A próxima semana tem um feriadinho. Já foi maior, agora é um mísero dia. Mas seguimos trabalhando deste jeito esquisito, durante a pandemia. Os bate-papos continuam pintando na área. Vou começar falando de ensino e aprendizagem a convite do Erenilton, um ex-aluno querido; depois teremos uma discussão na Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, a convite da profa. Úrsula Cunha. Escolheram lá este texto para disparar a conversa. No fim da semana, teremos o Pensar Edição, Fazer Livro, que organizo com meu parceiro Nathan Magalhães.
Instagram @erearaujo, 13/10, 19h30
Meet, 14/10, 14h
O bate-papo com o Erenilton Araújo está logo aqui:
Por estas semanas, tenho lido textos de teses e dissertações que vão para qualificação. É um momento rico e enriquecedor para todo mundo, se as pessoas tiverem boa escuta. Fico pensando em como é difícil que o/a autor/a do trabalho tenha condições de enxergar como um drone, um sobrevoo que permita uma visão mais panorâmica, do desenho da monografia, e também dando uns zoom para ver de perto alguma coisa que falta ou que sobra. Geralmente, esses textos em curso precisam ser desbastados, filtrados, limados. Também acontece de uma parte não estar alinhada à outra, ou em termos teóricos, ou teórico-metodológicos ou em termos de linguagem mesmo. É importante uniformizar… mas a palavra é péssima. É importante dar uma cor e seus tons ao texto que virá. Mas não é fácil ver isso, enxergar, perceber. Fazer isso no próprio texto é um exercício de muito vagar e exige dedicação. Sempre leio pensando na pesquisa, mas também pensando no produto-texto final. E querendo ajudar.
Nesta semana de outubro, temos conversas boas na Universidade Federal Fluminense e na Universidade Estadual de Montes Claros. Ambas sobre questões de educação, linguagem e tecnologias.
9h15 de 6/10, pelo YouTube
Esta conversa bacana na UFF sobre ensino em tempos de pandemia ficou gravada aqui. E a conferência na Jornada da Unimontes está registrada neste link.
Apesar da tristeza e da esquisitice deste 2020, o final do ano tem sido de boas notícias bibliográficas. O esforço de trabalhos longos vem gerando frutos, como é o caso dos livros que sairão no fim de outubro.
Editoras Moinhos e Contafios
Macabéa Edições
O livro Projetos editoriais e redes intelectuais na América Latina, do professor argentino José Luis de Diego (Universidad de La Plata), é uma edição exclusiva para o Brasil, já que reunimos textos de duas obras lançadas na Argentina. O plano de traduzir De Diego vem desde 2017, quando fiz um curso em La Plata e comecei a ruminar a ideia. Depois achei o parceiro ideal, o tradutor e pesquisador Sérgio Karam, e então começamos um longo processo de tradução. Aí está, em pré-venda pelas editoras Moinhos e Contafios, de Belo Horizonte, na coleção Pensar Edição.
O ar de uma teimosia – trilhas da publicação em Clarice Lispector, Lúcia Machado de Almeida e Henriqueta Lisboa é um sonho antigo, que se materializa pela Macabéa Edições, do Rio de Janeiro, casa editorial formada por bravas mulheres e que só publica mulheres. Trata-se da reunião de artigos que escrevi desde 2012, em pesquisas sobre como escritoras conseguiam publicar ao longo do século XX. Também está prontinho para as vendas.
A FLIC 8 vai ser virtual, claro. E tá quase tudo OK para o evento, que será nos dias 19 e 20 de outubro, tarde e noite. Contaremos com cerca de 15 minicursos e oficinas oferecidos por alunos/as da pós; mesas-redondas, lançamentos de livros e duas belas palestras.
Não contei quantas palestras já fizemos pelo projeto de extensão Aula Aberta, mas foram muitas, algumas ainda antes de ele se configurar. Aqui vão os cards que o documentam um pouco.
Todos os bate-papos de abril em diante foram no Instagram, por causa da pandemia. De lá, migraram para o YouTube.
E ainda, Christian Catão, Luana Cruz, Lucas Mariano e Márcia Romano tratando de temas diversos, como revisão de textos, uso de apps na educação, etc.
Uma coisa belíssima aconteceu: o lançamento do livroLiteratura mineira: 300 anos, projeto concebido por Rogério Tavares (presidente da Academia Mineira de Letras), organizado pelo professor Jacyntho Lins Brandão (UFMG) e publicado pelo BDMG. A obra existe impressa, em tiragem limitada (e já garanti o meu!), mas também pode ser baixada gratuitamente neste link.
Estou feliz porque minas faz 300 anos, porque a literatura é muito celebrada neste estado e porque fiz parte desta história, tão longa quanto bela. Era um sonho de criança, sem qualquer exagero.
E setembro se vai, mas ainda agitado. Na última semana, além do projeto Aula Aberta, que continua firme, participo de dois eventos muito bonitos, ambos no dia 30. Ambos serão feitos por meio de transmissão ao vivo.