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Lembrando

Uma vez fui encerrar uma Semana de Letras na querida cidade de São João del-Rei, MG. Como gosto daquilo lá! E as colegas muito gentis e um jantar ótimo. Coisa que não podemos mais fazer assim, inadvertidamente.

O texto que falei lá está no academia.edu. Me bateu uma saudade de respirar outros ares.

Poesia & FLIP

Na semana que entra, o papo será sobre poesia, com escritores e escritoras de várias partes, numa mesa virtual da 18 FLIP. O convite me foi feito pela Monica, da Livraria da Tarde, em São Paulo, que ainda hei de visitar pessoalmente. No mesmo dia, às 14h há uma mesa sobre as livrarias e às 16h, outra com uma boa turma de booktubers.

Quem quiser pode assistir por aqui, ó:

Dar oficinas de texto

As aulas voltaram. Digo, as que damos mediadas por computador. São aulas que precisam de planejamento, execução e feedback, até mais do que aquelas que damos no prédio da escola. Eu gosto. Há coisas de que gosto mais aqui do que lá, embora externar essas coisas seja um risco estranho. Azar, eu gosto.

Estava ali começando uma oficina de produção de textos. Ela será ministrada remotamente, mas em contato constante com dezenas de estudantes de Letras. Eu gosto muito de trabalhar com textos. Prefiro escrever do que ensinar, e às vezes acho que isso não se ensina propriamente, mas existem oportunidades de favorecer, estimular, dirigir. E gosto disso. Faço com raro prazer.

Gosto de compor as atividades, de pensar nelas, de imaginar que efeitos elas precisam ter, de ver que efeito elas realmente causam. É minha atividade favorita entre as coisas da docência.

Uma oficina de textos precisa de alguns elementos básicos, um deles é “gente engajada”. Se quem está ali não quer escrever… fica impossível. Deve ser o caso de alguns dos matriculados, mas não se pode fazer nada quanto a isso. Minha missão é provocar escritas ali, dentro de um espectro dado pela ementa e pela matriz do curso. No momento, estamos lidando com uma gama de textos informativos. Delícia.

Uma oficina se faz com interação. E ela não precisa ser no cara a cara. As pessoas precisam se ler, trocar textos e dar feedbacks. Sem isso nenhuma oficina funciona, sequer se as pessoas estiverem presas na mesma sala, como costumam estar na escola. Para escrever textos são importantes alguns itens, como fontes onde pesquisar, horas de pensamento, tempos de tentativa e apagamento, revisões, etc. Mas isso é um delírio. Só que eu sempre quero que não seja.

Eu estava ali propondo algumas coisas, começando por umas leituras que devem provocar respostas escritas. Já é alguma coisa. Como gosto! Como acho importante! No computador, consigo enviar a proposta e deixar que as pessoas se enrolem com elas, se incomodem, se enrosquem, se resolvam e depois postem para todos verem. Quando dou oficina em sala de aula física, o tempo ali fica meio perdido… porque as pessoas raramente podem escrever de verdade naquela situação, em especial os textos complexos que pedimos. Seria o caso de aqueles momentos compulsórios de presencialidade física poderem ser usados apenas para o debate… mas isso não existe. Então sigamos do jeito que dá. E que a escrita nos leve longe.

Precisamente lido

O Dicionário de Imprecisões todo dia me traz uma surpresinha. Há sempre alguém postando foto dele no Instagram, dizendo que leu, espalhando algum poema-verbete, etc. Vivo repostando essas coisas de leitores e leitoras queridos/as. Desta vez, foi pelo YouTube. A booktuber gaúcha Jéssica Mattos fez um vídeo dedicado ao poemário, com direito a leituras. Vamos ver o que ela diz?

Rascunho!

Neste janeirão ainda pandêmico de 2021, estreei minhas crônicas no jornal Rascunho, um dos mais conhecidos e longevos periódicos dedicados à literatura no Brasil. É editado em Curitiba, por Rogério Pereira, e vou escrever toda segunda terça-feira de cada mês, entre vários/as outros/as colegas cronistas, de várias partes do país. Foi um convite que aceitei serelepemente.

Aqui está o texto inaugural… sobre futebol (!). E logo virão outros.

Textos da semana

Que delícia quando os textos saem a passear na rua! Mas melhor que isso é quando eles encontram pessoas que os leiam e com eles dialoguem. É pelo que a gente torce, não é? E trabalha.

Hoje saíram duas coisas em que investi meu esforço e meu gosto, dois textos de caráter diferente, mas que escrevi com igual gosto.

Um deles é a crônica mensal da Revista Pessoa, para a qual escrevo sobre nossa língua portuguesa. A coluna fica aberta por 24h e depois se fecha para assinantes.

O outro é um artigo científico que tive a alegria de produzir em coautoria com minha orientanda de mestrado Jéssica Soares. O tema é a revisão de textos e a importância de saber mais do que língua, stricto sensu, para dar conta do recado, em especial em textos publicitários. Saiu nos anais do SITRE, um simpósio internacional de que participamos no ano passado. Está aqui para ser baixado, com alegria. Nosso artigo consta lá pela página 163.

Esses acontecimentos sempre me deixam alegrinha, ainda mais nesta situação esquisita em que a gente se encontra. Boas notícias ressoam mais.

Entrevista à editora Luas

Há algumas semanas, a editora Cecília Castro me enviou perguntas provocativas feitas pela pesquisadora Lorrany Mota (CEFET-MG). A ideia era uma entrevista para o novo site da Luas, editora de projeto feminista que Cecília conduz com paixão.

Aqui está o papo, com links para algumas indicações.

Poesia latino-americana

Há alguns meses, recebi um contato do decano da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, a respeito de um recital de poesia na abertura do semestre por lá. Claro que topei, mesmo antes de saber bem o que era. E é assim mesmo que sempre funcionou.

A festa está armada, marcada. Infelizmente, será virtual. Esta é uma das poucas coisas que ainda me fazem sentir alguma nostalgia dos tempos pré-pandêmicos. Poucas. Raras.

Seremos 4 poetas de países diversos a ler poesia e falar sobre ela, rapidamente, num evento pelo Meet. Aqui está o convite e eu vou aqui fazendo minha seleção. Gosto de figurar entre as latino-americanas, saindo do meu espaço de “local”, local demais, excessivamente. E gosto que a poesia produza esse efeito.

Ah, 19h lá são 21h aqui.

I Semana de Letras

Enfim, depois de 10 anos pondo o curso de pé, chega a I Semana de Letras, evento que sempre quisemos, mas que nunca deu para fazer, embora tivéssemos feito muita coisa nessa década de construção.

A programação está muito bonita, com colegas queridas/os e muita disposição. As mesas podem ser acompanhadas pelo YouTube do evento.

Aqui, parte da programação, que conta ainda com comunicações e minicursos. Vou mediar a abertura. O convidado é o professor português Nuno Medeiros.

Os primeiros dias do ano

2021 entrou. Chutou a porta, mesmo sob a resistência de 2020, um ano gosmento, pegajoso. E tenho vivido um intenso conflito: não gosto da vida antes de 2020, mas temo gostar menos ainda dela depois. Como viver com isso? Este durante que a pandemia trouxe me parece uma travessia, algo efêmero, mas muito intenso. Eu só queria ter certeza de que do lado de lá é melhor. É pedir muito, eu sei.

Ando pensando na volta às aulas presenciais, nas aulas remotas compulsórias, nos períodos enormes sem férias, na batalha dos estudantes sumariamente excluídos do sistema escolar pela falta de tecnologias digitais. Tenho pensado em como tive a sensação rara de administrar melhor meu tempo, já que não tinha de perdê-lo pegando trânsitos, engarrafamentos, filas de entrada no campus, reuniões intermináveis, etc. Quanto eu desperdiçava naquela vida! Hoje, desperdiço menos, em muitos sentidos, mas também não vivo certas trocas que apenas o presencial provê ou permite.

Será que vamos entender que não se trata de uma substituição? (Quando deixar efetivamente de ser uma…) Será que aprendemos algo e que poderemos, diligentemente, fazer melhor do que já fazíamos? Será que estamos atentos e atentas às práticas que são mais inteligentes? Minha resposta tem sido sempre um desanimado e desesperançoso ‘não’.

Eu não devia me abrir assim. Dos professores e das professoras é cobrada uma fé cega, não é? Como se nunca pudéssemos esmorecer diante de desafios pesados. Este país é um desafio horripilante, por exemplo, para quem se forma professor. Nenhuma faculdade nos fala abertamente sobre a real situação; e talvez raros professores e professoras do ensino superior tenham posto os pés no chão da fábrica. Como saber?

Tenho pensando que gostaria de estar de férias em janeiro… mas a decisões tomadas pela instituição nos puniram duplamente. É assim que sinto, mesmo que a intenção tenha sido outra e boa. Sem férias, sem estrutura e com medo, é assim que recomeçamos. E recomeçaremos e o baile seguirá, eu sei.

Retomemos o trabalhos, sempre do melhor modo possível. E com saúde, que tem sido o que mais interessa. Feliz 2021 letivo a todos/as.

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Ana Elisa • 2020