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Biblioteca Madrinha Lua

Gosto de guardar segredo por um tempo, até que as coisas não possam mais dar errado, voltar, soluçar, emperrar. Tudo fluindo feito um rio caudaloso. Projetos coletivos são influenciados por muitas variáveis, mas tenho me embrenhado por muitos deles, em ótimas companhias, e assim eles tendem a dar muito certo, vingar feito planta em solo fértil. Foi assim com esta Biblioteca.

A ideia da editora Renata Farhat Borges, depois de editar a obra completa da poeta mineira Henriqueta Lisboa, era continuar dando sopros d’alma na poesia de mulheres. Daí veio o desejo de publicar poesia contemporânea na editora Peirópolis, sob um selo chamado Madrinha Lua, título de um livro da Henriqueta em 1952.

Quando Renata entrou em contato comigo, achei que fosse trote, depois pegadinha, depois um superpresente que eu ganharia da vida, neste momento tão estranho para o país e o planeta. Topei imediatamente, sem nem saber direito por onde começar. Mas era pura euforia, muita gratidão. Eu logo tomaria as rédeas do processo e iniciaria as listas, convites, leituras, propostas, ajustes. Reuniões com Renata, às quais se somaram Gabriela Araújo, nossa querida designer recifense, e Izabel, e Cristina, e Amanda, etc. Com um time desses, bicho?

Depois de meses trabalhando na coleção, que depois virou Biblioteca, porque pretende continuar… <3, eis que nosso lançamento da primeira safra já está perto. Aí vêm os quatro primeiros volumes, de quatro poetas maravilhosas, cada uma com seu traço, sua voz: Líria Porto (Araxá, MG), Regina Azevedo (Natal, RN), Adriane Garcia (BH, MG) e Lubi Prates (SP, SP).

Vamos ganhando as parcerias das livrarias, de outros e outras poetas, da imprensa, lentamente, até chegar a quem possa se interessar e encantar por esta poesia vivíssima. (A revista Vida Secreta já deu, ó!)

A BML tem um hotsite no qual é possível não só conhecer as poetas e os livros, mas também assistir a videopoemas (by Amanda Ribeiro maravilhosa) e encontrar elementos que falem à escola e à educação.

Em fevereiro de 2022 teremos os próximos quatro livros: de Amanda Ribeiro Barbosa (MG), Fernanda Bastos (RS), Marília Floôr Kosby (RS) e Mariana Ianelli (SP). E a nave seguirá.

Então: a coordenação da BML tá comigo, mas o tempo todo em diálogo com a Renata Farhat Borges, idealizadora deste projeto lindo. Também em diálogo com a Gabi, do design, a Amanda, dos vídeos, as próprias poetas, suas prefaciadoras e a turma toda da Peirópolis.

Um salve à Peirópolis e a todas as editoras que publicam poesia!

Na Vida Secreta.

Na Rádio UFMG Educativa, Universo Literário. Link para o Soundcloud.

Lançamento de Mariana Ianelli em São Paulo, na Livraria da Tarde, com Simone de Andrade Neves. Na ocasião, falamos também na CBN.

Mais um selo Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Desta vez, pelos lançamentos de 2022.

Revista da AML n.80

Neste sábado, fui até a sede da Academia Mineira de Letras, aquele edifício lindo na Rua da Bahia, pegar meu exemplar da Revista da AML n. 80, na qual saiu um belo dossiê inteiro sobre a literatura produzida por mulheres. O volume pode ser baixado neste link. Ficou muito interessante. Apareço como autora estudada e tive o privilégio de ter a atenção da profa. Natália Fontes Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Lançamentos Doida e Prezada

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A gente tá começando a tomar coragem, mas também vai ter todos os cuidados nestes lançamentos presenciais que faremos dos livros da Moinhos (e um com a Contafios). Dia 20, às 11h, estaremos na livraria Quixote, em BH, para dar boas-vindas aos filhotes, que ficaram meio escondidinhos na pandemia e nos escassos lançamentos virtuais. Vamos?

Hoje mesmo saiu matéria grande no Estado de Minas sobre o Doida pra escrever. Grata à Márcia Cruz, jornalista, e ao editor, Carlos Marcelo.

Poesia e maternidade

Uma surpresa boa me pegou de jeito na semana que passou: as pesquisadoras Francisca Liciany Rodrigues de Sousa (UFPI) e Maria Elenice Costa Lima Lacerda (IFCE) apresentaram o trabalho intitulado “A maternidade e a escrita na poesia de Ana Elisa Ribeiro” no II Seminário do NIELM UFRJ sobre Literaturas de autoria feminina. Deu para assistir e fiquei bem quietinha, mocozada por detrás do YouTube anônimo. Que alegria! Depois escrevi para a Liciany pelo Instagram para agradecer a atenção à poesia que eu insisto em publicar há tantos anos.

Para ver, é só entrar aqui, logo no começo do vídeo.

Cronicando duplamente

Às vezes elas coincidem; caem todas do pé no mesmo dia. Tomara que alguém as colha. É pelo que a gente, que escreve, torce.

Nesta semana, saiu a crônica mensal que escrevo para o jornal Rascunho. Nela tratei de um episódio que aconteceu comigo nas aulas de literatura do colégio, quando eu era uma adolescente que queria ser poeta. Não foi legal, mas foi, pode-se dizer. Bom, a diferença hoje é que continuo apenas querendo ser poeta. Rá.

Saiu também a crônica mensal do Blog da Relicário, esta editora caprichosa. Por sugestão da Michelle, fiz uma entrevista comigo mesma. Fiz perguntas difíceis que eu só responderia a mim, e olhe lá. Só rindo amarelo mesmo. Neste texto tem outra situação curiosa que me aconteceu recentemente, envolvendo, quem?, a literatura.

Sigo escrevendo crônicas e faço isso há anos, mesmo sendo um gênero tão relativamente invisível, junto comigo mesma.

Planner poético 2022

Muita gente vê nossa movimentação em torno do planner e faz algumas perguntas, então aqui vai um breve FAQ:

O que é um planner? É uma peça de papelaria e organização que fica entre um simples calendário e uma agenda, isto é, é maior do que aquele e menor do que esta. No planner a gente tem um espacinho para escrever e consegue visualizar um mês inteiro ou uma semana inteira.

Por que este nome antipático em inglês? Bom, é assim que ele é chamado, mesmo nas papelarias do Brasil. Na linguagem a gente conhece uma coisa chamada “empréstimo linguístico”, não é mesmo? Parece ser mais um desses casos. Poderíamos traduzir por planejador, planejódromo, planejório, enfim, arranjar uma palavra derivada que desse conta do recado, mas aí, como isso já era mais ou menos conhecido de quem usa, mantivemos o nome consagrado por aqui e fora.

Que moda foi essa de fazer planner? Eu, Ana Elisa, uso planner há muitos anos, muitos mesmo, mas tinha enorme dificuldade de encontrá-lo em papelarias brasileiras. Não gosto de agenda, calendário é insuficiente para mim, então eu me adaptei bem com esse tipo de peça. Só que dava o maior trabalho para achar, me deixava tensa, era um estresse, todo fim de ano. Eu sempre reclamava disso nas redes sociais. Trazia planners de fora do país, o que também me dava trabalho porque eu tinha de ajustar todos os feriados brasileiros, entre outras coisas. Quando achei alguns planners no Brasil, eram coisas meio gourmet, com papéis finos, mas difíceis de escrever a lápis. Então, um dia, reclamei no Facebook e marquei o pessoal da Impressões de Minas, editora e gráfica aqui de BH. Para minha surpresa, o Wallison respondeu rapidinho dizendo algo assim: a gente faz para você! E aí começou nossa parceria. Já que íamos produzir um planner, por que não aproveitar para somar a ele um pouco de poesia? Passar bem os dias com poesia não é nada mal! E pá: botamos a mão na massa. Então eu ajudo a fazer o planner como curadora, mas também cheia de interesses pessoais! kkk Quero o meu!

Quando começou esta mexida então? Em 2017. A gente fez um primeiro só com mulheres (poetas) e ilustrações da Tatiana Perdigão. A parada deu certo. Aí fizemos outro em 2018, com poetas misturados e a ilustra da Adriana Leão. Em 2019, mais um, desta vez só com ilustradores e ilustradoras. Para 2020, esse fatídico ano, fizemos um com ilustras do Alexandre Jr., artista do urban sketch, e aí ampliamos para poetas do país todo. Em 2021 a gente chamou mais poetas daqui e d’acolá, com projeto gráfico da Elza Silveira, sem propriamente ilustração.

Vale a pena comprar este planner? Ah, a gente acha que vale. Não só pelo lance da organização, mas porque ele é uma espécie de coletânea da poesia brasileira, um pedacinho dela. Também é feito de forma semiartesanal (o de 2022, por exemplo, é serigrafado, sabe como é?), com muito carinho, por uma turma apaixonada por poesia. Tem o que a gente precisa, é bem objetivo, e difícil de jogar fora, depois que o ano termina.

Onde posso encontrá-lo? Aqui, no site da Impressões. A tiragem é limitada, viu? E uma dica: é coisa ótima de se dar de presente.

Feria literária argentina

Há algumas semanas, recebi um lindo convite para participar de uma feira literária no interior da Argentina, em Curuzú Cuatiá, a décima edição desse evento, que visivelmente se esforçou para levar poetas de toda a América Latina. Fiquei, obviamente, muito honrada com o convite da escritora uruguaia (radicada na Argentina) Carolina Zamudio, que conheci há alguns anos, num evento literário colombiano. Olha, essas viagens e esses circuitos já renderam tanta coisa boa!

Lá, sou poeta internacional (devo ter saltado a etapa nacional kkkk), e fico muito feliz por esta participação, mesmo virtual.

Aqui as boas-vindas da Embaixada brasileira. Senti-me honrada.

O evento acontece neste canal.

Aqui, o dia da minha apresentação. Lá pelas 2h50.

Capa Doida

Hoje saiu matéria bem bacana sobre o Doida pra escrever na capa do caderno Magazine, do jornal mineiro O Tempo. Uma alegria ler o texto que a jornalista Patrícia Cassesse urdiu, dando corda pra esta persistente (insistente?) escritora. Nas bancas e na web.

Sábado, tome poesia

Neste sabadão, 23 de outubro, sabe-se lá se chuvoso, só sei que fui convidada para um bate-papo literário com uma turma ótima. Conhecem Antônio Mariano, de João Pessoa, PB? Pois deviam. E tome pipoca.

Neste canal do YouTube

Escritores e listas

Por estes dias, correu pelas redes a notícia de uma lista do jornal mineiro O Tempo com 40 escritores daqui que as pessoas deveriam conhecer. Bom, as listas sempre saem e raramente meu nome as frequenta. Nesta eu apareci, ali no inicinho, por conta da ordem alfabética. De fato, tem escritores e escritoras bacanas para todos e todas conhecerem. Ah, como eu adoraria que nosso país fosse mais justo, ao ponto de não parecer que livro seja luxo.

Eis a lista e algumas descrições curtinhas!

E vejam que coisa curiosa: estou mais perto dos 50 anos do que dos 40, sou poeta há pelo menos duas décadas, mas continuo eternamente “jovem autora”. Gente, pelamor!, depois de mais de três dezenas de livros publicados, alguém me dê uma dica de como alcançar a maioridade literária. Não sei mais o que fazer! kkkkk

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Ana Elisa • 2020