Categoria: Estudos de Edição Page 6 of 28

Mulheres que editam no Estado de Minas

O caderno Pensar do jornal Estado de Minas iniciou, na última sexta-feira de junho, uma série de matérias sobre editoras (mulheres) mineiras e brasileiras. Uma maravilha ver isso acontecer com tanto destaque na imprensa. Parabéns ao editor, o escritor e jornalista Carlos Marcelo.

Tive a honra de ter um texto estampando a primeira página da série. É uma espécie de contextualização, já que pesquisamos o assunto faz tempo. Houve a participação de colegas e ex-alunas como Letícia Gomes e várias editoras serão entrevistadas, a cada semana.

O primeiro link da série é este. E seguem os demais.

Semana 2.

Semana 3.

CIACT e novo lançamento

Nesta semana, dias 28 e 29 de junho, o GT sobre livro e edição proposto ao Congresso Internacional de Ciência, Arte e Tecnologia, organizado pela UEMG, estará a todo vapor. Na companhia de Pollyanna Vecchio e Marcos R0berto Nascimento, vamos coordenar os trabalhos submetidos ao evento, com alegria e afeto. No final da tarde da quarta, teremos ainda lançamento coletivo de livros. Fica o convite como última oportunidade de conseguir a versão impressa de nosso Como nasce uma editora (Entretantas, 2023).

Academias de letras e as mulheres

Acaba de sair o artigo sobre a relação das academias de letras com as escritoras, texto que produzi no âmbito do projeto de pesquisa que coordeno sobre editoras em Minas Gerais, com financiamento e apoio da Fapemig desde 2018. É esse projeto, aliás, que faz nascer o grupo de estudos Mulheres na Edição, nossa querida oportunidade de ler e debater todo mês, além do acordo de cooperação com a Academia Mineira de Letras.

O artigo se intitula “Academias de letras e escritoras: barreiras e mudanças no século XX e um caso em Minas Gerais” e foi publicado pela excelente revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, da Universidade de Brasília. Foi bem gostoso escrevê-lo porque, mais uma vez, me debrucei sobre um arquivo, li documentos e investiguei indícios por meio dos discursos de posse da AML. Contei com o apoio inestimável da estudante de Letras Camila Dió, bolsista de Iniciação Científica do CEFET-MG sob minha orientação naquele momento.

O artigo pode ser baixado livremente e talvez contribua para o debate sobre questões de gênero na literatura e na edição.

Encontro argentino sobre edição e mulheres

Neste final de junho, tivemos a oportunidade de um encontro de pesquisadoras, on-line, em evento organizado por uma universidade em Jujuy, Argentina. A mesa 37, organizada por três investigadoras – María Belén Riveiro (Argentina), Ana Gallego Cuiñas (Espanha) e eu (Brasil) -, tratou do trabalho editorial e os estudos de gênero, com apresentação de trabalhos de diversas autorias de vários países, por um dia inteiro. Um privilégio de trocas de saberes e informações, além dos afetos.

UEMA, UERR, Mackenzie e Megafauna

Maio segue acelerado e com várias oportunidades de conversa. Nos estudos de linguística aplicada, as conversas foram no Maranhão e em Roraima, nos dois casos com públicos de Letras bastante interessados nas questões dos multiletramentos e o ensino de língua materna. Nas semanas seguintes, dois eventos em São Paulo capital ali nos entremeios da literatura e da edição. Falar de livro, edição, leitura e literatura está entre as coisas que me deixam feliz e animada, ainda mais se for em companhias tão especiais quanto a profa. Maria Elisa Moreira, o designer Gustavo Piqueira, as poetas tatiana nascimento e Amanda Ribeiro e a editora Renata Farhat Borges (Peirópolis).

Nossa língua & outras encrencas

Depois de cinco anos escrevendo mensalmente para a prestigiosa Revista Pessoa, já era hora de reunir as crônicas sobre nossas línguas portuguesas em um livro. O título sai pela Parábola Editorial e apresenta 62 textos, quase tudo o que foi publicado eletronicamente de 2017 a 2022.

De assuntos específicos, como uma vírgula, aos mais abrangentes, como sotaques, o livro trata de aspectos do português, em especial o brasileiro, com humor, leveza e paixão. O prefácio é assinado pela cronista e poeta paulistana Mariana Ianelli, que captou muito bem o tom dos textos reunidos. E mesmo se tratando de uma coletânea de textos anteriormente publicados, há enormes chances de eles serem inéditos para a maioria dos leitores, já que a Revista Pessoa permitia 24h de acesso gratuito e depois fechava as crônicas aos seus assinantes.

A coluna temática original se chamava “Ortografia também é gente”, em homenagem ao poeta português Fernando Pessoa. O lançamento do livro acontece primeiro em Belo Horizonte, na livraria Quixote, e depois segue para o Rio de Janeiro, em junho.

No site do curso de Letras do CEFET-MG.

Jornal O Tempo.

No Estado de Minas.

No Culturadoria.

No jornal Rascunho.

Lançamento virtual programado para 30 de maio. Assista!

Hoje em dia é difícil acompanhar os comentários sobre os livros nas redes sociais, mas de vez em quando alguém posta uma foto ou faz um textinho. Agradeço sempre.

Por agora, a notícia é o lançamento no Rio:

Bate-papo com Rodrigo Casarin no Página Cinco, UOL.

UOL para assinantes. Ou no Soundcloud.

O editor e tradutor português José Carlos Marques mandou um e-mail tão bonito sobre o livro… que virou texto do blog da Parábola.

No blog da Anita Plural.

Na coluna da Gabriela Lages Veloso no Na Mira. Maravilha! Ganhei até um retrato digital feito pela Bruna Lages Veloso.

Notícia boa de 2024: Nossa língua & outras encrencas aprovado no kit da Prefeitura de São Paulo. Lá vamos estar com os leitores e as leitoras.

Livro, multiletramentos e outros temas

As duas primeiras semanas de maio foram intensas, com bancas e eventos, além das aulas e das atividades administrativas no CEFET-MG. Isso sem mencionar a vida de mãe e dona de casa, claro, que absorvem muito. Os temas foram, como sempre, o livro/a edição e os letramentos.

Fiquei feliz por ter sido lembrada para tantas discussões importantes. Todos os eventos foram on-line (e teria sido impossível fazer tudo presencialmente). Em sentido horário, um festival literário em Montes Claros-MG, um curso breve pelo Sesc de São Paulo, um bate-papo em Porto Alegre com o autor e editor Marcelo Spalding e uma palestra no Recôncavo da Bahia. Em todos os casos, agradeço pelo convites e pela mediação: profa. Maria Clara Maciel (Unimontes), Sabrina Paixão e Emily (SESC), Marcelo Spalding (Metamorfose) e profa. Amanda Reis (UFRB).

GT no CIACT23

Hoje recebemos uma pá de resumos dos trabalhos submetidos aos grupos que comporão o CIACT, evento sobre artes digitais que acontece em BH, sob a batuta da UEMG, na pessoa do ligadaço prof. Pablo Gobira.

Há alguns anos venho colaborando com ele, sempre na proposição de GTs. Me arrisco ali nas aventuras do livro e da leitura, nas relações da produção editorial e da leitura com as tecnologias. E tem dado certo. Os GTs acontecem, atraem pessoas e boas discussões.

No congresso passado, fizemos tudo virtualmente por conta da pandemia, que ainda ia apertada. Em 2023 o congresso voltará a ser presencial, e nosso GT8, sobre materialidades e circulações do livro, acontecerá em algum espaço físico. Desta vez, propus parceria a dois colegas incríveis, ambos meus ex-orientandos de doutorado, dra. Pollyanna Vecchio (servidora do CEFET-MG), e dr. Marcos Roberto do Nascimento (PUC Minas). São duas pessoas comprometidas e fazedeiras, como gosto.

Nosso GT foi aprovado, em uma primeira etapa de composição do evento. Depois de alguma espera, recebemos resumos nossos e de outros GTs para avaliar. Já temos a noção de que há quorum e estamos felizes em imaginar que nos encontraremos de novo com pessoas que virão a BH debater livro, leitura e tecnologia. Que venham! Estamos animados para programar nosso GT, receber nossos colegas e coordenar dias intensos de discussão qualificada.

Entretantas na mídia

Saiu matéria sobre a Entretantas na Culturadoria, um site especializado em cultura e muito delicado na abordagem. Foi superlegal dar uma entrevista breve à jornalista Patrícia Cassese e pintar no site assim com minhas sócias.

Foto de Lívia Souza

PS: Montão de gente nas redes sociais parabenizando pela escolha do nome da editora. Rá! Bom humor é tudo.

Passadinha na Unicamp

Na última semana de março, a passadinha na Unicamp para uma banca de mestrado renderá também um encontro para uma conversa com as pessoas que lá estiverem, no anfiteatro do IEL. Há anos não visito a instituição, que há dez anos me recebeu para um pós-doc com a profa. Roxane Rojo, referência no tema dos multiletramentos. Dessa pesquisa nasceu meu livro Textos multimodais, pela querida Parábola Editorial (ó ele aqui!). E ele circula, viu!

O papo que preparei agora relaciona dois campos que investigo e adoro: a edição e a multimodalidade. Há confluências entre eles, mesmo que aparentemente os autores mais conhecidos de cada um não se mencionem. O assunto diz respeito à minha atual pesquisa pelo CNPq.

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Ana Elisa • 2020