão muito normais, nem mesmo em termos de financiamentos e deslocamentos, passamos certo aperto com isso, mas, finalmente, ACHO que nosso GT emplacou e deve acontecer.
Hoje fiz a avaliação dos trabalhos submetidos e tive a alegria de ver lá pessoas de várias partes do Brasil e da América Latina, com trabalhos surpreendentes. Cavar esses espaços de discussão sobre um tema que tem interesse tão específico e gente tão esparsa… é uma conquista e tanto.
Esperamos estar na programação de julho e brindar esse encontro, com trocas alentadoras e relevantes para todas.
Me inscrevi com um trabalho mais especulativo, que questiona o que acontece quando as mulheres chegam aos postos de poder no campo editorial. Porque… sabemos que não basta ser mulher para que haja efetiva mudança.
Espero ter notícias alegres sobre esse encontro bonito em Floripa.
Em 2023, dei um curso breve sobre literatura contemporânea escrita por mulheres na formação de escritores Metamorfose, dirigida pelo Marcelo Spalding. Daí decorreu uma entrevista que dei à Kethlyn Machado, que gerou esta matéria publicada no Escrita Criativa. Convido à leitura. É sempre um assunto candente esse das mulheres, a escrita e a publicação.
Já no apagar das luzes de 2023, soube da publicação de um ensaio breve na revista Contexto (UFES), escrito a partir de uma fala em um evento da pós por lá, a convite do colega Vitor Cei. É uma reflexão que leva em consideração a formação em Letras e aspectos da edição durante a crise sanitária.