Quando vi a chamada para a revista Trem de Letras (Unifal) sobre Pesquisa e divulgação científica na área de Letras, corri para finalizar um texto que vinha escrevendo, a passos lentos, havia algum tempo. Eram umas anotações sobre o processo de orientação de pessoas que produzem teses e dissertações. Dei tratos à bola e o texto foi aceito. Saiu hoje e é uma reflexão sobre parte da minha experiência profissional. Está na seção de relatos de experiência.
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A conferência dada no ABRALIN ao Vivo gerou um texto. É assim que gosto de fazer. Cada fala, um texto. Nem sempre é possível, nem sempre sai, mas tento. Desta vez, saiu na revista Cadernos de Linguística, da ABRALIN, que só publica textos decorrentes de seus eventos. Uma honra. Tratei dos ciclos de precariedade com os quais nós, professores/as, somos obrigados/as a conviver em nossa vida profissional. E mais esta: a pandemia. Leia aqui.
Em 2023, a pedido da revista, publiquei uma espécie de reflexão sobre o primeiro texto. Ei-lo. É só baixar. E eles estão sempre entre os mais lidos da Cadernos de Linguística. 😀 Olha aí no Top 5 e os dois no Top 3o!
Que loucura! Pensar que, um ano atrás, as pessoas se preparavam para se aglomerar na rua, durante o Carnaval. Agora… estamos aí, completando um ano de pandemia. E numa segunda onda avassaladora.
Nesta primeira semana de fevereiro, além das reuniões ordinárias e das aulas síncronas e assíncronas, haverá uma reunião inaugural com a Academia Mineira de Letras sobre o Acordo firmado com o Posling. Vamos definir o início dos trabalhos de pesquisa no belo acervo sob a guarda deles.
Também estrearei uma coluna no blog da Relicário Edições, casa publicadora do meu Álbum e da qual sou fã declarada. Estou grata e honrada com este convite. Além disso, darei um curso rapidíssimo sobre linguagem inclusiva, assunto que andou me procurando por estes tempos. Foi um convite da Translators101, de São Paulo, a partir de um texto que escrevi para a Revista Pessoa. Olha a rede!
Escrevi umas notas sobre as aulas de oficina de leitura e produção de textos na graduação em Letras. Transfiro-as para cá. E que tenhamos um mês viável.

NOTAS sobre uma oficina de textos na pandemia
Professores e professoras têm lidado muito com o binômio síncrono/assíncrono. Já era meio assim na escola, antes deste bem-sucedido vírus, mas a distribuição dos tempos era diferente, com algumas sobreposições que favoreciam aqui e desfavoreciam ali.
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Além de lidar com sincronia/assincronia, quero lidar com pertinências e proveitos. Faço questão. Considerando também que a assincronia seja menos excludente.
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Ministrar uma oficina de leitura e produção de textos remotamente não é nenhuma novidade. Fiz uma assim, literária, em 2004, por exemplo. E funcionava bem, desde que eu fosse disciplinada, cumprisse as atividades dentro do prazo e participasse ativamente da conversa. Sem isso, não funciona nem on-line, nem off-line.
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Nesta semana, terei um encontro síncrono com estudantes de Letras que cursam uma oficina de textos informativos. Faz sentido porque eles já investiram o tempo de duas semanas anteriores pesquisando, lendo e produzindo o texto solicitado. E foi solicitado com objetividade, presteza, rigor e nitidez, tanto quanto possível por escrito.
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Vamos discutir tanto o processo de produção de cada pessoa, intercorrências e dúvidas, quanto os produtos, isto é, os textos. Vamos saber em que resultou a proposta. Aí faz sentido. Temos algo em que nos basear, inclusive para dar exemplos e contraexemplos, pegar ganchos onde há itens interessantes, para o bem e para o mal.
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Lendo e estudando o material que eles entregaram, é relativamente fácil perceber dúvidas frequentes, reiterados problemas, incluindo alguns elementos em que eles simplesmente nunca pensaram. Ou experiências que nunca tiveram.
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Meu preparo para um encontro desses vai muito mais denso e creio que faça muito sentido para todos e todas nós. Vejamos.
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É particularmente bonito ver as pessoas perdendo alguns medos e deixando-os para trás. A maioria sequer espia no retrovisor.
Há alguns meses, recebi um convite do Sesc Avenida Paulista para participar de um projeto chamado Poema a 3, em que um(a) poeta, um(a) músico(a) e um(a) videomaker produziriam uma peça juntos. Cá está nossa trinca: eu, Tulipa Ruiz e Filipe Franco.

Esta é uma semana interessante, em que coincidiram vários eventos no Piauí. O primeiro foi um encontro de turmas de pós capitaneado pelo querido prof. Ribamar Jr. (UFPI). Nele estávamos eu, Carla Coscarelli (UFMG), Ribamar e Vicente Lima-Neto (UFERSA), além de presenças ilustres como a da profa. Vânia Barbosa, da UFPI.
Na quinta, dia 28, é dia de falar com professores/as da rede municipal de Picos, PI. Preparei algo sobre a importância das ferramentas digitais hoje. A live será pelo YouTube.
Na sexta, o encontro será com a turma do GEMTE, grupo de pesquisa liderado pela profa. Vânia (UFPI). O papo é a multimodalidade.

Há várias semanas estamos preparando esta live pelo perfil da Autêntica, mediada pelo querido Rogério Tavares, atual presidente da Academia Mineira de Letras, organizador do livro 20 contos sobre a pandemia de 2020.
O papo foi pelo Instagram, nesta sexta-feira, e rendeu! Vejam aqui no Instagram.
Na revista InComunidade, mais uma matéria, com direito a trecho do meu conto. Março de 2021.
Como escreve… é um projeto de José Nunes, de Brasília, que tem mantido um extenso acervo de entrevistas breves com pessoas que escrevem por este Brasil afora e adentro. É a segunda vez que participo e sempre acho muito legais as provocações do entrevistador. Deem-me a honra, por favor.
Uma vez fui encerrar uma Semana de Letras na querida cidade de São João del-Rei, MG. Como gosto daquilo lá! E as colegas muito gentis e um jantar ótimo. Coisa que não podemos mais fazer assim, inadvertidamente.
O texto que falei lá está no academia.edu. Me bateu uma saudade de respirar outros ares.
Na semana que entra, o papo será sobre poesia, com escritores e escritoras de várias partes, numa mesa virtual da 18 FLIP. O convite me foi feito pela Monica, da Livraria da Tarde, em São Paulo, que ainda hei de visitar pessoalmente. No mesmo dia, às 14h há uma mesa sobre as livrarias e às 16h, outra com uma boa turma de booktubers.



Quem quiser pode assistir por aqui, ó:
As aulas voltaram. Digo, as que damos mediadas por computador. São aulas que precisam de planejamento, execução e feedback, até mais do que aquelas que damos no prédio da escola. Eu gosto. Há coisas de que gosto mais aqui do que lá, embora externar essas coisas seja um risco estranho. Azar, eu gosto.
Estava ali começando uma oficina de produção de textos. Ela será ministrada remotamente, mas em contato constante com dezenas de estudantes de Letras. Eu gosto muito de trabalhar com textos. Prefiro escrever do que ensinar, e às vezes acho que isso não se ensina propriamente, mas existem oportunidades de favorecer, estimular, dirigir. E gosto disso. Faço com raro prazer.
Gosto de compor as atividades, de pensar nelas, de imaginar que efeitos elas precisam ter, de ver que efeito elas realmente causam. É minha atividade favorita entre as coisas da docência.
Uma oficina de textos precisa de alguns elementos básicos, um deles é “gente engajada”. Se quem está ali não quer escrever… fica impossível. Deve ser o caso de alguns dos matriculados, mas não se pode fazer nada quanto a isso. Minha missão é provocar escritas ali, dentro de um espectro dado pela ementa e pela matriz do curso. No momento, estamos lidando com uma gama de textos informativos. Delícia.
Uma oficina se faz com interação. E ela não precisa ser no cara a cara. As pessoas precisam se ler, trocar textos e dar feedbacks. Sem isso nenhuma oficina funciona, sequer se as pessoas estiverem presas na mesma sala, como costumam estar na escola. Para escrever textos são importantes alguns itens, como fontes onde pesquisar, horas de pensamento, tempos de tentativa e apagamento, revisões, etc. Mas isso é um delírio. Só que eu sempre quero que não seja.
Eu estava ali propondo algumas coisas, começando por umas leituras que devem provocar respostas escritas. Já é alguma coisa. Como gosto! Como acho importante! No computador, consigo enviar a proposta e deixar que as pessoas se enrolem com elas, se incomodem, se enrosquem, se resolvam e depois postem para todos verem. Quando dou oficina em sala de aula física, o tempo ali fica meio perdido… porque as pessoas raramente podem escrever de verdade naquela situação, em especial os textos complexos que pedimos. Seria o caso de aqueles momentos compulsórios de presencialidade física poderem ser usados apenas para o debate… mas isso não existe. Então sigamos do jeito que dá. E que a escrita nos leve longe.