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O casal no PNLD

Por estes dias, fiquei sabendo que o livro Romieta & Julieu, tecnotragédia amorosa, que publiquei pela RHJ no ano passado, entrou para o catálogo do PNLD, isto é, professores/as de todo o país poderão escolhê-lo, quem sabe, para suas leituras e atividades em sala de aula, em especial no ensino médio. Imagina a conexão com um clássico!

Isso me deu alegria redobrada. Foi um livro que demorei a entregar, mas que teve um processo de edição bem gostoso, durante o qual aprendi muito e que foi divertido. Essa energia boa deve estar no livro, porque ele já foi comprado também, que eu saiba, pela prefeitura de São Paulo. A delícia é saber que a gente escreve, se diverte e, além disso, encontra leitores e leituras.

O manual de apoio ao/à professor/a está disponível gratuitamente para baixar na página da editora RHJ. Foi feito pela profa. Renata Amaral, uma fera do Centro Pedagógico da UFMG, onde dá aulas no ensino fundamental. Eu, não nos esqueçamos, dou aulas no ensino médio.

Estou grata aos editores, à Renata e aos designers, Marcelo e Marconi, que trouxeram para o livro até as paredes da casa da Julieta, além de criarem muitas coisas exclusivas para ele.

Uma tese boa

Não escolhemos nossas leituras. As leituras eletivas são luxo. E é preciso protegê-las bem, mesmo na área de Letras, se as quisermos manter. A maior parte das leituras na profissão se dá por obrigação. Por isso, é muito reconfortante, por exemplo, quando lemos uma tese ou uma dissertação boa, realmente boa, bem escrita, fluente, bem desenhada.

Estou com uma assim nas mãos por estes dias. Chego a ficar ansiosa para lê-la, e geralmente faço isso ao me deitar. Imaginem? Passo a maior parte do dia apagando incêndios e dando aulas, isso quando não há reuniões que nos impedem de trabalhar, e a tese se torna meu quase descanso na noite.

Bem escrita, bem delineada, aprendo com ela, de fato. Há umas frases de banca que se tornaram clichês. As pessoas dizem, são gentis, mas nem sempre são verdades inteiras. “Aprendi com seu trabalho” é uma delas. Há coisas que nem digo porque soam falsas, repetitivas, uma espécie de protocolo que performa uma modéstia (e por vezes uma humanidade) que nem é verdade, partindo de quem parte.

Neste caso que tenho comigo aqui, sim, aprendi muito. Todos os dias aprendo um pouco. É um trabalho competente de resenha, de proposição, de sustentação, de articulação, de autoria, de aplicação. Que bom começar o ano assim. <3

Tem ou não tem?

Tenho colegas que morrem de saudades dos corredores do campus onde trabalhamos. Não é meu caso. Não sinto saudade alguma da estrutura física da escola, que sempre senti muito hostil, aliás. Isso não me anima em nada à volta presencial.

O que me anima ao retorno… a palavra “anima” é meio forte, mas vá lá. O que me encoraja, digamos então, é o sofrimento pelo qual sei que algumas pessoas estão passando há quase dois anos, tanto colegas quanto estudantes, nos três níveis de ensino em que atuamos.

Há pessoas que sentem muito a ausência de contato presencial, de conversas de corredor, de olho no olho. De fato, na tela os nossos olhos flutuam, sem saber direito onde estão acertando. Parece que estamos olhando o/a outro/a, mas não há contato de fato.

Temos volta presencial marcada para a última semana de março deste ano. Ninguém sabe, no entanto, se acontecerá mesmo. Essa dificuldade de prever dá uma ansiedade danada… angústia, até. Mas seguimos… vivendo um dia por vez.

Papéis soltos e livros de poesia – CPF Sesc SP

Há algum tempo que a Sabrina Paixão, do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP, vem trocando ideias comigo. Já escrevi sob encomenda para a bela revista deles e agora a ideia foi oferecer um curso breve sobre edição e publicação de poesia. Imagina se eu não topei?!

Só que em algumas horas as inscrições se esgotaram, e nós ficamos felizes e chateadas. Dá pra entender? É que são menos vagas do que pessoas interessadas, e não podemos atender a todos/as. Vamos torcer para ter outra oferta! Pressionem!

Entrevista Palimpsesto (UERJ)

Por estes dias, tive a boa notícia de que a revista Palimpsesto, da UERJ, publicou uma entrevista que as pesquisadoras Thayane Verçosa e Lais Alves fizeram comigo, uns meses atrás. Elas foram a fundo, estudaram mesmo várias coisas que andei publicando e produzindo, e mandaram ver nas perguntas que me deram corda. Adorei. Sempre fico pensando se vou me arrepender de ter dito isto ou aquilo, mas paciência. Só não corre risco quem fica calada. 🙂

10 anos do Posling – livro

O PPG em Estudos de Linguagens do CEFET-MG comemorou sua primeira década de existência – e resistência/persistência – há algum tempo. Foram meses de alegria e conversa, que às vezes se tornavam encontros emocionantes e afetuosos. Isso foi ainda antes da pandemia, quando ocupávamos fisicamente auditórios da instituição e convidávamos pessoas importantes para nossa história.

Desse papo nasceu um livro (entre outros) que deixo aqui penduradinho, livre para baixar. Trata-se de Linguagens e tecnologia: arte, ensino e edição, organizado pelas(os) colegas Marta Passos Pinheiro, Renato Caixeta da Silva, Rogério Barbosa da Silva e Wagner José Moreira. Que estudantes e colegas aproveitem e compartilhem!

Mirada

Olha que legal o que o portal Mirada fez pela Biblioteca Madrinha Lua! Além da entrevista comigo, teve replicação de dois poemas de cada livro lançado e videopoemas da Amanda Ribeiro. Um primor. Eu soltei a língua ao responder às questões propostas pela Taciana Oliveira. Obrigada!

Blog da Relicário 2022

As crônicas já começaram a sair neste ano novo. Depois daquela do Rascunho sobre livros e filmes, pintou esta, no Blog da Relicário, sobre livros abraçáveis e um amigo que traz encomendas na mala. A ideia é ter assunto para mais um ano inteiro. Vamos nessa?

Lançamento virtual Infortec

O grupo Infortec, liderado pelo querido amigo prof. Vicente Parreiras, me fez um convite, ainda em 2021, para lançar meu Doida pra escrever por lá, no badalado canal deles. Topei, mas não dava mais para ser naquelas datas, o ano já quase findava, e marcamos então para o começo de 2022.

A Mônica Baêta foi a animada mediadora desse papo, que rolou hoje, com algumas dezenas de pessoas atentas e fazendo boas perguntas. Não sei se deu para responder a todas, mas tentei. É sempre uma delícia falar de livro, leitura e escrita.

2022 começou… assim…

O réveillon passou, isso sim, mas o ano patina. Nos 15 primeiros dias de janeiro, em Minas Gerais, só tragédia. Chuva além da conta, instabilidade geológica, pessoas desabrigadas e mortas, paredão de cânion em Capitólio, pandemia resistente etc. Difícil. E as tragédias, quando não são diretamente com a gente, chegam perto. Conhecidos, amigos, alunos e alunas sofrendo os horrores do excesso de água ou de tristeza. Mas seguiremos. O dia amanhece e não tem jeito.

Nesses 15 dias já tive notícia da minha crônica do Rascunho, dando dicas de filmes sobre livros e de um livro sobre filmes sobre livros, sacaram? Uma delícia. Também demos andamento ao processo seletivo para mestrado e doutorado no Posling CEFET-MG. Por enquanto, bom prognóstico. Coisas boas que ainda vão se confirmar, conquistas resultantes de trabalho incessante, poesia escrita, livros a virem à luz. Calor, hoje. Uma bela viagem por vir, se a pandemia arrefecer um pouco. Visitas de amigos e amigas queridos. Abraços medrosos ainda. Filho crescendo e amadurecendo.

Ainda não entendi como a vida ficará. Ainda estou no segundo semestre letivo de 2021, terminando em 18 de fevereiro, que não chega nunca. Depois disso, finalmente, férias decentes (será?). No entanto, é comum que a desorganização institucional corriqueira nos obrigue a trabalhar nas férias, preenchendo formulários, avaliando pedidos e processos, planejando atividades. Um absurdo infelizmente comum. Vou evitar valentemente. Não entendi ainda como as aulas presenciais voltarão, em que condições, com quantas pessoas vacinadas, com que infraestrutura. Terei de me reorganizar muito para não perder mais tempo e mais saúde. Deixa chegar. É um momento difícil por muitas razões, entre elas a dificuldade de prever e planejar, coisa que me angustia profundamente, esta virginiana de carteirinha. Que tenhamos saúde e ânimo para continuar bem.

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Ana Elisa • 2020