Criatividade

A dica hoje é uma coleção de 3 livros sobre criatividade. Foi o Academia que me deu o toque e eu resolvi ir lá conferir. Acredito que esse seja um tema fundamental, importante e relevante para nosso dia a dia na sala de aula (e em qualquer lugar, especialmente no trabalho). É claro que há perspectivas de onde ver a tal da “criatividade”, mas vale começar a estudá-la e notar como podemos nos abrir para ela.

Criatividade, adversidade e justiça social

Criatividade e desenvolvimento humano

Criatividade, diversidade e educação

Os três volumes foram publicados pela Pimenta Cultural, com apoios da Capes, da Unesco e de outras instituições. São organizados por vários/as professores/as e contam com autores e autoras de várias partes do mundo (inclusive com textos em pelo menos três línguas). Um belo panorama, sob perspectivas variadas.

Livros de acesso aberto, fáceis de baixar e compartilhar.

Romieta e Julieu shippados

Parei de contar a quantidade de fotos marcadas que aparecem nas redes sociais por estes dias, depois que a Bienal do Livro de Minas Gerais teve início. As pessoas curtiram mesmo a parede estampada (com a imagem do muro da casa de Julieta em Verona) livre para interação, isto é, colar bilhetinhos para o crush. Todo mundo que passa por lá cola um bilhete, senta no banco de praça, pega uma plaquinha e tira uma foto. Que delícia! É claro que isso esquenta o coração da gente! Imagina se eu ia pensar nisso, antes de entregar o original do livro!

Fotos da Thais Guimarães.

A ideia da parede pros crushes foi da turma da editora. Não tenho parte nisso. E adorei quando me contaram o que seria feito. É uma honra saber do prestígio que a editora está dando à obra e a mim. Sinto-me uma autora bem tratada, imaginam? O livro segue seu caminho, com o empurrão forte da casa que o publica, e vai chegando às mãos de leitores e leitoras, de um jeito divertido e leve, como eu quis que fosse, embora a história seja uma tragédia danada, como sabemos.

Aqui, temos uma matéria no jornal da Record, no sábado, com destaque pro casal mais famoso do mundo.

E aqui uma no jornal O Tempo.

Livros e telas, leitura literária

A convite da rede de bibliotecas do estado de Minas Gerais, vou falar sobre um dos meus temas do coração: os livros e as telas para a leitura. O convite partiu da Cleide Fernandes, grande parceira e de longa data, mas certamente foi aprovado por várias pessoas. Nada se faz sozinha, né? Obrigada a todos/as os/as envolvidos/as.

A ideia é tratar da leitura literária no sistema de mídias que temos hoje, bem tempo presente e atentas às práticas sociais de leitura, e não a prescrições ou a normatizações.

As inscrições para essa palestra foram abertas na semana passada e podem ser feitas aqui. O evento é gratuito, on-line e emitirá certificados a quem participar efetivamente.

Medalha da Inconfidência

Tem coisa que a gente cresce vendo na TV e acha curioso, importante, mas muito distante, uma espécie de ficção, algo para gente com quem não vamos cruzar pela vida. Tem coisa que a gente almeja, sonha, busca. Mas esta eu realmente não esperava: serei agraciada (nem sei se é o verbo correto e aplicável) com a Medalha da Inconfidência, a maior honraria que o estado de Minas Gerais confere a seus/ suas cidadãos/ãs.

O evento foi anunciado há algumas semanas, pouco depois de eu saber disso por telefone. Não houve entrega no 21 de abril, como geralmente acontece, mas haverá em outra data, a ser marcada, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Toca eu com medo de nem ter roupa para ir (e isso é absolutamente literal).

Aqui estão algumas matérias sobre o assunto.

Desta vez, será que alguém da minha turma, família, etc. estará lá para ver?

No jornal Voz Ativa

No G1

Semana promete

Parece que por aqui não existe mais semana sem banca (mestrado, doutorado, qualificação, o que for). Será que é isso? Os próximos cinco dias serão de aulas, palestras, ensaios, conversas, visitas e, finalmente, um café! É claro que a gente quer que chegue logo o… café!

Além da formação de professores em escolas do Sesi (Firjan), a convite da profa. Yonara, uma queridona, vou dar minhas aulas regulamentares na graduação, no ensino médio e na pós, nessa ordem. Cada coisa em seu canal, com sua discussão. Neste semestre, topei com turmas muito ativas e comprometidas, o que ajuda muito na condução das coisas.

Escrever? Provavelmente ficará para depois… Dureza, não? Mas as ideias não param de fervilhar. Viva os blocos de anotação!

Na terça, participo de um bate-papo muito show a convite da professora e escritora Ieda Magri, na UERJ. Vai ser um momento de alegria num mar de responsabilidades.

Para assistir ao papo, é só espiar:

Bienal de Minas

Estamos nos preparando para a Bienal Mineira do Livro faz algumas semanas. A editora RHJ, que vem publicando meus juvenis, tem me desafiado com muitas propostas para o livro de 2021, a adaptação tecnológica de Romeu & Julieta.

A RHJ está comemorando seus 35 anos de existência. Tem um catálogo grande e muito presente em escolas. Não é diferente com meus filhotes lançados por lá. Temos alcançado professores/as e alunos/as, que dão sinais pelas redes sociais falando das leituras e impressões.

Romieta & Julieu foi um livro que demorei a entregar. A ideia estava fervilhando, mas quem disse que as interrupções da vida cotidiana me deixavam terminá-lo? Mas a gente dá um jeito e faz. E à entrega se seguiu o papo com os designers, o admirados Marcelo e Marconi Drummond, que fizeram mais mil coisas para que o livro se tornasse o que ele é: legal de cabo a rabo.

Na Bienal, vamos fazer umas leituras divertidas de trechos dele, aproveitando o fato de eu ter mantido o aspecto de dramaturgia que ele tem. Conto, para isso, com as queridas graduandas do CEFET-MG Alicia Teodoro, Marsília de Cássia e Camila Dió, além das pós-graduandas Cláudia Costa e Leila Arantes. Com todo o apoio da editora, vamos apresentar partes do livro à moçada que vier ao nosso encontro.

Além disso, ainda participarei do Café Literário a convite da Academia Mineira de Letras. Alegria não faltará.

Encontro na UnB

A semana que passou foi de muitas leituras, pouca escrita, muitas ponderações, nuvens e chuva em BH, além de lembranças que vinham de assalto. Mas foi uma semana menos atabalhoada do que de costume. Uma das coisas boas foi um encontro virtual na Universidade de Brasília a convite do querido Kleber Silva, na companhia de outro colega, o Petrilson Pinheiro (Unicamp). Temos falado de coisas similares, cada um a partir de seu prisma. E a conversa com estudantes da pós-graduação foi bem gostosa.

Semana em tópicos

Passei vários dias me preparando para bancas acumuladas. Dá sempre muito trabalho ler dissertações e teses que pedem pelo nosso olhar (generoso e cuidadoso). Sempre prefiro comentar o trabalho que tenho em mãos; e não ficar falando do trabalho que poderia ter sido. Esse é meu exercício de respeito ao esforço alheio, mas também meu esforço de contribuição à versão que ainda será entregue.

Aulas, aulas, aulas. Semana de aulas presenciais que me surpreendem. Vou achando que a energia está baixa, que ainda não me acostumei de novo, mas as energias se renovam e multiplicam quando chego lá. Estou trabalhando, neste semestre, com turmas de três níveis de ensino, e todas muito atentas e sedentas pelas coisas que proponho. Tem sido alentador, depois de dois anos de pandemia. Gosto da experiência remota, mas tem sido também bom ver olhos vívidos diretamente.

O campus continua precário. Minha tristeza sempre em riste por isso.

Não consigo deixar de fazer planos como pesquisadora. Tenho pensado se um dia desistirei com honestidade. Ainda parece longe. Sou pesquisadora apesar de.

Não consegui escrever nada na semana e nem revisar o que precisava. É tempo de dar tempo.

Foi chato dirigir nesta cidade por estes dias. Não sinto saudade desse tipo de ocupação deste território hostil.

Pela primeira vez, ouvi o som do mecanismo do elevador no prédio em que dormi na terça-feira. Aos poucos, vou conhecendo essa morada com mais detalhes.

Reuniões, reuniões. Elas costumam me intoxicar. Nesta semana, consegui me entristecer menos. Não há como fugir delas completamente, mas eu adoraria.

Estamos fazendo livros. Por todo canto que eu olho, vejo livros sendo produzidos por pessoas apaixonadas. Há livros de poesia, de prosa, técnicos, didáticos. É neles que eu gosto de morar.

Acho que estou atrasada com algum texto. Isso é uma condição da vida.

Não li meu horóscopo em lugar algum nesta semana, mas devia estar escrito que não seria exatamente fácil pensar no amor por estes dias.

Tivemos um encontro feminista. Essa consciência tem transformado a minha vida, inclusive para trás, na reavaliação do que passou.

Fizemos gravações de coisas que serão exibidas no futuro; assinamos contratos; fizemos pagamentos; compramos geleias; prestigiamos o trabalho de outras mulheres; lemos.

Você escreveria sua vida de novo? Sim.

E pode? Não.

Espero ansiosamente pela chegada de alguns livros pelos Correios. Pensei nisso várias vezes, sem querer, então é ansiedade mesmo. Por que não chegam?

Estamos avaliando possibilidades. E parcerias.

Andei trocando umas palavras pelo castelhano sem querer. Isso é aprender?

Entreguei o imposto de renda. Deprimente.

Tenho medo de que meus bloquinhos de papel se acabem. Mas isso é impossível, exceto por um incêndio de grandes proporções.

Eu deveria tratar a música com mais respeito em minha vida. Dar mais espaço a ela.

Também a dança.

Mas uma vida só é pouco. E a exploração do trabalho não deixa.

Liberaram os rostos, não precisamos mais usar máscara em locais fechados. Mas eu usarei. Ainda tenho medo de respirar.

Conversa na escola

Conversar com estudantes da educação básica sobre meus livros me dá mais frio na barriga do que muita coisa! Mas eu vou. E sempre me surpreendo com as perguntas e o interesse curioso que essa galera demonstra.

Hoje foi dia de visitar virtualmente escolas do Sesi/Firjan, no Rio. E pude falar um pouco sobre os processos de criação/produção de O e-mail de Caminha, irmão mais velho do meu Romieta e Julieu (ambos pela RHJ).

Sei que os livros têm seu tempo para chegar aos leitores e às leitoras. E meus filhotes estão chegando. Que venham sempre perguntas desafiadoras e divertidas sobre eles. Eu me diverti muito fazendo.

Machismo e mercado editorial

Neste abril, minha coluna no Rascunho foi sobre um “fenômeno” interessante que é a emergência dos “autores de autoras”. Está melhor explicado no texto. Com essa publicação, atingi muitas galeras, algumas porque se identificaram como vítimas do lance, outras porque identificaram a questão, mesmo quando são eventuais “violadores”.

Poucos homens vieram comentar algo comigo sobre isso. Mulheres… muitas, claro. Uma pena que isso não seja mais equilibrado, mas a gente também presume por quê. Bom, um dos parças dispostos ao debate foi o Nathan Magalhães, editor da Moinhos e dono do site e do canal LiteraturaBR. Ele logo sugeriu uma live e nos metemos lá, numa sexta à noite, feriadão. Mesmo assim, teve gente pra conversar.

O papo pode ser visto aqui. E tentei que fosse sério, qualificado e honesto, como acho que merece ser.

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Ana Elisa • 2020