O Fura Bolha é um podcast produzido por estudantes de Comunicação da UFSM. Neste episódio, o papo foi comigo sobre letramento digital. Bora ouvir?
Apesar da tristeza e da esquisitice deste 2020, o final do ano tem sido de boas notícias bibliográficas. O esforço de trabalhos longos vem gerando frutos, como é o caso dos livros que sairão no fim de outubro.


O livro Projetos editoriais e redes intelectuais na América Latina, do professor argentino José Luis de Diego (Universidad de La Plata), é uma edição exclusiva para o Brasil, já que reunimos textos de duas obras lançadas na Argentina. O plano de traduzir De Diego vem desde 2017, quando fiz um curso em La Plata e comecei a ruminar a ideia. Depois achei o parceiro ideal, o tradutor e pesquisador Sérgio Karam, e então começamos um longo processo de tradução. Aí está, em pré-venda pelas editoras Moinhos e Contafios, de Belo Horizonte, na coleção Pensar Edição.
O ar de uma teimosia – trilhas da publicação em Clarice Lispector, Lúcia Machado de Almeida e Henriqueta Lisboa é um sonho antigo, que se materializa pela Macabéa Edições, do Rio de Janeiro, casa editorial formada por bravas mulheres e que só publica mulheres. Trata-se da reunião de artigos que escrevi desde 2012, em pesquisas sobre como escritoras conseguiam publicar ao longo do século XX. Também está prontinho para as vendas.
Não vou parar por aí.
A próxima semana já começa divertida, num papo com o pessoal da Banca Tatuí, em São Paulo. Vejamos aí a pauta. O vídeo tá logo ali embaixo.


A FLIC 8 vai ser virtual, claro. E tá quase tudo OK para o evento, que será nos dias 19 e 20 de outubro, tarde e noite. Contaremos com cerca de 15 minicursos e oficinas oferecidos por alunos/as da pós; mesas-redondas, lançamentos de livros e duas belas palestras.
Uma coisa belíssima aconteceu: o lançamento do livro Literatura mineira: 300 anos, projeto concebido por Rogério Tavares (presidente da Academia Mineira de Letras), organizado pelo professor Jacyntho Lins Brandão (UFMG) e publicado pelo BDMG. A obra existe impressa, em tiragem limitada (e já garanti o meu!), mas também pode ser baixada gratuitamente neste link.
Estou feliz porque minas faz 300 anos, porque a literatura é muito celebrada neste estado e porque fiz parte desta história, tão longa quanto bela. Era um sonho de criança, sem qualquer exagero.
Aqui, o vídeo do lançamento:
E setembro se vai, mas ainda agitado. Na última semana, além do projeto Aula Aberta, que continua firme, participo de dois eventos muito bonitos, ambos no dia 30. Ambos serão feitos por meio de transmissão ao vivo.
A palestra de Montes Claros pode ser vista aqui.


às 17h
A ABRALIC juntou os dois vídeos sobre estudos de edição que fiz, a convite deles, numa página só. Taí. <3
É SABADÃO? É. Mas hoje tem encontro ansioso com a turma da Escola do GEL. Duas semanas lendo, escrevendo e falando sobre textos multimodais.
Parte gostosa 1: selecionar material, textos e exemplos.
Parte gostosa 2: ver a turma trocando ideias e ir lá trocar ideias.
Parte gostosa 3: encontro síncrono.
Parte gostosa 4: esperar a discussão sobre uma tarefa solicitada.
Parte gostosa 5: a sensação de missão cumprida e os novos laços atados.
Grata ao Grupo de Estudos Linguísticos do Estado de São Paulo

Há algum tempo, sem nem sonhar com esta maldita pandemia, apresentei um trabalho num simpósio do VII Colóquio Internacional sobre Letramento e Cultura Escrita, belo evento que sempre acontece na Faculdade de Educação da UFMG. O resumão está aqui. E depois foi expandido, tornou-se um texto maior e exemplificado, que deve sair como capítulo de um livro, logo mais, assim espero.

De vez em quando o Google me avisa que alguém citou um trabalho meu. De vez em quando, vou espiar. Ontem encontrei este artigo de colegas do Paraná, Fernanda Veloso e Angela Walesko. Não as conheço, mas fiquei grata pela maneira como me levaram para o diálogo.