Categoria: Literatura Page 2 of 30

O negócio do livro, Porto Alegre

Há vários anos que a turma do Clube de Editores do Rio Grande do Sul vem ensaiando me chamar para participar do seminário que eles promovem há vários anos. Confesso minha afinidade com escritores e escritoras gaúchos. O povo é bom mesmo. Para além da turma que anda produzindo prosa e verso da melhor qualidade por lá, é a terra de muitos editores e da oficina de criação literária mais antiga do país, a do prof. Assis Brasil, na PUC RS. Foi lá, aliás, que fiz meu estágio pós-doutoral mais recente, justamente para entender como funciona a oficina e como ela influencia o mercado editorial por lá e por todo canto.

Neste 2025, finalmente, darei uma passada rápida pelo evento “O negócio do livro” e participarei de uma mesa-redonda. Claro que vou tentar assistir a outras que me interessam demais e nas quais vão falar editores e escritores gaúchos.

Fica o convite para quem puder ir (é presencial). As inscrições são pelo Sympla.

Para assistir, tudo aqui:

Palestras de setembro

Setembro vem sendo um mês de muitas palestras e cursos a oferecer. Em todos os casos, foram convites que muito me alegraram e os temas propostos me são caros.

A primeira atividade foi a disciplina Paratextos Editoriais oferecida como parte do curso BSP de Literatura, pela Biblioteca de São Paulo, do qual também sou a curadora. Tive a alegria de alguns encontros on-line com a turma que conheci pessoalmente há alguns meses, na aula inaugural.

A segunda atividade foi a palestra que dei, numa quinta-feira à noite, pelo canal do Divulga Letras, sobre ensino de Português. Tivemos alguns probleminhas técnicos, mas nada que afetasse nossa noite. Minha fala pode ser assistida aí:

No sábado seguinte, foi a vez de falar a convite do grupo Interage LE, da Universidade Federal do Ceará. O tema era os gêneros textuais, a multimodalidade e as interações digitais. Lá estivemos! Também dá para assistir:

Foram experiências ótimas falar sobre esses assuntos para esses públicos, além de conhecer colegas e trocar ideias com pessoas de outras localidades.

O terceiro final de semana do mês será de mesa-redonda sobre literatura contemporânea e mediação de palestra na cidade de Carmo da Mata, onde participarei, juntamente com um grupo do CEFET-MG, das atividades da Festa Literária, a Flicar. É nossa segunda vez apoiando esse evento lindo e importante para a região. A palestra que vou mediar trata das concepções de “bom professor” que emergem dos próprios docentes, segundo a tese do Paulo Andrade defendida na USP.

Ah, me deixem pôr aqui também a entrevista que dei ao canal Multi Educação, com mediação do querido Admilson Resende, que nunca me deixa falando sozinha. Olha aí:

Encontro com a autora do kit literário SMED BH

Outro encontro gostoso, desta vez on-line, foi o papo com professores/as, bibliotecários/as e gestores/as da rede municipal de educação sobre os livros do kit literário que chegou às escolas. Uma simpatia de pessoal e uma conversa que correu solta.

Meus livros zanzam por aí depois de aprovados por editais. Circulam em kits de bibliotecas e nas salas de aula. Da minha produção diversa (em termos de gêneros literários e públicos), acho que são os livros mais gratificantes, em muitos sentidos. Não me deixam desistir de vez. E esse tipo de conversa valoriza a gente, com tantas pessoas assistindo e participando!

Para assistir, ó:

Pensadoras da atualidade e a literatura

Há alguns meses, fui chamada para falar num programa conhecido aqui em BH, o Brasil das Gerais (BG), veiculado pela Rede Minas. A apresentadora é a Patrícia Pinho, simpática demais. A conversa parece um papo na cozinha de casa e eu me sentia à vontade para falar do tema: mulheres e seus espaços na literatura e na produção de pensamento. Geral, né? Mas fui.

A ideia era que eu compartilhasse o espaço e o tempo com a Mary del Priore, historiadora, e com a Ana Maria Machado, escritora, além de umas entradas da jornalista Brenda Marques. Só que… nada rolou bem e as duas outras convidadas, que afinal estavam em Tiradentes, não conseguiram se conectar para falar na tevê, ao vivo. Ficamos eu e a Patrícia segurando o programa. Ela e a produção preocupadas comigo, tentando me dirigir, se desculpando, e eu feito pinto no lixo.

Depois que o programa foi ao ar, eles deram jeito de ajeitar a gravação. A versão mais completa está aqui. E é muito esquisito me ver assim. Na sala de aula fico mais à vontade.

Fica o registro do que andamos falando na tevê, mas não sem estudar.

Roxo calmo, amarelo tranquilo

A ideia era mirar e acertar na escola. Vamos ver o que acontece. Enquanto isso, as vinte crônicas selecionadas de Roxo calmo, amarelo tranquilo tentam chegar às mãos de leitores e leitoras fora da escola também. O livro foi lançado em junho de 2025 e contará com uma sessão de autógrafos no dia 28 de junho, às 12h30, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros, São Paulo, depois do Rodapé do querido editor, Marcos Marcionilo.

O volume é breve, para ler de uma ou duas sentadas, como se diz. As crônicas foram escolhidas do jornal Rascunho, onde escrevo regularmente, e do Blog da Relicário, onde escrevi por alguns anos. A compra pode ser feita direto na editora.

Faz tempo e a Bienal

Demorei a voltar. Faz tempo que não dou notícias aqui. O ano ainda não engrenou, ao menos é o que tenho sentido. A literatura tem me demandado mais neste 2025. Mudança? Reação do universo? Ando fazendo uma faxina nos compromissos acadêmicos, cadenciando melhor as coisas, aguardando alguns resultados e mantendo a centralidade das aulas nos três níveis de ensino. As bancas ainda estão espaçadas (o segundo semestre me parece sempre mais intenso e difícil de atravessar). As viagens estão suspensas. A primeira que farei será agora em maio, e por uma ótima causa: a formação em revisão de textos. Deixei de colaborar em um curso de especialização da UFMG do qual me orgulho muito, mas que começou a me exigir mais do que eu podia dar em termos logísticos. Uma pena. Por outro lado, começo a colaborar com outros projetos, e isso renova os ares e as vibrações. E assim vamos.

Por ora, mostro aqui minha participação na Bienal Mineira do Livro, que anda cheia de gente pelos corredores. Uma alegria fazer parte.

Guiomar de Grammont (curadora), Kiko Ferreira, eu, Renato Negrão, Simone Andrade Neves, Mário Alex Rosa (organizador do sarau), Jovino Machado, Brenda Marques, Vera Casa Nova e Ana Martins Marques.

Os podcasts e eu

Nos últimos meses, participei de alguns bate-papos sobre livros, literatura e tecnologias, um mais legal do que o outro. Se tiverem interesse, vou listá-los e linká-los aqui, ó:

Na Letra Q, plataforma – É uma comunidade de escritores que mantém umas conversas sobre processo criativo e publicação de livros. O Renato me chamou para falar da minha trajetória como escritora e para lermos uns poemas a quente.

Podcast Papo Tatuí – A Banca Tatuí é famosa em São Paulo. Está no bairro de Santa Cecília e é uma banca reformada que se tornou uma charmosa livraria de rua, só com obras de editoras independentes. Depois disso, a Cecilia e o João ainda abriram a Sala Tatuí (cursos) e outros empreendimentos tatuísticos. Eles me chamaram para falar de literatura, livros e edição.

Outro livro – É o canal do Ricardo Pedrosa no qual ele conversa com escritores e editores (escritoras e editoras também) sobre nosso assunto preferido. Demos foco no meu Como nasce uma editora, que ele tinha lido, mas também falamos de mais coisas. Vê lá.

Podcast do PublishNews – O PublishNews é o maior portal de notícias sobre mercado editorial do Brasil. O pessoal lá me chamou para falar de “livros sobre livros”, por conta do lançamento de um título da Parábola. Aproveitei para dar outros toques e conversar também com a Cecilia Arbolave e o Leonardo Neto.

Podcast Papo On – É o podcast do Alysson Lisboa, meu ex-aluno e um cara ativíssimo nos lances tecnológicos. Ele me chamou para falar de IA, tecnologias digitais e assemelhados e eu levei comigo o professor português Nuno Medeiros, da Universidade de Lisboa, que estava de visita para uns cursos em BH. Deu bom.

Antologias em dobro

A poesia tem destas: avoa. Vez ou outra, alguém pede este ou aquele poema, dá cá que vou republicar, faz um novo sobre o tema x, dê aqui que vou traduzir, e assim os textos vão se desprendendo dos livros (que é como nasceram, afinal) e chegando a mais pessoas, a conta-gotas, digamos. Pode ser que puxem livros, pode ser que não. Sementes que brotam; outras, não. Mas às vezes também nasce uma antologia que reúne poemas de poetas por esta ou aquela razão. Há várias antologias que reúnem autoras, todas mulheres, formando conjuntos poéticos de certa feição. O desenho, cada organizadora faz. E assim nasceram duas antologias recentes, ambas surpreendentes (porque eu não esperava que me convidassem).

A primeira é Mulher fala o que quiser, organizada pela professora Claudete Daflon (UFF), com uma turma de alunas, pelas editoras Pangeia e EdUFF. O livro é de acesso aberto e pode ser amplamente distribuído. Convido a espiar o time de mulheres reunidas.

A segunda antologia cruza fronteiras. A tradutora e professora Ángela Cuartas reuniu num belo volume 42 poetas colombianas e brasileiras, com lançamento na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, quando a Colômbia foi o país convidado de honra. Um luxo.

O livro pode ser encontrado pelo código qr.

Assim é que a poesia escapa dos seus limites, ou daqueles editoriais, críticos, de gênero e comerciais, e fura todas as bolhas e expectativas. Ave!

Troca só de tamanho e cor

25 anos se passaram. Mais até. Em 1997, publiquei meu primeiro livro de poemas. O título era Poesinha, assim, bem diminutivo. E era em uma coleção chamada Poesia Orbital, iniciativa do poeta Marcelo Dolabela e sua trupe. Foi uma imensa alegria para a poeta iniciante.

Há alguns meses, um coletivo que homenageia o Dolabela, falecido recentemente, resolveu retomar a coleção e fazer novos volumes. É claro que aceitei o convite, até como uma forma de celebração da persistência que é preciso ter para me manter nessa selva que é a cena literária. Fui lá de novo. O título atual é Troca só de tamanho e cor. Fiz um passeio pelos meus 25 anos de produção e 10 livros, retomando a história do primeiro e me despedindo um pouco de certo traço poético.

Bate-papo com Juliana Pádua

A Juliana Paiva é dessas pessoas ativas e comunicativas. Eu a conheci pelas redes, no Instagram, se não me engano, e nunca mais deixamos de nos seguir.

Dia desses, batemos um longo papo no canal do grupo de pesquisa que ela toca.

Fica o convite a quem estiver a fim de rir e se emocionar.

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Ana Elisa • 2020