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Pensar edição, fazer livro 4

Começa sexta, dia 16, nosso evento do coração. A programação este ano compõe-se de comunicações científicas também, submetidas por pesquisadores/as de várias partes da América Latina, além das mesas e das palestras. Vejam que beleza. Tudo pode ser assistido neste canal.

Lançar livros e a pandemia

Tem sido estranho. Embora possa ficar a impressão de que foi tudo feito ao mesmo tempo, não foi. É que os projetos vão sendo entregues e vão se apinhando nos cronogramas, e um dia eles saem todos meio juntos e as pessoas ficam olhando de esguelha, pensando ‘como essa doida fez isso?’. Não, não. É uma espécie de represamento.

O isolamento social fez seu efeito, sim. A despeito do clima geral ruim e da desgraça que já matou mais de 150 mil brasileiros e brasileiras (só para ficar dentro da nossa fronteira), consegui manter a sanidade, até mais do que quando o mundo andava “normal”. Não gosto do mundo antes. Não gosto agora, menos ainda. Suspeito que depois… Mas enfim… a gente segue.

Como muita gente, resolvi não parar quieta durante a pandemia. Lá atrás, resolvi participar do que tinha a ver comigo. E foi surpreendente, foi bom. Tem sido. Bom no sentido dos afetos, reafirmados e novos.

No meio disso tudo, lancei livros. Um traduzido, que foi um projeto de cerca de três anos, investimento grande, né? Tem relação direta com afetos e apostas. O outro livro é uma espécie de minidicionário que organizei junto com um querido colega, o Cleber Cabral, este também um processo demorado, coletivo, embora a produção editorial dele tenha sido toda durante a pandemia (só pessoas queridas envolvidas na editoração). O outro livro é uma coletânea de artigos meus sobre três escritoras brasileiras e seus processos de publicação (Clarice Lispector, Lúcia Machado de Almeida e Henriqueta Lisboa). Do ponto de vista da escrita, O ar de uma teimosia vem sendo feito desde 2012, mas o processo editorial, sim, foi todo executado na pandemia, num esquema de apoio mútuo e diálogo muito especial. E agora?

A propaganda é virtual, as vendas (quando as há) são virtuais, o lançamento é virtual. Dois desses livros – a tradução e o das escritoras – são por editoras comerciais pequenas, que vêm lutando para sobreviver, juntando forças e estratégias para que os livros consigam alcançar seu público. Não é fácil, nem simples. O livro-dicionário será para download gratuito, a partir do dia 19 de outubro, neste link. Ele é parte de uma ação de extensão que coordeno na instituição onde trabalho.

Lançar livro sem contato físico tem sido muito esquisito, oco, mais incerto ainda do que quando lançamos livros em copresença física. Mas uma coisa não muda: a força de que a gente precisa é a mesma.

Se desejarem, conheçam as propostas nos links dados.

Semana do/a professor/a

A próxima semana tem um feriadinho. Já foi maior, agora é um mísero dia. Mas seguimos trabalhando deste jeito esquisito, durante a pandemia. Os bate-papos continuam pintando na área. Vou começar falando de ensino e aprendizagem a convite do Erenilton, um ex-aluno querido; depois teremos uma discussão na Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, a convite da profa. Úrsula Cunha. Escolheram lá este texto para disparar a conversa. No fim da semana, teremos o Pensar Edição, Fazer Livro, que organizo com meu parceiro Nathan Magalhães.

Instagram @erearaujo, 13/10, 19h30
Meet, 14/10, 14h

O bate-papo com o Erenilton Araújo está logo aqui:

https://www.instagram.com/tv/CGTYFGillCC/?utm_source=ig_web_button_share_sheet
https://www.instagram.com/tv/CGTbywAFnJX/?utm_source=ig_web_button_share_sheet

Leitura em curso

Por estas semanas, tenho lido textos de teses e dissertações que vão para qualificação. É um momento rico e enriquecedor para todo mundo, se as pessoas tiverem boa escuta. Fico pensando em como é difícil que o/a autor/a do trabalho tenha condições de enxergar como um drone, um sobrevoo que permita uma visão mais panorâmica, do desenho da monografia, e também dando uns zoom para ver de perto alguma coisa que falta ou que sobra. Geralmente, esses textos em curso precisam ser desbastados, filtrados, limados. Também acontece de uma parte não estar alinhada à outra, ou em termos teóricos, ou teórico-metodológicos ou em termos de linguagem mesmo. É importante uniformizar… mas a palavra é péssima. É importante dar uma cor e seus tons ao texto que virá. Mas não é fácil ver isso, enxergar, perceber. Fazer isso no próprio texto é um exercício de muito vagar e exige dedicação. Sempre leio pensando na pesquisa, mas também pensando no produto-texto final. E querendo ajudar.

Outubro – parte 1

Nesta semana de outubro, temos conversas boas na Universidade Federal Fluminense e na Universidade Estadual de Montes Claros. Ambas sobre questões de educação, linguagem e tecnologias.

9h15 de 6/10, pelo YouTube

Esta conversa bacana na UFF sobre ensino em tempos de pandemia ficou gravada aqui. E a conferência na Jornada da Unimontes está registrada neste link.

O meu papo será dia 8/10, às 19h.

Podcast Fura Bolha

O Fura Bolha é um podcast produzido por estudantes de Comunicação da UFSM. Neste episódio, o papo foi comigo sobre letramento digital. Bora ouvir?

Livros &

Apesar da tristeza e da esquisitice deste 2020, o final do ano tem sido de boas notícias bibliográficas. O esforço de trabalhos longos vem gerando frutos, como é o caso dos livros que sairão no fim de outubro.

Editoras Moinhos e Contafios
Macabéa Edições

O livro Projetos editoriais e redes intelectuais na América Latina, do professor argentino José Luis de Diego (Universidad de La Plata), é uma edição exclusiva para o Brasil, já que reunimos textos de duas obras lançadas na Argentina. O plano de traduzir De Diego vem desde 2017, quando fiz um curso em La Plata e comecei a ruminar a ideia. Depois achei o parceiro ideal, o tradutor e pesquisador Sérgio Karam, e então começamos um longo processo de tradução. Aí está, em pré-venda pelas editoras Moinhos e Contafios, de Belo Horizonte, na coleção Pensar Edição.

O ar de uma teimosia – trilhas da publicação em Clarice Lispector, Lúcia Machado de Almeida e Henriqueta Lisboa é um sonho antigo, que se materializa pela Macabéa Edições, do Rio de Janeiro, casa editorial formada por bravas mulheres e que só publica mulheres. Trata-se da reunião de artigos que escrevi desde 2012, em pesquisas sobre como escritoras conseguiam publicar ao longo do século XX. Também está prontinho para as vendas.

Não vou parar por aí.

16h20 na Banca Tatuí

A próxima semana já começa divertida, num papo com o pessoal da Banca Tatuí, em São Paulo. Vejamos aí a pauta. O vídeo tá logo ali embaixo.

https://www.instagram.com/tv/CF-ahPLngga/?utm_source=ig_web_button_share_sheet

Quase tudo pronto

A FLIC 8 vai ser virtual, claro. E tá quase tudo OK para o evento, que será nos dias 19 e 20 de outubro, tarde e noite. Contaremos com cerca de 15 minicursos e oficinas oferecidos por alunos/as da pós; mesas-redondas, lançamentos de livros e duas belas palestras.

300 anos de literatura MG

Uma coisa belíssima aconteceu: o lançamento do livro Literatura mineira: 300 anos, projeto concebido por Rogério Tavares (presidente da Academia Mineira de Letras), organizado pelo professor Jacyntho Lins Brandão (UFMG) e publicado pelo BDMG. A obra existe impressa, em tiragem limitada (e já garanti o meu!), mas também pode ser baixada gratuitamente neste link.

Estou feliz porque minas faz 300 anos, porque a literatura é muito celebrada neste estado e porque fiz parte desta história, tão longa quanto bela. Era um sonho de criança, sem qualquer exagero.

Aqui, o vídeo do lançamento:

https://youtu.be/2IIxUOTdY8A

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Ana Elisa • 2020