A gente escreve, a gente publica, a gente pesquisa, mas os dias se medem mesmo é por aulas. São muitas aulas. No caso do CEFET-MG, em três níveis de ensino, o que deixa todo mundo doido. Estes dias dei muita aula. Já foi pior. Vida de professora é tão engraçada… pode ser tão complicada, que a gente termina por achar razoável uma situação que nem boa é. Sempre pode ser pior.

Dei aulas em todos os níveis, nesta pseudomodalidade chamada Ensino Remoto Emergencial, que causa alívio em uns e engulhos em outros/as. Eu nem acho tão ruim. Acho que o ERE foi a solução possível, quando teve jeito. Estamos em 2021, então é preciso pensar com os pés aqui. Não ter ERE não era solução. Era estacionar num ponto difícil do tempo e até retroceder, como infelizmente aconteceu a muitas escolas. O problema mesmo é a falta de infraestrutura, de condições; o problema não é o que se tentou fazer depois.

É sexta. Mas eu darei aula sábado pela manhã. É. Pouca gente se lembra disso. Darei aulas sábado porque é meu horário, e a vida de professor é repleta disso: de horários, cronômetros, limites, ponteiros.

Segunda começará tudo de novo. Menos mal.

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