Saiu hoje uma entrevista que concedi a alunas da UFJF do grupo Linguagens, Ensino e Práticas Sociais. Foi uma conversa de professora para professoras sobre tecnologias no ensino, bem no meio da pandemia, em 2020. Grata às colegas e à profa. Tânia Magalhães.
Categoria: Linguagem e tecnologia Page 16 of 38
O canal Agenciamentos Contemporâneos, do curso de Filosofia da Unimontes, me fez um honroso convite para um papo neste 25 de fevereiro, às 20h, pelo YouTube. O tema me agrada demais.

Lá antes da pandemia e do distanciamento social, a Nicole Consani, do blog da editora Brinque-Book, me procurou para um papo sobre leitura, jovens e redes sociais.
Respondi às questões dela com alegria e com frio na barriga. É um assunto difícil e fascinante, sobre o qual temos expectativas e palpites, mas pouca solução.
A entrevista ficou guardada, no decorrer da pandemia. Nesse ínterim, saiu um artigo que eu já havia submetido a uma revista científica da USP sobre o tema. Era resultado de uma pesquisa qualitativa com jovens estudantes.
Ontem, tive a notícia de que a entrevista foi pro ar. E linkada com o artigo. Tentei dar menos palpites e pensar mais nas respostas estudadas durante a investigação.
Grata ao grupo Brinque Book por este papo.
A profa. Ada Magaly Brasileiro lança, na próxima quinta, o livro Como produzir textos acadêmicos e científicos, pela editora Contexto. A convite deles, vou mediar um papo sobre esse tema tão útil e necessário. Será pelo Instagram @anadigital e @editoracontexto. Ah, vai ter sorteio!

De vez em quando, encontro uns textos que escrevi há tempos e fico com medo deles. É impossível não me confrontar hoje com o que eu pensava e escrevia ontem ou anteontem. Autores e autoras importantes, geralmente estrangeiros/as, publicam seus livros e os repensam, ao longo do tempo. Nas edições mais recentes de certas obras, há prefácios acumulados em que o doutor ou a doutora explicam as mudanças em suas teorias ou propostas, ao longo do tempo, vez que continuaram a pensar e repensar, na interação com colegas e estudantes. Uma beleza, não? Infelizmente, temos pouca oportunidade de fazer isso por aqui.
Estes dias, dando uma oficina de produção de textos para a graduação, precisei indicar dois textos sobre a noção de hipertexto. Os links foram de um verbete que tive a honra de escrever para a Enciclopédia do Ceale (UFMG), anos atrás, e um artigo que publiquei em um evento em Uberlândia, MG, em 2006. Ai, que medo! Mas até que eu não dei muita bola fora. Meu ‘jeito de pensar’ já estava lá.
Também reencontrei um texto que publiquei, a convite da Prodemge, na revista Fonte, se me lembro bem. Reli agora esse artigo meio furioso, repleto de vozes alheias (coisa que faço com mais parcimônia, hoje em dia), e achei que não estava errada, àquela altura. Éramos bem otimistas… mas eu já era uma desconfiada incorrigível. Será que é porque sempre estive dentro ou muito perto da escola básica? Por que a escola não protagonizou no tema das tecnologias? Por que o Brasil não protagoniza quase nunca, em educação? Que coisa… É bom quando a gente não se envergonha completamente do que escreveu tempos atrás, mas é triste quando a gente verifica que a situação não mudou para melhor, até o contrário. Que pena.
Escrevi este texto, meio relato, meio confissão, para abrir ou encerrar um evento da Universidade Federal de São João del-Rei. Foi bom lá e gosto de tê-lo escrito, depois de falar. Essas retextualizações são importantes no processo de organizar, pensar, repensar, observar as reações e admitir, inserir, ampliar, desistir. Bem que eu queria que a sala de aula fosse esse espaço. Que tal baixar?
Quando vi a chamada para a revista Trem de Letras (Unifal) sobre Pesquisa e divulgação científica na área de Letras, corri para finalizar um texto que vinha escrevendo, a passos lentos, havia algum tempo. Eram umas anotações sobre o processo de orientação de pessoas que produzem teses e dissertações. Dei tratos à bola e o texto foi aceito. Saiu hoje e é uma reflexão sobre parte da minha experiência profissional. Está na seção de relatos de experiência.
A conferência dada no ABRALIN ao Vivo gerou um texto. É assim que gosto de fazer. Cada fala, um texto. Nem sempre é possível, nem sempre sai, mas tento. Desta vez, saiu na revista Cadernos de Linguística, da ABRALIN, que só publica textos decorrentes de seus eventos. Uma honra. Tratei dos ciclos de precariedade com os quais nós, professores/as, somos obrigados/as a conviver em nossa vida profissional. E mais esta: a pandemia. Leia aqui.
Em 2023, a pedido da revista, publiquei uma espécie de reflexão sobre o primeiro texto. Ei-lo. É só baixar. E eles estão sempre entre os mais lidos da Cadernos de Linguística. 😀 Olha aí no Top 5 e os dois no Top 3o!

Esta é uma semana interessante, em que coincidiram vários eventos no Piauí. O primeiro foi um encontro de turmas de pós capitaneado pelo querido prof. Ribamar Jr. (UFPI). Nele estávamos eu, Carla Coscarelli (UFMG), Ribamar e Vicente Lima-Neto (UFERSA), além de presenças ilustres como a da profa. Vânia Barbosa, da UFPI.
Na quinta, dia 28, é dia de falar com professores/as da rede municipal de Picos, PI. Preparei algo sobre a importância das ferramentas digitais hoje. A live será pelo YouTube.
Na sexta, o encontro será com a turma do GEMTE, grupo de pesquisa liderado pela profa. Vânia (UFPI). O papo é a multimodalidade.
Este – letramento digital – talvez tenha sido o tema que mais me acompanhou durante o ano de 2020, o tema da vez, infelizmente porque foi necessário e compulsório. As razões não são boas, mas até quem se dizia avesso/a às tecnologias digitais teve de se reinventar (expressão da moda! para escamotear o aperto pelo qual passaram/passamos). Sem dúvida, quem tinha menos aversão ou tinha até disposição passou por isso com menos escoriações e traumas.
Neste finalzíssimo de ano, tive a notícia de mais um artigo publicado sobre o tema. Desta vez, na revista Debates em Educação, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), onde participei de eventos e falei bastante. Foi um ano de falar muito e escrever também. E de rever. Neste ensaio, revi algumas coisas que ajudei a propor, no início dos anos 2000.
O artigo está disponível para baixar e é uma espécie de ensaio. Não exatamente um relatório de pesquisa de campo nem nada. Acho que foi necessário pensar e repensar como exercício diário, enquanto fazíamos o que podíamos, numa prática de ensino que ninguém nos ensinou. Que seja útil para quem puder ler.