Foi uma imensa alegria fazer a curadoria do projeto lindo do Galpão, com estas poetas maravilhosas. Os vídeos finais aqui estão, mostrando a poeta Ana C. Moura na voz e no corpo da atriz Érika Januza e a poeta e slammer Nívea Sabino pela atriz Fabiana Brasil. Deleitem-se!

Há alguns meses, a equipe sensacional do PLAC (Português como língua de acolhimento), que funciona lindamente no CEFET-MG, me convidou para participar de um encontro de conversação com os alunos, a maioria refugiados no Brasil.
Fiquei feliz em participar. Logo pensei nos livros de autores e autoras contemporâneos que andei lendo recentemente, obras de hoje que tocam nesse assunto tão premente. Escolhi duas, dois livros lançados pela editora Todavia. Os autores são Santiago Amigorena e Isabela Figueiredo.
São obras muito diferentes, de autores de origens diversas, mas que contam histórias impressionantes que ajudam a repensar a humanidade. Acho que vai ser uma conversa boa e deve despertar para estas leituras.

Hoje nosso encontro virtual foi com meu colega (e orientando de doutorado), prof. Aurélio Kubo, falando de roteiros de revisão e avaliação com uso de tecnologias digitais. Ô, como podem facilitar o trabalho árduo e infinito de quem dá aulas de redação! Aurélio deu um show. E está tudo na página do projeto no YouTube.
Nesta semana, terei a alegria de bater um papo com colegas e estudantes no IFPR, em Jacarezinho, Paraná, a convite do prof. Sergio Vale da Paixão. Já andamos conversando sobre escola e currículo, agora o papo vai nas ondas do futuro, quem sabe?, sobre ensino e TDIC.

E assim foi:
Eita! Foi uma semana intensa. Fli quase todo dia. Domingo ainda tem. E por toda a semana que vem. Dá uma quenturinha boa quando a gente vê o festival de pé, com as mesas funcionando, as atividades a todo vapor e as pessoas participando. O jeito é espiar os chats!
Aqui meu depoimento sobre a curadoria:
E aqui a conferência de abertura, com Edimilson de Almeida Pereira e a dobradinha de curadoras como MCs:
Saíra muitas e muitas matérias sobre o FLIBH, mas linko aqui a d’O Tempo.
Desta vez, vou mostrar três editoras, com características diferentes, que têm ao menos parte de seus catálogos para download gratuito. É sempre bom saber que esses projetos existem e que há tipos de financiamento que promovem essa distribuição mais aberta. Que fique claro que a produção editorial custa, dá trabalho e que precisa haver alguma alternativa de financiamento para que os projetos sejam gratuitos para o público.
Editora do IFRN > As editoras universitárias sempre existiram, algumas são peso-pesado, têm catálogos maravilhosos e fundamentais. De uns tempos para cá, mais editoras surgiram ou se ampliaram nas instituições públicas de ensino. A Editora do IFRN tem produzido manuais e livros interessantes para diversas áreas do conhecimento. Vale espiar o site.
Editora Cultura e Barbárie > Parte do catálogo é feita para ser distribuída gratuitamente. Vale ver os livros teóricos e artísticos.
Escritório do Livro > É uma editora de Santa Catarina que vem produzindo belas obras há muitos anos. Parte do catálogo pode ser baixada gratuitamente. Vale espiar livros sobre tradução e produção editorial.
De quebra, dou a dica do novo livro da Editora da UEMG, O tecido do texto, produzido por professoras da instituição. Para baixar também.
Gosto quando um trabalho se desmembra de outro, ampliando laços e explicitando reconhecimentos. Foi assim com o seminário de pesquisas em andamento da Universidade Estadual de Londrina, UEL.
Primeiramente, o Otávio me procurou para que eu participasse de sua qualificação durante o evento. Com muita alegria, topei ler o trabalho dele e tentar contribuir, de alguma forma. Ainda não conheço o Otávio pessoalmente. O contato com ele e a persistência para que conseguíssemos conciliar dia e horário já foram, a meu ver, demonstrações do seu interesse, de sua confiança e de sua seriedade. Lá estarei, dia 18.
Não bastasse isso, alguns dias depois, recebo um e-mail de uma colega da UEL dizendo que sabiam da minha presença e gostariam que eu fizesse parte de um dos webinários do evento. Que honra! É claro que aceitei. E assim vamos, nas conversas que não cessam.

E assim foi:
Em janeiro eu já tinha sacado que seria um ano de muito trabalho. Embora a pandemia seja uma grande tragédia, uma crise enorme, da qual vamos demorar a nos recuperar completamente, em muitos sentidos ela provocou também, em minha vida, uma dinâmica de trabalho intenso, mas que me deixa muito menos exausta. Não é interessante?
Por estar em casa, distribuindo melhor o meu tempo e com a mesma responsabilidade com que lido com tudo o que preciso fazer, consigo me organizar bem, jogando muito menos tempo no lixo ou doando-o menos ao que e a quem não quero doar. É realmente algo que tem me feito pensar muito, embora eu não possa passar muito disso: pensar. Sei que o retorno ao presencial me levará, novamente, ao desperdício.
Nesta semana, sexta-feira, encerro um curso online que ofereci em uma experiência nova da Andifes e do CEFET-MG, a mobilidade virtual. Convidei uma colega argentina, a profa. Lucía Tennina, da UBA, e juntas compusemos e oferecemos um breve curso sobre edição e literatura contemporâneas no Brasil. Tivemos boa aceitação, pessoas interessadas em várias partes do planeta. À medida que as semanas passaram, o engajamento geral foi se reduzindo, mas a experiência serviu para nos colocar em contato com muita gente interessante e interessada no Brasil e em sua produção literária.
O outro ciclo que se encerra, também ligado à colaboração e à parceria, é a disciplina de pós ofertada juntamente com a profa. Dorotea Kersch, da Unisinos, num esquema de aulas virtuais às terças-feiras. Que maravilha de conversa! Pessoas do país inteiro estiveram conosco por cinco semanas, sem trégua, por meio de fóruns e de encontros síncronos muito proveitosos. Pelo menos foi assim que senti. Dezenas de colegas leram nossas indicações bibliográficas, conversaram conosco, nos contaram de suas experiências. Por fim, propusemos uma produção de texto colaborativo. A ver.
São ciclos que se encerram. Foram muitos cursos extras (afora as aulas regulares de médio e graduação), que serviram como pilotos de coisas que desejamos fazer sempre. No entanto, é este ser dona do tempo que permite tanta estripulia boa. Se houve algo que rendeu durante esta “infinitena” (como disse um amigo) foram os laços, as colaborações, as experimentações. Ah, se dependesse de mim… Trabalho o dobro, o triplo; produzo muito e melhor; me sinto muito mais objetiva; mas enfim… um dia a vida voltará ao seu curso… espero que seja um outro jeito de fazer e de ser.
Hoje tivemos lançamento virtual do livro Multimodalidade e discursos, organizado pelos colegas Renato Caixeta e Lizanny Queiroz. Foi uma conversa gostosa, com relato do processo de produção da obra, que conta com pesquisadores de várias partes do país. Para baixar gratuitamente!
O livro é gêmeo de outro, o Multimodalidade, ensinos e aprendizagens, dos mesmos organizadores. Tudo pela Pimenta Cultural, com apoio da Capes e do Posling CEFET-MG.
Nesta semana, enfim, saiu a programação completa do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, 4a edição, que homenageia a editora Maria Mazarello Rodrigues, a Mazza.

O programa de bolso está em pdf, disponível para baixar. É importante estudar tudinho e escolher o que fazer (difícil, com tanta oportunidade!). Eu e Madu estamos bem satisfeitas com a cena toda.
Trabalheira enorme do Instituto Periférico e parceiros. Evento da Prefeitura de Belo Horizonte.
E assim foi a abertura: emocionante.