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Livros e infâncias diversas

Saiu neste abril (despedaçado) o dossiê sobre edição independente organizado pelas colegas Renata Moreira e Flávia Denise para a revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea (UnB), ligada ao grupo da profa. Regina Dalcastagnè.

Publiquei aí um artigo em coautoria com duas queridas colegas argentinas, as professoras Ivana Mihal (Universidad Nacional de San Martín – UNSAM) e Daniela Szpilbarg (Universidad de Buenos Aires – UBA). Tratamos de editoras de livros que publicam sobre infâncias diversas, tema espinhoso e necessário.

Pra trás, pra frente

A semana que passou foi de encerramentos e bate-papos. Fui de BH a Lima (Peru), sem deixar de zanzar também por São Paulo capital e Rio, com pulinho em Fortaleza. Coisas que só a telepresença permite. Nesse sentido, as redes podem se espalhar muito e mesmo se firmar. Quem duvida?

Meu “chefe” me ligou pedindo informações do meu Lattes para a Plataforma Sucupira, aquela treta enorme da Capes, e disse assim: “menina! Você não saiu de casa nesta pandemia, mas rodou o Brasil inteiro!”. Pois é. Falei com todo mundo que pude. E destaque pro Nordeste, que cuidou muito de mim.

Finalizei o curso gratuito da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Foi um convite que me alegrou muito e que atendi me sentindo honrada. Quatro semanas de papo com colegas do país inteiro, sempre falando de letramentos e tecnologias, assunto que dorme e acorda comigo há tempos. E como me senti respeitada! Espero que todos e todas ali tenham se sentido também.

Meu livro novo, o Multimodalidade, textos e tecnologias, pela Parábola, está circulando. E bastante! Trabalho lindo dessa editora que sempre foi uma espécie de sonho e target para mim. Onde uma linguista pode querer estar? E como me sinto, de novo, respeitada e bem tratada. Vai, livro, ser match na vida.

Além das reuniões do Jabuti (a da semana foi com uma comissão ligada à diretoria), rolaram também uns papos aqui e ali e terminei minha curadoria para o Galpão Cine Horto. A tarefa não era fácil: 5 poemas de 5 poetas mineiras. Afemaria! Mas saiu. E 5 bambas! Logo haverá leituras profissionais na roda.

A sexta foi de corre aos Correios com a única finalidade de enviar livros para aqui e acolá. E aquelas comprinhas inescapáveis em supermercado grande. O sábado é de leitura de projetos de mestrado e doutorado que já vão se qualificar. E de autógrafos nos livros que ainda seguirão pelos Correios.

A semana que vem… guarda outras miudezas alegres, num cenário tão terrivelmente triste. Tem processo seletivo do Posling, Aula Aberta erótica (!), textos daqui e dali, bate-papos com colegas e estudantes d’outros cantos, live da lançamento do livro parabólico e… últimas aulas síncronas do semestre (que prefiro chamar de encontros porque só fazem sentido porque compartilhamos nossas produções). Ufa! Eu ainda vivia 2020, gente! Imagina que coisa esquisita, disco riscado (nem todo mundo entende a expressão, né?). Enfim, vamos andar para frente.

Blog da Relicário

Na semana que passou, a Relicário pôs no ar minha segunda crônica da coluna Marca Página, no blog da editora. Ô alegria. Estou lá fazendo um desabafo inspirado num papo de redes sociais.

8 poemas escolhidos

A Melina Guterres, a Mel Inquieta, entrou em contato comigo e contou do belo trabalho que ela faz em Santa Maria, sul do Brasil, no portal Rede Sina. A jornalista e escritora me pediu uma série de poemas para o site e eu cedi na hora. Estão aí 8 poemas escolhidos tirados de três livros diferentes.

Abril, outono e edital

Semana apertada, mas prazerosa. Além das reuniões com o conselho do prêmio Jabuti e das aulas síncronas de fim de semestre (sim, nosso 2020 só terminará agora…), a semana outonal será de bate-papo com o pessoal do PPG de Educação da Universidade Estadual do Ceará (UECE), de visitas ilustres em aulas e de idinha aos correios. Finalizo também o curso sobre letramentos na Biblioteca Mário de Andrade. Uma bela experiência.

Ah, uma coisa bacana da semana: o edital de disciplinas especiais (isoladas) do Posling CEFET-MG está aberto. Os prazos são curtinhos, mas dá tempo de ver as disciplinas ofertadas e correr lá para pedir um deferimento.

Eu e a profa. Dorotea Kersch (Unisinos) vamos oferecer um crédito sobre multiletramentos. Não é legal? Coisas do ensino remoto.

Brasil, Peru e Café

O convite do Centro Cultural Brasil Peru não poderia ser mais mineiro: falar de literatura e café. O pão de queijo se somou à conversa em seguida. Estou aqui na pesquisa sobre essa especificidade. Bora pro papo? Atenção ao fuso horário em Brasília e em Lima.

Processos criativos

As Edições Relicário e A Capivara convidam para o bate-papo animado da terça-feira, pelo canal do YouTube da querida editora mineira. A mediação é da Michelle Strzoda, que deslocará a mim e ao Leonardo Villa-Forte de nossas zonas de conforto.

Olha aí:

Trecho selecionado

A revista InComunidade, de Portugal, saiu hoje com matéria sobre a antologia 20 contos sobre a pandemia de 2020, organizada no ano passado pelo jornalista e escritor Rogério Tavares (editora Autêntica). O trecho selecionado é do meu conto, mas é sempre legal ver a íntegra.

Livros adjetivados

Na semana passada, eu e a querida escritora, professora e mestranda Amanda Ribeiro Barbosa apresentamos um trabalho brincante sobre o livro Poemas de brinquedo, de Álvaro Andrade Garcia et al. (editora Peirópolis), no Congresso Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia (UEMG). Foi legal e estamos aguardando ansiosamente pela publicação do texto nos anais. Nosso papo foi ‘com quantos adjetivos se faz um livro no século XXI’. Para ver a apresentação, é só dar um pulo no canal do evento no YouTube.

Mulheres na ciência

O Pensar Jovem, Fazer Sentido, programa de extensão muito bacana que envolve o CEFET-MG, me convidou pra um papo rápido, via Discord, na Rádio UFMG Educativa. O assunto foi os desafios da mulher na ciência. Eu e uma turma boa estivemos lá.

O mesmo assunto vai rolar com mais vagar numa live na quarta, dia 31 de março, no perfil da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). E sempre há o que dizer sobre esta vida de pesquisadora! Olha que legal a notícia no site.

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Ana Elisa • 2020