Categoria: Estudos de Edição Page 13 of 28

Pensar Edição, Fazer Livro 5

A gente não deixa dar um intervalo muito grande. Não se pode dar espaço ao desserviço e à barbárie. Seguimos firmes com este evento muito legal, que já chega à sua quinta edição ininterrupta. Com menos ou mais conforto, contamos com colegas e amigos, nossas redes profissionais e de afeto.

Neste 2021, teremos palestra, oficina, mesas e lançamentos de livros voltados ao nosso campo. Desta vez, deixamos de lado a participação das comunicações científicas. É que dá trabalho demais e não temos estrutura para tanto. Mas a gente ainda pode mudar de ideia para o PEFL 6, quem sabe?

A programação está no site, assim como o formulário de inscrição.

Assembleia Legislativa MG e taxação do livro no Brasil

A esta altura do milênio, ainda nos vemos às voltas com uma discussão como esta: impostos sobre livros. Em vez de facilitar e democratizar, sempre há quem prefira dificultar. Haja energia para esse retrocesso.

A ALMG não está parada. Há coisa de duas semanas, o assessor da deputada Beatriz Cerqueira, Luis Carlos, entrou em contato comigo para que eu participasse do debate sobre a taxação do livro proposta pelo governo federal que aí está. O pedido de minha participação passou também pelo prof. Luciano Mendes, um dínamo nessa luta toda.

Eu não tinha condições de estar na reunião, que seria dia 2 de junho, remotamente. Mas aí o Luis me pediu para escrever uma carta, ao menos isso, para ser lida em plenário. Atendi a isso com alegria.

Não é a primeira vez que vou até a ALMG participar de algo ligado à cultura e à educação. Faço isso com garra, quando sou convocada.

Outras e outros colegas participaram do debate, como se pode ver no vídeo da TV Assembleia. Nesse sentido, não fiz a menor falta. Estava lá, por exemplo, a editora guerreira Cecília Castro.

Veja-se a notícia e deixo minha carta disponível aqui. E esta.

Mulheres na Edição na Rádio UFMG Educativa

Perspectivas de história do livro e da edição na América Latina

Na semana que passou, estive virtualmente na Universidad Nacional Autónomo de México (UNAM), a convite da querida Marina Garone Gravier, uma enorme pesquisadora argentino-mexicana. Ela é dessas pessoas-hub, integradoras, generosas, fazedoras de pontes. E minha missão foi falar um pouco sobre nossas pesquisas sobre edição no Brasil. É claro que fui incompleta, injusta, lacunar, mas quem não seria? E é claro que puxei a sardinha pra brasa do nosso grupo bonito, no CEFET-MG.

Os papos estão neste link:

Editoras de autorias negras no Brasil

Hoje saiu o número novo da revista Animus, da Universidade Federal de Santa Maria, com dossiê sobre produção editorial organizado por colegas dos estudos editoriais. Uma maravilha ter mais um texto em coautoria com a colega Maria do Rosário Alves Pereira. Nosso papo, desta vez, foi sobre três editorias pioneiras na publicação de autorias negras no Brasil. Que tal dar uma espiada?

E teve lançamento e tudo! A profa. Rosário nos representou lindamente:

6 editoras com livros livres

Quem não gosta de livros bons e gratuitos? As pessoas que precisam estudar ou que se preocupam com a manutenção das leituras, em especial as acadêmicas, estão sempre às voltas com questões como os custos da biblioteca particular, a entrega mais ou menos rápida e a legitimidade do que está publicado. Hoje, é muito mais fácil editar livros e isso parece estar nas mãos de muito mais pessoas, mas continua importante fazer bem feito e passar por mecanismos de validação.

Neste post, reuni 6 editoras que têm produzido livros digitais para baixar livre e gratuitamente. Esse tipo de trabalho é atravessado por muitos debates importantes, tais como o do financiamento da produção científica e editorial, a sustentabilidade dessas iniciativas, a pirataria, etc. Particularmente e pensando como autora e pesquisadora da edição, acho complicado piratear. Há muito trabalho envolvido nessas produções. E dou a maior força para quem consegue sustentar um modelo de negócio que, mesmo que a duras penas, produz obras importantes e relevantes para que nós baixemos gratuitamente. Vejamos (vale navegar por todas):

A Editora da UFBA tem uma política de ciência aberta e vários livros do catálogo são gratuitos. Às vezes eles deixam muitos abertos para baixar e fecham de novo. É uma editora universitária reconhecida e que produz impressos e digitais. Por funcionar dentro da Universidade Federal da Bahia, o financiamento tem essa característica de ser público.

A Editora da UEMG vem fazendo um belo trabalho. Tem uma política de livros livres também. Eles têm uma equipe dedicada, especializada e vêm ganhando espaço. É um caso semelhante ao da Bahia porque a editora é da Universidade do Estado de Minas Gerais.

A Zazie Edições é uma iniciativa de professoras e artistas. Não é pública, por isso vive de crowdfunding (eu mesma contribuo). A sede se divide entre o Rio de Janeiro e Copenhegue. É um trabalho primoroso que envolve muita tradução também. Os livros são todos gratuitos e digitais.

A Chão da Feira é uma editora dirigida por três escritoras e professoras, vive de patrocínios e leis de incentivo, publica impressos e digitais. Os digitais destas coleções são livres. Vejam que lindeza. É uma editora de BH e de Lisboa. 

A Parábola Editorial tem uma aba de ebooks com várias opções de livros gratuitos na área de Letras. É uma editora privada com enorme compromisso com a educação e a formação em Linguística.

A editora do CLACSO (Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales) é importantíssima! Muitos livros são livres para baixar, outros, não. Mas vale ver e baixar uma bibliografia em castelhano.

Aproveitem. É muito livro bom.

Lina Tâmega Peixoto

E saiu o artigo que escrevi com imenso carinho sobre a poeta Lina Tâmega Peixoto, retomando sua trajetória de jovem editora de uma revista literária importante para a história de Minas Gerais, a Meia-Pataca, nos anos 1940.

Foi uma delícia pesquisar e escrever sobre essa mulher. Chegamos a manter contato, ainda em 2020, mas depois eu soube de seu falecimento. Uma pena ela não chegar a ler o artigo publicado. Tomara que se sinta honrada, de onde estiver.

A Revista de Letras (UESPI) produziu um belo dossiê sobre imprensa feminina e história da literatura nos séculos XIX e XX, onde a história da Lina TP coube direitinho.

Loka dos cards

Há bem mais de uma década que me envolvi com os estudos da multimodalidade, lendo, relendo e trelendo Gunther Kress e colegas diretamente, espiando o que se disse sobre a obra dele e sobre a abordagem nos textos de colegas, pensando, repensando e escrevendo, anotando, reescrevendo.

Depois que a gente sente aquele match com a abordagem multimodal, nunca mais o mundo é o mesmo. O olho se abre, se amplia, tudo é texto e tudo é multimodal, até o que parecia que não era. E eu, que já era da edição, que já tinha amizade com o design, muito antes de conhecer a sociossemiótica, senti que havia encontrado minha metade da laranja.

O fato é que a gente se transforma na loka dos cards, dos memes, da caixa de chocolate, da instrução de jogo, da embalagem de sabonete, da capa de livro, do cartaz de divulgação, etc. etc. etc. Tudo vira coisa para pegar, capturar, printar, guardar para uma boa oportunidade.

É claro que estar no campo da edição torna as coisas ainda mais específicas, já que a gente conhece por dentro os processos e pode ter uma visão do avesso e do direito. É sensacional.

Acabei de baixar um card que me chegou via WhatsApp. A gana é a de pesquisar, analisar, explicar. Que delícia é isso!

Bom, das últimas coisas que andei fazendo foi produzir um artigo sobre uma campanha em vídeo. Difícil! Deve sair em breve. A revista (uma ótima revista) já aprovou. O livro novo, Multimodalidade, Textos e Tecnologias (Parábola, 2021), tem capítulos que escrevi bem recentemente sobre isso (entre outros menos recentes). Já a revista Triângulo (UFTM) publicou uns exercícios que andei fazendo. Não me canso disso! E sigamos.

Ah, olha a live de lançamento aê, gente!

Quer espiar como foi esse papo? Aí:

Edición latinoamericana

Neste abril, tivemos a boa notícia de que uma publicação do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO), o livro Edición latinoamericana, de Sebastián Rivera Mir, cita nosso trabalho suado no grupo de estudos Mulheres na Edição. O volume pode ser baixado gratuitamente.

Livros e infâncias diversas

Saiu neste abril (despedaçado) o dossiê sobre edição independente organizado pelas colegas Renata Moreira e Flávia Denise para a revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea (UnB), ligada ao grupo da profa. Regina Dalcastagnè.

Publiquei aí um artigo em coautoria com duas queridas colegas argentinas, as professoras Ivana Mihal (Universidad Nacional de San Martín – UNSAM) e Daniela Szpilbarg (Universidad de Buenos Aires – UBA). Tratamos de editoras de livros que publicam sobre infâncias diversas, tema espinhoso e necessário.

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Ana Elisa • 2020