Categoria: Linguagem e tecnologia Page 2 of 39

Escrever e ensinar a escrever, LANÇAMENTO!

Faz um tempo, eu soube que a Unimontes e sua editora lançariam um edital para livros de divulgação científica, isto é, obras escritas numa linguagem acessível e para públicos mais amplos do que meus pares acadêmicos. Mais ou menos isso.

Juntei um material que andava disperso por aí e editei esse original. Eram textos que publiquei no Blog da Parábola e na Revista Ponte, mas que tinham circulação mais restrita ou esquecida. Ajeitei, organizei, revisei, ampliei… Escrevi mais um texto sobre a tal da IA e o que ela tem causado no ensino de língua materna… Se é que tem… E fui lá concorrer.

O resultado foi a aprovação da proposta. Isso me deixou muito feliz. Tenho enorme carinho pela Unimontes, e a reunião desse material me deixa muito animada e feliz. Melhor ainda: por ter apoio institucional, o livro será distribuído gratuitamente em escolas públicas (uma tiragem inicial) e depois será liberado como pdf de acesso aberto no site da editora. Isso faz qualquer pesquisadora se sentir muito gratificada.

Olha que capa linda!

Sou professora de Redação no ensino médio. Antes disso, sou escritora e sempre fui uma apaixonada pela escrita e pela língua. Formei-me linguista (e não por ter menos amor à literatura) e atuo também em outros níveis de ensino – graduação e pós – justamente orientando pessoas que escrevem. Se não dou aulas disso (às vezes, sim, como as oficinas de criação no bacharelado em Letras do CEFET-MG), a missão de ajudar que pessoas desenvolvam suas escritas atravessa toda a minha atividade profissional.

O livro que lançamos agora é, então, resultado de estudo e empiria. Estou lá, com as duas mãos na massa e o coração ativo, nas salas de aula dos três níveis de ensino. Vamos comigo?

O lançamento de Escrever e ensinar a escrever, um antimanual para docentes, é dia 18 de setembro, pelo canal do YouTube da Editora da Unimontes. O livro tem paratextos de Carla Coscarelli (UFMG) e Marcos Marcionilo (Parábola Editorial). Um luxo só, e ainda ser editada pela Maria Clara Maciel e equipe. Sigamos! Tomara que as pessoas leitoras gostem!

Para assistir:

Notícia na Unimontes.

Palestras de setembro

Setembro vem sendo um mês de muitas palestras e cursos a oferecer. Em todos os casos, foram convites que muito me alegraram e os temas propostos me são caros.

A primeira atividade foi a disciplina Paratextos Editoriais oferecida como parte do curso BSP de Literatura, pela Biblioteca de São Paulo, do qual também sou a curadora. Tive a alegria de alguns encontros on-line com a turma que conheci pessoalmente há alguns meses, na aula inaugural.

A segunda atividade foi a palestra que dei, numa quinta-feira à noite, pelo canal do Divulga Letras, sobre ensino de Português. Tivemos alguns probleminhas técnicos, mas nada que afetasse nossa noite. Minha fala pode ser assistida aí:

No sábado seguinte, foi a vez de falar a convite do grupo Interage LE, da Universidade Federal do Ceará. O tema era os gêneros textuais, a multimodalidade e as interações digitais. Lá estivemos! Também dá para assistir:

Foram experiências ótimas falar sobre esses assuntos para esses públicos, além de conhecer colegas e trocar ideias com pessoas de outras localidades.

O terceiro final de semana do mês será de mesa-redonda sobre literatura contemporânea e mediação de palestra na cidade de Carmo da Mata, onde participarei, juntamente com um grupo do CEFET-MG, das atividades da Festa Literária, a Flicar. É nossa segunda vez apoiando esse evento lindo e importante para a região. A palestra que vou mediar trata das concepções de “bom professor” que emergem dos próprios docentes, segundo a tese do Paulo Andrade defendida na USP.

Ah, me deixem pôr aqui também a entrevista que dei ao canal Multi Educação, com mediação do querido Admilson Resende, que nunca me deixa falando sozinha. Olha aí:

Colóquio sobre Multimodalidade

Há meses vimos organizando um colóquio sobre semiótica e multimodalidade. O evento teve início na Paraíba, ficou itinerante (passando por outros estados) e afinal veio aqui para Minas Gerais, primeiro pelas mãos da profa. Flaviane Carvalho, da Universidade Federal de Alfenas, que me chamou para ajudar como parceira institucional e acadêmica. Topei.

Flaviane já tinha feito um pós-doc no CEFET-MG. Era hora de firmar ainda mais nossa colaboração. O colóquio é um desafio de organização e burocracia, mas fomos superando os obstáculos e chegando até aqui. O site está no ar há alguns meses e já estamos na fase de divulgação dos Grupos de Trabalho, após a aprovação dos resumos submetidos pelas pessoas interessadas.

Há uma equipe grande por trás desse trabalho. O site, por exemplo, é arte do Alex Zani, mestrando do CEFET-MG que entende desse e de outros riscados editoriais. Sem ele… uh… seria difícil. O trabalho de formiguinha para divulgar e monitorar submissões é da Caru e da Juliana. E tem muito mais gente!

Serão mais de dez GTs, coordenados por colegas convidados de várias partes do país e do planeta. A programação geral se constitui de três conferências e duas mesas-redondas, além de três oficinas. Tudo bem compacto, mas feito com carinho e prontidão. As mediações das conferências e mesas também são muito especiais. E ó: tudo gratuito. Fazer um evento desses sem $$ já mais que desafio, é mágica!

Tudo on-line, e vamos reunir um timaço de pesquisadoras e pesquisadores da multimodalidade. Vai ser proveitoso. Prestigiem!

Quem ensina a escrever?

Neste 27 de julho, tivemos a alegria de lançar mais dois títulos da coleção Aspas, que sai pela editora-laboratório do curso de Letras do CEFET-MG (Led). Depois de várias traduções e textos de colegas, tive a alegria de ver uma conferência minha convertida nesse registro de acesso aberto. O texto – que se pode chamar de um breve ensaio – foi tratado a partir das notas para uma fala de abertura que proferi no Conelp, na UERJ, em 2022. Foi uma alegria estar lá e é uma alegria publicar esse registro.

Quem ensina a escrever? parte da minha enorme inquietação quanto ao ensino de produção de textos na escola básica. Somo a isso minha experiência como editora e escritora, que me permite juntar dois mundos e questionar por que razão escrever ainda parece tão distante de tanta gente. O volume em pdf pode ser baixado diretamente do site da editora.

Vejam o papo de lançamento pela Led, com a mediação luxuosa dos doutorandos Lucas Mariano e Samira Souza, ambos do Posling CEFET-MG, e operação da Stephanie Mendes:

Tecnologia e escola, um bate-papo bem espontâneo

No final de 2024, participei de muitos eventos. Nem todos deixaram um gosto bom na boca. Não vou me estender, mas a violência tem muitas formas, como sabemos. Às vezes somos surpreendidas pela reatividade dos outros e por certa desonestidade na exposição e na narração dos fatos. Mas vamos nessa e sigamos com o trabalho sério que estamos acostumadas a fazer.

Para compensar isso, o primeiro bate-papo de 2025 foi bem espontâneo, animado, alegre e divertido. O convite partiu da profa. Danúbia Teixeira, da Uniconhecimento, e eu aceitei prontamente. A ideia era bater um papo, simplesmente. Sem slides, sem muito planejamento. Conversar. E o assunto é este que nos interessa tanto: a tecnologia e a escola. Como era uma conversa, acabamos indo parar em outros cantos também. Parece que o pessoal curtiu. O vídeo ficou aqui.

https://www.youtube.com/watch?v=JqA-UDFLzUg

Escrever com plugins e algoritmos

Saiu o dossiê que relaciona as tecnologias digitais e os textos. Luana Cruz e eu colaboramos com um artigo derivado da tese defendida no Posling CEFET-MG. Mostramos como o plugin de certo ambiente de publicação pode afetar, negativamente, o texto produzido. No caso, há um efeito de padronização e planificação bastante ruim para a criatividade. Vale espiar aqui.

Letramento digital e metodologias ativas

Há alguns meses, participei de um podcast com o Lapeia, turma ótima da UFRN. Isso se desdobrou em um convite para participar da mesa de encerramento do Epei, na companhia de uma colega portuguesa. E lá estive, numa sexta-feira 13, já de cara para as férias.

A apresentação híbrida ficou gravada no YouTube e pode ser assistida.

Os podcasts e eu

Nos últimos meses, participei de alguns bate-papos sobre livros, literatura e tecnologias, um mais legal do que o outro. Se tiverem interesse, vou listá-los e linká-los aqui, ó:

Na Letra Q, plataforma – É uma comunidade de escritores que mantém umas conversas sobre processo criativo e publicação de livros. O Renato me chamou para falar da minha trajetória como escritora e para lermos uns poemas a quente.

Podcast Papo Tatuí – A Banca Tatuí é famosa em São Paulo. Está no bairro de Santa Cecília e é uma banca reformada que se tornou uma charmosa livraria de rua, só com obras de editoras independentes. Depois disso, a Cecilia e o João ainda abriram a Sala Tatuí (cursos) e outros empreendimentos tatuísticos. Eles me chamaram para falar de literatura, livros e edição.

Outro livro – É o canal do Ricardo Pedrosa no qual ele conversa com escritores e editores (escritoras e editoras também) sobre nosso assunto preferido. Demos foco no meu Como nasce uma editora, que ele tinha lido, mas também falamos de mais coisas. Vê lá.

Podcast do PublishNews – O PublishNews é o maior portal de notícias sobre mercado editorial do Brasil. O pessoal lá me chamou para falar de “livros sobre livros”, por conta do lançamento de um título da Parábola. Aproveitei para dar outros toques e conversar também com a Cecilia Arbolave e o Leonardo Neto.

Podcast Papo On – É o podcast do Alysson Lisboa, meu ex-aluno e um cara ativíssimo nos lances tecnológicos. Ele me chamou para falar de IA, tecnologias digitais e assemelhados e eu levei comigo o professor português Nuno Medeiros, da Universidade de Lisboa, que estava de visita para uns cursos em BH. Deu bom.

TDIC e tecnodiversidade

Tive a alegria de um encontro virtual com grupos de pesquisa da USP e da UFU sobre este assunto que nos preocupa e mobiliza tanto: a relação entre escola e tecnologias.

O convite me alegrou muito e foi possível dialogar com colegas comprometidos/as. Ficou aqui:

Agradeço à colega Socorro Coelho, que sempre me arranja estas boas empreitadas.

Novembro, ainda

A turnê de novembro foi intensa. Não reclamo. Costumo pensar que é bom sinal, frutos do que foi semeado, colheita, resposta boa. Mas o corpo sente e a gente se cansa também. Dezembro começou num domingo e ainda não se sente cheiro de recesso no ar. Só mesmo de panetone.

Tivemos a Flic, em sua décima-segunda edição, coisa incrível para eventos educacionais em um país tão turbulento. É claro que só conseguimos essa proeza porque temos gente qualificada e disposta, comprometida e atenta; caso contrário já teríamos sucumbido, desanimado e nos recolhido à nossa insignificância (como querem, mas a gente não deixa).

O discurso da resistência pega bem, mas não dispensamos, de forma alguma, qualquer coisa que possa melhorar nossas condições de trabalho e de vida, para uma atuação mais que viável, digna; mais que digna, excelente. Por que não nós?

A UFMG, casa da minha formação superior completa, me chamou para uma palestra num evento do ProfLetras. Só pude me sentir honrada. Foi presencial e o encontro com colegas lá é sempre gostoso: Junot, Jairo, Elzimar, Adriane, Leiva, Toninho e tantos/as outros/as. Obrigada por me fazer sentir sempre em casa ou voltando a ela.

Dezembro começa com uma viagem à Bahia, onde novamente me encontrarei com gente querida. Mesmo estando obviamente feliz, comemoro um tanto o fato de ser a última viagem do ano. Aeroportos e trânsitos cansam! Minha sorte é fechar com esta chave de ouro.

Na sequência, o encontro dos editores universitários. Tenho sempre auxiliado meus e minhas colegas editores em várias instituições (houve incremento de editoras labs e universitárias nos últimos anos), inclusive na minha, onde sempre tudo é mais difícil (aquela história do santo de casa…). Aqui, teremos a chance de falar sobre temas importantes e sobre democracia, claro, algo para que as edições universitárias sempre podem contribuir.

Sigamos, e que dezembro encerre bem este 2024 de conquistas e realizações. As frustrações a gente põe no bolso. 😉

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Ana Elisa • 2020