Sentimos o impacto, não é? As escolas, de maneira geral e ampla, sentiram. E enquanto sentíamos, pensávamos. Fomos tentando refletir, mesmo que de dentro, sobre o que se passava. O livro que a Editora da PUC Minas acaba de lançar reúne uma série de textos sobre essa questão, de muitos/as pesquisadores/as de várias partes do país. Convido à leitura, grata ao convite de Juliana, Fabiana e Cédric.
Categoria: Linguagem e tecnologia Page 17 of 38
Mesmo amando o tema das mulheres na edição, a pesquisa sobre edição e mantendo a força de tudo o que diz respeito a isso, lançando revistas científicas nessa praia e livros gratuitos, nenhum tema me convocou mais este ano do que a questão das tecnologias digitais e a escola.
Eu vinha de uma certa ressaca sobre o assunto. Havia mais de 20 anos que pesquisava isso, ser ver muita coisa avançar mesmo. Participei de dezenas de bancas de mestrado e doutorado sobre educação e TDIC, sabia das conclusões de tanta gente, em tantos lugares, sempre demonstrando que essa relação era morosa, difícil, infraestrutura ruim, ethos analógico, etc. Sabíamos disso. Havia gente mais esperançosa. Eu estava meio cansada, achando que ficaríamos sempre assim… reme-reme. Até que veio a pandemia.
O coronavírus lançou um desafio enorme a todas as pessoas, a estudantes e professores do mundo inteiro. Essa equalização tornou o cenário triste, mas interessante para muitas análises. Era como se uma variável grande, importante, tivesse sido controlada. Podemos falar de TDIC? Agora, sim. Mas sob que experiência? Uma experiência terrível. E sem saída.
Nesse 2020 estranho e em que muitas pessoas foram sumariamente excluídas da escola por falta de conexão adequada, publiquei muitos textos, com coautores/as ou solo, tentando pensar nos acontecimentos, nas consequências, mas também desabafando e lembrando que a escassez e a angústia que vivíamos no ensino remoto era também já uma consequência de mais escassez e aflição. Consequência da demora, da falta de estrutura e formação, entre outras coisas.
Este foi o primeiro texto desabafo que publiquei, depois de dias e dias pensando no que fazer, em como reagir à pandemia na escola. Minha instituição havia suspendido o calendário e amarrado minhas mãos. A Parábola Editorial me deu espaço e sapecamos lá esta conversa.
Alguns artigos saíram com minhas reflexões sobre outros textos que considero seminais e importantes para nosso debate no Brasil. Um deles foi Do fosso às pontes, publicado na Revista da ABRALIN, em que me dediquei à ideia dos “nativos digitais”, que sempre considerei um desserviço, mas que colou bem no Brasil. O outro foi um texto em que li a contrapelo (essa expressão tá na moda entre os estudiosos da literatura rsrsrs), o manifesto da Pedagogia dos Multiletramentos, do New London Group, publicado em 1996 e grande influenciador de nossa linguística aplicada e até da BNCC, hoje em dia. Que futuros redesenhamos? saiu na revista Diálogo das Letras, da UERN, e foi um alívio para mim.
Eu e Carla Coscarelli já havíamos publicado nosso dossiê sobre leituras digitais na Texto Digital (UFSC) quando a pandemia se abateu sobre nós. Mantive o debate sobre textos e multimodalidade, sempre na relação com as tecnologias e com a escola, em outras oportunidades, como na revista Triângulo (UFTM) (Textos multimodais na sala de aula) e na Educação & Comunicação, da USP, em que discuti a leitura de livros entre jovens do ensino médio, hoje.
Aguardo ainda um capítulo de livro que sairá pela PUC Minas, em que discuto as categorias tempo e espaço no ensino remoto, com base em Josefina Ludmer. Ah, pronto, aqui está no Issuu e, logo, para baixar.
Em algumas ocasiões, fui entrevistada. Uma conversa saiu na revista Texto Digital e outra, na Entretextos (UEL), mais recentemente.
Com a Amanda Ribeiro, mestranda no CEFET-MG e professora da educação infantil, publiquei este texto sobre livros e leitura, cheio de afeto, na Revista Brasileira de Alfabetização.
Foi um ano difícil e triste, de pensar muito e trabalhar mais ainda. Não fugi da raia. Às vezes me arrependi um pouco do que disse, em dezenas de lives; outras vezes achei que devia mesmo dizer. E fiz tudo com responsabilidade e franqueza (não fraqueza). Seguimos pensando a educação, que foi o que fizemos quando publiquei, com Pollyanna Vecchio, parceira e doutoranda do CEFET-MG, o livro Tecnologias digitais e escola, pela Parábola, com fomento da Diretoria de Extensão e Desenvolvimento Comunitário. Depois de conduzir por meses o projeto Aula Aberta virtual, com acervo no YouTube, este livro é um presente gratuito a todos/as os/as professores/as.
Acho gratificante ver meu trabalho ecoar, assim como ecoo o de colegas que admiro, que penso terem produzido textos interessantes. Há alguns meses, tenho favoritado alguns vídeos de colegas a que quero assistir (e assisto) e, de vez em quando, algum/a deles/as menciona minha produção recente. Fico grata.
Aqui abaixo, duas lives em que meu trabalho incessante aparece na produção de colegas que também têm se sentido convocadas a pensar e a falar durante esta pandemia (e antes e depois):
Neste dezembro de 2020, ainda estamos falando em letramento digital. Uma delícia o convite dos colegas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) para falar sobre o tema. O papo foi transmitido aqui pelo YouTube.

O colega e professor Silvio Profirio da Silva e as colegas e professoras Suzana Teixeira de Queiroz e Josete Marinho de Lucena, pesquisadores/as pelas UFPB e UFRPE, docentes em escolas em Pernambuco e na Paraíba, fizeram uma entrevista comigo há alguns meses. Nos tempos que vivemos, tudo parece ainda mais impreciso e acelerado. Espero que minhas respostas ainda sejam interessantes e inspiradoras. Grata ao Silvio, à Suzana, à Josete e à revista Entretextos, da Universidade Estadual de Londrina, PR. Baixe aqui:
O link direto para a revista é este, mas como havia um errinho na versão lá, preferi deixar meu link aqui logo acima. 😉
Uns meses atrás, dei uma palestra no 2o GESPP, UFPB. Acho que me esqueci de linká-la aqui. Vejam só. E nem sei se podemos falar mais em novo normal.
É uma sensação muito boa quando a gente faz coautorias animadas, sensíveis e realmente colaborativas. Tive essa sensação, de novo (não é rara, ainda bem!) ao escrever com Amanda Ribeiro Barbosa, minha orientanda de mestrado no CEFET-MG. Nosso artigo saiu na Revista Brasileira de Alfabetização, em um belo dossiê sobre multimodalidade e formação de professores/as alfabetizadores/as. Tomara que os/as leitores/as gostem do texto. Para nós, foi uma alegria fazer.
Dezembro começou cheio. É um mês em que já estamos nas últimas forças. Desta vez, mal terei férias… que tristeza. Mas ainda dá para fazer coisas legais.
A primeira semana tem banca de qualificação em Pernambuco, a tratar das TDIC na educação, e banca de promoção a titular, na Bahia. Também tem algumas reuniões com orientados/as que dão continuidade e seus trabalhos. Na quinta, dia 3/12, será a vez de um belo bate-papo na Universidade Federal de Uberlândia, em que vamos tratar da BNCC e das tecnologias digitais.

E fechamos muito bem com dois eventos sobre livros: um em Madri e outro na feira Miolos, em São Paulo.
A caminho do meio desta semana, nesta quarta vamos trocar ideias sobre o livro novo da escritora Rosângela Vieira Rocha, que tive a honra de revisar, mui cuidadosamente. Ainda no papo literário, reitero a conversa sobre poesia com Paulo de Moura, numa conexão Brasil/México.
Sexta-feira será frenética, com papos emendados na Unimontes, de Montes Claros, e na Uneb, Bahia. Ficam aqui os cards com mais detalhes.





E não para por aí. Sábado, no fim da manhã, vamos lançar de vez os 20 contos sobre a pandemia, numa parceria entre a Academia Mineira de Letras e a editora Autêntica.
A terceira semana de novembro pandêmico começará com a assinatura de nosso acordo interinstitucional, isto é, Posling CEFET-MG e Academia Mineira de Letras selarão um acordo oficial para que pesquisemos o belo e relevante acervo sob a guarda daquela casa. Que maravilha. Esta nota no site da AML dá ideia da importância do ato.
Para entender um pouco mais a AML, ver matéria de 2019 n’O Tempo.
Nota no site do CEFET-MG.
Matéria bonita no Diário do Comércio.

À tarde, dia 16, participo de um congresso internacional na UFRJ para apresentar um trabalho sobre a publicação de poesia durante a pandemia. Na verdade, vou tratar do caso de uma poeta que acompanhei de perto, mas sem descurar das questões contextuais e contingenciais que afetaram a todos/as. Vejam:
À noite, participarei de uma conversa afetuosa sobre tecnologias e o manifesto da Pedagogia dos Multiletramentos a convite da profa. Sandra Cavalcante, parceira há tempos, na PUC Minas. O texto que servirá de mote para nosso papo foi publicado na revista Diálogo das Letras e teve boa recepção.
Na quarta, 18, será a vez de comandar uma mesa do projeto Aula Aberta. Vamos continuar nas atividades de lançamento do livro Tecnologias digitais e Escola, produzido durante a pandemia e sobre ela, com reflexões de diversos/as pesquisadores/as e professores/as, publicado pela Parábola Editorial, com apoio da Diretoria de Extensão e Desenvolvimento Comunitário do CEFET-MG e disponível gratuitamente para baixar. A live pode ser assistida aqui (ficou gravada no canal).
