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Mais 3 editoras com livros para baixar

Desta vez, vou mostrar três editoras, com características diferentes, que têm ao menos parte de seus catálogos para download gratuito. É sempre bom saber que esses projetos existem e que há tipos de financiamento que promovem essa distribuição mais aberta. Que fique claro que a produção editorial custa, dá trabalho e que precisa haver alguma alternativa de financiamento para que os projetos sejam gratuitos para o público.

Editora do IFRN > As editoras universitárias sempre existiram, algumas são peso-pesado, têm catálogos maravilhosos e fundamentais. De uns tempos para cá, mais editoras surgiram ou se ampliaram nas instituições públicas de ensino. A Editora do IFRN tem produzido manuais e livros interessantes para diversas áreas do conhecimento. Vale espiar o site.

Editora Cultura e Barbárie > Parte do catálogo é feita para ser distribuída gratuitamente. Vale ver os livros teóricos e artísticos.

Escritório do Livro > É uma editora de Santa Catarina que vem produzindo belas obras há muitos anos. Parte do catálogo pode ser baixada gratuitamente. Vale espiar livros sobre tradução e produção editorial.

De quebra, dou a dica do novo livro da Editora da UEMG, O tecido do texto, produzido por professoras da instituição. Para baixar também.

Ensino de línguas na UEL

Gosto quando um trabalho se desmembra de outro, ampliando laços e explicitando reconhecimentos. Foi assim com o seminário de pesquisas em andamento da Universidade Estadual de Londrina, UEL.

Primeiramente, o Otávio me procurou para que eu participasse de sua qualificação durante o evento. Com muita alegria, topei ler o trabalho dele e tentar contribuir, de alguma forma. Ainda não conheço o Otávio pessoalmente. O contato com ele e a persistência para que conseguíssemos conciliar dia e horário já foram, a meu ver, demonstrações do seu interesse, de sua confiança e de sua seriedade. Lá estarei, dia 18.

Não bastasse isso, alguns dias depois, recebo um e-mail de uma colega da UEL dizendo que sabiam da minha presença e gostariam que eu fizesse parte de um dos webinários do evento. Que honra! É claro que aceitei. E assim vamos, nas conversas que não cessam.

Canal do YouTube onde será o webinário

E assim foi:

Fechando ciclos

Em janeiro eu já tinha sacado que seria um ano de muito trabalho. Embora a pandemia seja uma grande tragédia, uma crise enorme, da qual vamos demorar a nos recuperar completamente, em muitos sentidos ela provocou também, em minha vida, uma dinâmica de trabalho intenso, mas que me deixa muito menos exausta. Não é interessante?

Por estar em casa, distribuindo melhor o meu tempo e com a mesma responsabilidade com que lido com tudo o que preciso fazer, consigo me organizar bem, jogando muito menos tempo no lixo ou doando-o menos ao que e a quem não quero doar. É realmente algo que tem me feito pensar muito, embora eu não possa passar muito disso: pensar. Sei que o retorno ao presencial me levará, novamente, ao desperdício.

Nesta semana, sexta-feira, encerro um curso online que ofereci em uma experiência nova da Andifes e do CEFET-MG, a mobilidade virtual. Convidei uma colega argentina, a profa. Lucía Tennina, da UBA, e juntas compusemos e oferecemos um breve curso sobre edição e literatura contemporâneas no Brasil. Tivemos boa aceitação, pessoas interessadas em várias partes do planeta. À medida que as semanas passaram, o engajamento geral foi se reduzindo, mas a experiência serviu para nos colocar em contato com muita gente interessante e interessada no Brasil e em sua produção literária.

O outro ciclo que se encerra, também ligado à colaboração e à parceria, é a disciplina de pós ofertada juntamente com a profa. Dorotea Kersch, da Unisinos, num esquema de aulas virtuais às terças-feiras. Que maravilha de conversa! Pessoas do país inteiro estiveram conosco por cinco semanas, sem trégua, por meio de fóruns e de encontros síncronos muito proveitosos. Pelo menos foi assim que senti. Dezenas de colegas leram nossas indicações bibliográficas, conversaram conosco, nos contaram de suas experiências. Por fim, propusemos uma produção de texto colaborativo. A ver.

São ciclos que se encerram. Foram muitos cursos extras (afora as aulas regulares de médio e graduação), que serviram como pilotos de coisas que desejamos fazer sempre. No entanto, é este ser dona do tempo que permite tanta estripulia boa. Se houve algo que rendeu durante esta “infinitena” (como disse um amigo) foram os laços, as colaborações, as experimentações. Ah, se dependesse de mim… Trabalho o dobro, o triplo; produzo muito e melhor; me sinto muito mais objetiva; mas enfim… um dia a vida voltará ao seu curso… espero que seja um outro jeito de fazer e de ser.

Multimodalidade em pauta

Hoje tivemos lançamento virtual do livro Multimodalidade e discursos, organizado pelos colegas Renato Caixeta e Lizanny Queiroz. Foi uma conversa gostosa, com relato do processo de produção da obra, que conta com pesquisadores de várias partes do país. Para baixar gratuitamente!

O livro é gêmeo de outro, o Multimodalidade, ensinos e aprendizagens, dos mesmos organizadores. Tudo pela Pimenta Cultural, com apoio da Capes e do Posling CEFET-MG.

FLIBH 4 programação

Nesta semana, enfim, saiu a programação completa do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, 4a edição, que homenageia a editora Maria Mazarello Rodrigues, a Mazza.

O programa de bolso está em pdf, disponível para baixar. É importante estudar tudinho e escolher o que fazer (difícil, com tanta oportunidade!). Eu e Madu estamos bem satisfeitas com a cena toda.

Trabalheira enorme do Instituto Periférico e parceiros. Evento da Prefeitura de Belo Horizonte.

E assim foi a abertura: emocionante.

Verso e Voz continua

O projeto de leituras poéticas do Galpão Cine Horto continua. Nesta semana (quase finda), foi a vez de Simone Ordones ler/falar a poeta mineira Líria Porto. A curadoria é minha, das poetas e dos textos que elas propuseram. Uma verdadeira maravilha ver isto acontecer.

Aula Aberta sobre inovação curricular

Olha só quem vem pro Aula Aberta na segunda semana de agosto! O prof. Sergio atua no IFPR de Jacarezinho e vem fazendo um trabalho incrível por lá. Ele vai compartilhar essa experiência conosco, pelo Instagram.

Enquanto o Lattes não volta

Desde 23 de julho temos enfrentado o bug das plataformas do CNPq, incluindo a Carlos Chagas e o Currículo Lattes. Engraçado como isso me deixa preocupada. Há anos trato o Lattes como uma espécie de diário, imagina? Coisa de maluca, né? Mas é que se eu não entrar lá e registrar as produções, imediatamente depois de cumpri-las, eu me esqueço e bau-bau. Acho melhor ir parcelando o trabalho assim, de grão em grão, do que depois ter de correr atrás da minha memória traiçoeira (além dos certificados… que nem sempre vêm). Bom, enquanto o Lattes não volta, o jeito é ir fazendo listinha no caderninho aqui ao lado.

Bom frisar que o bug parece ter sido devido à falha num servidor do mais alto conselho de pesquisa do país, um negócio inédito, que deixou na mão toda a comunidade científica. Muita gente em pânico chegou a aventar a possibilidade de termos de refazer o Lattes todo de novo! (ah, eles têm becape… ufa!) É pesadelo! Faria bem uma manutenção mais amiúde, né?

Aula, muita aula

A gente escreve, a gente publica, a gente pesquisa, mas os dias se medem mesmo é por aulas. São muitas aulas. No caso do CEFET-MG, em três níveis de ensino, o que deixa todo mundo doido. Estes dias dei muita aula. Já foi pior. Vida de professora é tão engraçada… pode ser tão complicada, que a gente termina por achar razoável uma situação que nem boa é. Sempre pode ser pior.

Dei aulas em todos os níveis, nesta pseudomodalidade chamada Ensino Remoto Emergencial, que causa alívio em uns e engulhos em outros/as. Eu nem acho tão ruim. Acho que o ERE foi a solução possível, quando teve jeito. Estamos em 2021, então é preciso pensar com os pés aqui. Não ter ERE não era solução. Era estacionar num ponto difícil do tempo e até retroceder, como infelizmente aconteceu a muitas escolas. O problema mesmo é a falta de infraestrutura, de condições; o problema não é o que se tentou fazer depois.

É sexta. Mas eu darei aula sábado pela manhã. É. Pouca gente se lembra disso. Darei aulas sábado porque é meu horário, e a vida de professor é repleta disso: de horários, cronômetros, limites, ponteiros.

Segunda começará tudo de novo. Menos mal.

Ferramentas para ensino e aprendizagem online

Nesta sexta, último dia útil de julho (afe, que mês grande!), teremos evento importante na Unifesp. Participo de uma mesa sobre ferramentas digitais. Já estou com a roupa de ir. 😀

O canal é este.

E assim foi:

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Ana Elisa • 2020