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Assembleia Legislativa MG e taxação do livro no Brasil

A esta altura do milênio, ainda nos vemos às voltas com uma discussão como esta: impostos sobre livros. Em vez de facilitar e democratizar, sempre há quem prefira dificultar. Haja energia para esse retrocesso.

A ALMG não está parada. Há coisa de duas semanas, o assessor da deputada Beatriz Cerqueira, Luis Carlos, entrou em contato comigo para que eu participasse do debate sobre a taxação do livro proposta pelo governo federal que aí está. O pedido de minha participação passou também pelo prof. Luciano Mendes, um dínamo nessa luta toda.

Eu não tinha condições de estar na reunião, que seria dia 2 de junho, remotamente. Mas aí o Luis me pediu para escrever uma carta, ao menos isso, para ser lida em plenário. Atendi a isso com alegria.

Não é a primeira vez que vou até a ALMG participar de algo ligado à cultura e à educação. Faço isso com garra, quando sou convocada.

Outras e outros colegas participaram do debate, como se pode ver no vídeo da TV Assembleia. Nesse sentido, não fiz a menor falta. Estava lá, por exemplo, a editora guerreira Cecília Castro.

Veja-se a notícia e deixo minha carta disponível aqui. E esta.

Perspectivas de história do livro e da edição na América Latina

Na semana que passou, estive virtualmente na Universidad Nacional Autónomo de México (UNAM), a convite da querida Marina Garone Gravier, uma enorme pesquisadora argentino-mexicana. Ela é dessas pessoas-hub, integradoras, generosas, fazedoras de pontes. E minha missão foi falar um pouco sobre nossas pesquisas sobre edição no Brasil. É claro que fui incompleta, injusta, lacunar, mas quem não seria? E é claro que puxei a sardinha pra brasa do nosso grupo bonito, no CEFET-MG.

Os papos estão neste link:

Loka dos cards

Há bem mais de uma década que me envolvi com os estudos da multimodalidade, lendo, relendo e trelendo Gunther Kress e colegas diretamente, espiando o que se disse sobre a obra dele e sobre a abordagem nos textos de colegas, pensando, repensando e escrevendo, anotando, reescrevendo.

Depois que a gente sente aquele match com a abordagem multimodal, nunca mais o mundo é o mesmo. O olho se abre, se amplia, tudo é texto e tudo é multimodal, até o que parecia que não era. E eu, que já era da edição, que já tinha amizade com o design, muito antes de conhecer a sociossemiótica, senti que havia encontrado minha metade da laranja.

O fato é que a gente se transforma na loka dos cards, dos memes, da caixa de chocolate, da instrução de jogo, da embalagem de sabonete, da capa de livro, do cartaz de divulgação, etc. etc. etc. Tudo vira coisa para pegar, capturar, printar, guardar para uma boa oportunidade.

É claro que estar no campo da edição torna as coisas ainda mais específicas, já que a gente conhece por dentro os processos e pode ter uma visão do avesso e do direito. É sensacional.

Acabei de baixar um card que me chegou via WhatsApp. A gana é a de pesquisar, analisar, explicar. Que delícia é isso!

Bom, das últimas coisas que andei fazendo foi produzir um artigo sobre uma campanha em vídeo. Difícil! Deve sair em breve. A revista (uma ótima revista) já aprovou. O livro novo, Multimodalidade, Textos e Tecnologias (Parábola, 2021), tem capítulos que escrevi bem recentemente sobre isso (entre outros menos recentes). Já a revista Triângulo (UFTM) publicou uns exercícios que andei fazendo. Não me canso disso! E sigamos.

Ah, olha a live de lançamento aê, gente!

Quer espiar como foi esse papo? Aí:

Livros adjetivados

Na semana passada, eu e a querida escritora, professora e mestranda Amanda Ribeiro Barbosa apresentamos um trabalho brincante sobre o livro Poemas de brinquedo, de Álvaro Andrade Garcia et al. (editora Peirópolis), no Congresso Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia (UEMG). Foi legal e estamos aguardando ansiosamente pela publicação do texto nos anais. Nosso papo foi ‘com quantos adjetivos se faz um livro no século XXI’. Para ver a apresentação, é só dar um pulo no canal do evento no YouTube.

Dia da mulher editora

Neste 8 de março, o papo vai ser na Associación Mexicana de Tipografía sobre mulheres no campo da edição, com pesquisadoras e designers de várias partes da América Latina. No Brasil, será às 21h.

Editora da UEMG

Há alguns meses, aceitei um convite honroso para compor o conselho editorial da Editora da UEMG, nossa querida universidade do estado. É um trabalho grande, de muita responsabilidade e doação. É claro que aceitei, doida para aprender muito com as pessoas que lá estão, levantando e firmando uma editora universitária importante. <3 Vejam o registro da primeira reunião de que participei, aliás muito carinhosamente acolhida.

I Semana de Letras

Enfim, depois de 10 anos pondo o curso de pé, chega a I Semana de Letras, evento que sempre quisemos, mas que nunca deu para fazer, embora tivéssemos feito muita coisa nessa década de construção.

A programação está muito bonita, com colegas queridas/os e muita disposição. As mesas podem ser acompanhadas pelo YouTube do evento.

Aqui, parte da programação, que conta ainda com comunicações e minicursos. Vou mediar a abertura. O convidado é o professor português Nuno Medeiros.

Livro, livro &

O livro nunca sai do meu radar; nem eu do dele. Esta semana, terei a oportunidade de dois papos ótimos sobre livros. O primeiro tem relação com a conclusão de uma turma do curso Dobras de Si, de São Paulo, que me convidou a apreciar quatro das obras produzidas por lá. O segundo é uma mesa animadíssima na comemoração dos 10 anos do curso de Produção Editorial da Universidade Federal de Santa Maria, que acompanho desde o início. Diversão garantida.

Fala Miolo(s)

Sábado, 5/12, foi dia de abrir o Ciclo Fala Miolo(s), em que uma das maiores feiras de editoras independentes da América Latina, a Miolo(s), de São Paulo, disponibiliza palestras sobre os temas do coração. Fui falar de livro como tecnologia, de edição como trabalho. O evento virtual foi no canal da Biblioteca Mário de Andrade. Agradeço muito o convite da Cecilia Arbolave e do João Varela. Veja aí:

Literatura &

A caminho do meio desta semana, nesta quarta vamos trocar ideias sobre o livro novo da escritora Rosângela Vieira Rocha, que tive a honra de revisar, mui cuidadosamente. Ainda no papo literário, reitero a conversa sobre poesia com Paulo de Moura, numa conexão Brasil/México.

Sexta-feira será frenética, com papos emendados na Unimontes, de Montes Claros, e na Uneb, Bahia. Ficam aqui os cards com mais detalhes.

E não para por aí. Sábado, no fim da manhã, vamos lançar de vez os 20 contos sobre a pandemia, numa parceria entre a Academia Mineira de Letras e a editora Autêntica.

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Ana Elisa • 2020