Dá um orgulho danado quando valorizam os trabalhos que fazemos, mesmo que indiretamente. Desta vez foi o reconhecimento da bela tese de Estefânia Costa, hoje doutora, professora comprometida, minha ex-orientanda no PPG Estudos de Linguagens do CEFET-MG, onde investigou práticas de ensino de produção textual para a redação do ENEM. A matéria na homepage dá ideia da pesquisa e da tese dela decorrente.
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Lá antes da pandemia e do distanciamento social, a Nicole Consani, do blog da editora Brinque-Book, me procurou para um papo sobre leitura, jovens e redes sociais.
Respondi às questões dela com alegria e com frio na barriga. É um assunto difícil e fascinante, sobre o qual temos expectativas e palpites, mas pouca solução.
A entrevista ficou guardada, no decorrer da pandemia. Nesse ínterim, saiu um artigo que eu já havia submetido a uma revista científica da USP sobre o tema. Era resultado de uma pesquisa qualitativa com jovens estudantes.
Ontem, tive a notícia de que a entrevista foi pro ar. E linkada com o artigo. Tentei dar menos palpites e pensar mais nas respostas estudadas durante a investigação.
Grata ao grupo Brinque Book por este papo.
A profa. Ada Magaly Brasileiro lança, na próxima quinta, o livro Como produzir textos acadêmicos e científicos, pela editora Contexto. A convite deles, vou mediar um papo sobre esse tema tão útil e necessário. Será pelo Instagram @anadigital e @editoracontexto. Ah, vai ter sorteio!

Nesta semana, depois do feriado de não-Carnaval (ah, que beleza), teve bate-papo com a booktuber Jéssica Mattos, que faz um belo trabalho desde o sul do país. Ela já havia feito duas resenhas de livros meus (Beijo, Boa Sorte e Dicionário de Imprecisões), daí me chamou pra uma conversa pelo YouTube.

O papo está registrado pra quem não pegou o ‘ao vivo’:
De vez em quando, encontro uns textos que escrevi há tempos e fico com medo deles. É impossível não me confrontar hoje com o que eu pensava e escrevia ontem ou anteontem. Autores e autoras importantes, geralmente estrangeiros/as, publicam seus livros e os repensam, ao longo do tempo. Nas edições mais recentes de certas obras, há prefácios acumulados em que o doutor ou a doutora explicam as mudanças em suas teorias ou propostas, ao longo do tempo, vez que continuaram a pensar e repensar, na interação com colegas e estudantes. Uma beleza, não? Infelizmente, temos pouca oportunidade de fazer isso por aqui.
Estes dias, dando uma oficina de produção de textos para a graduação, precisei indicar dois textos sobre a noção de hipertexto. Os links foram de um verbete que tive a honra de escrever para a Enciclopédia do Ceale (UFMG), anos atrás, e um artigo que publiquei em um evento em Uberlândia, MG, em 2006. Ai, que medo! Mas até que eu não dei muita bola fora. Meu ‘jeito de pensar’ já estava lá.
Também reencontrei um texto que publiquei, a convite da Prodemge, na revista Fonte, se me lembro bem. Reli agora esse artigo meio furioso, repleto de vozes alheias (coisa que faço com mais parcimônia, hoje em dia), e achei que não estava errada, àquela altura. Éramos bem otimistas… mas eu já era uma desconfiada incorrigível. Será que é porque sempre estive dentro ou muito perto da escola básica? Por que a escola não protagonizou no tema das tecnologias? Por que o Brasil não protagoniza quase nunca, em educação? Que coisa… É bom quando a gente não se envergonha completamente do que escreveu tempos atrás, mas é triste quando a gente verifica que a situação não mudou para melhor, até o contrário. Que pena.
Hoje estamos celebrando o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A Fapemig e a revista Minas Faz Ciência fizeram uma bela homenagem, lançando o volume 3 do ebook Mulher Faz Ciência, dez cientistas, muitas histórias.

Entre cientistas maravilhosas, fui perfilada também. Agradeço muito a lembrança do meu nome, nesta tão ingrata área de Letras neste país. E grata à jornalista Alessandra Ribeiro e à designer Camila Aringhieri, pelo cuidadoso trabalho.
Link direto para a página do ebook e aqui
E matéria no site do CEFET-MG (porque muuuuuito de vez em quando, a santa de casa faz milagre)
Esta semana, saiu nova crônica na minha coluna do jornal Rascunho.
Desta vez, falei sobre uma cena com a qual muita gente se identifica… mulheres, principalmente, mas os homens também conseguem visualizar, não é mesmo?
E você? Já viveu uma destas?
Saiu hoje a resenha que fiz do livro O quarto alemão, da escritora argentina Carla Maliandi, traduzido por Sérgio Karam e publicado pela editora Moinhos, em 2020. O texto saiu no jornal Estado de Minas, junto com uma bela entrevista feita com a autora pelo tradutor. Ah, a foto do bonitão também é minha. <3
Saiu por estes dias a revista Víacuarenta, que publica textos ligados ao festival literário colombiano Poemarío! Estive por lá em 2018 e ele continua dando crias poéticas. É só baixar.
Escrevi este texto, meio relato, meio confissão, para abrir ou encerrar um evento da Universidade Federal de São João del-Rei. Foi bom lá e gosto de tê-lo escrito, depois de falar. Essas retextualizações são importantes no processo de organizar, pensar, repensar, observar as reações e admitir, inserir, ampliar, desistir. Bem que eu queria que a sala de aula fosse esse espaço. Que tal baixar?