Que ano atravancado, minha gente! Janeiro, fevereiro e março costumam mesmo me dar essa impressão… Mas depois disso, tudo ainda represado! Não têm essa sensação? Nada acontece direito… E provavelmente ficará para o segundo semestre, junto com a eleição! Um tumulto só, uma confusão entre verdade e mentira, um cheiro de violência o tempo todo no ar. Ontem almocei assistindo ao jornal e, nossa!, quando me levantei para lavar a louça, pensei: “Que massacre!”. A gente se levanta cansada, mais do que já é, só de receber a carga de tanto acidente, corrupção, feminicídio, coisas estapafúrdias e tal. E se alguém pensa que é só no Brasil… Não. Claro, não que isso console alguém, mas é que a bizarrice está espalhada pelo planeta. Por e-mail, recebo notícias esquisitas de toda parte. Nada alentador. Uma canseira só de espiar quinze minutos pela janela. Não à toa vai dando medo de sair, vontade de ir ficando em casa, acomodando-se ao trabalho remoto. Ano trancado, engastalhado… As coisas não se mexem. A coordenação da pós-graduação avisou que o dinheiro do programa não está disponível até hoje! Estamos no meio de junho! Como trabalhar assim? E a Capes age como se tudo estivesse financiado e normal. É uma coisa esquizofrênica mesmo, e desanimadora. E nossa revista – suada – fora do ar há seis meses, sem explicação nem sequer educadinha! Mas vamos lá. Há de fazer sentido.