Poesia e maternidade

Uma surpresa boa me pegou de jeito na semana que passou: as pesquisadoras Francisca Liciany Rodrigues de Sousa (UFPI) e Maria Elenice Costa Lima Lacerda (IFCE) apresentaram o trabalho intitulado “A maternidade e a escrita na poesia de Ana Elisa Ribeiro” no II Seminário do NIELM UFRJ sobre Literaturas de autoria feminina. Deu para assistir e fiquei bem quietinha, mocozada por detrás do YouTube anônimo. Que alegria! Depois escrevi para a Liciany pelo Instagram para agradecer a atenção à poesia que eu insisto em publicar há tantos anos.

Para ver, é só entrar aqui, logo no começo do vídeo.

FLIC 9

Quando a gente se deu conta… já eram nove! E como escapar da décima FLIC, no ano que vem? Não tem jeito, né? Foi uma demanda institucional que eu não neguei. Tomei a frente, arranjei uma parceira supimpa, a Pollyanna Vecchio, depois outras, e mandamos ver, ano a ano.

Batalhas? Muitas. Passei muita raiva, vergonha, constrangimento com convidados(as). Mas a gente conseguiu realizar bem todas e deixar que a fama do evento se estabelecesse. Durante a pandemia, nem por um segundo pensamos em não fazer. Bom, até pensamos sim, mas de cansaço, não pela crise sanitária. A gente sabia como migrar tudo para o virtual (e ficou até mais simples, com muito menos disputas por espaço, por exemplo, que é uma tristeza institucional enorme).

Bom, a Festa de Linguagens e Ciência 9 foi uma gostosura. Pela primeira vez, montamos painéis com os coordenadores e as coordenadoras de grupos de pesquisa do Posling (sim, o evento é da pós, com estudantes da pós). Todos(as) os(as) colegas toparam esse mutirão virtual. Pesquisadores(as) de mestrado e doutorado propuseram oficinas, que se encheram logo de pessoas interessadas do Brasil inteiro. Essa é uma experiência que alenta a todos(as). Para abrir e fechar, palestras bacanas, de temas diferentes, contemplando linhas diversas, inclusive com convidado internacional. Teve até presente surpresa e homenagem para mim (lá pela 1h15 começa o chororô). Quase me desidratei de chorar.

O evento ficou no canal do Posling no YouTube. Uma equipe linda ficou responsável pela parte técnica, como sempre. As meninas mágicas do projeto Aula Aberta se emprestaram para esta Festa. E em breve teremos outra e outra e outra e outra…

Cronicando duplamente

Às vezes elas coincidem; caem todas do pé no mesmo dia. Tomara que alguém as colha. É pelo que a gente, que escreve, torce.

Nesta semana, saiu a crônica mensal que escrevo para o jornal Rascunho. Nela tratei de um episódio que aconteceu comigo nas aulas de literatura do colégio, quando eu era uma adolescente que queria ser poeta. Não foi legal, mas foi, pode-se dizer. Bom, a diferença hoje é que continuo apenas querendo ser poeta. Rá.

Saiu também a crônica mensal do Blog da Relicário, esta editora caprichosa. Por sugestão da Michelle, fiz uma entrevista comigo mesma. Fiz perguntas difíceis que eu só responderia a mim, e olhe lá. Só rindo amarelo mesmo. Neste texto tem outra situação curiosa que me aconteceu recentemente, envolvendo, quem?, a literatura.

Sigo escrevendo crônicas e faço isso há anos, mesmo sendo um gênero tão relativamente invisível, junto comigo mesma.

XI JETAL

Há alguns meses, recebi um e-mail muito bacana de um professor que respeito muito: Vilson Leffa. Era um convite para participar de uma mesa da XI Jornada de Elaboração de Materiais, Tecnologia e Aprendizagem de Línguas, evento produzido por um hub de instituições no Sul. Claro que topei, ainda mais que era algo mais experiência docente. Além do Leffa, estará no papo o querido Eduardo Junqueira (UFC).

As inscrições podem ser feitas no site do JETAL. Bora lá!

Aqui o Caderno de Resumos.

Aqui a mesa gravada.

Semana de Letras IFRS

Nesta semana, participo da Semana de Letras de uma instituição irmã, o IFRS, para conversar sobre a formação em Letras e sua relação com os multiletramentos. Tema importante, mas complexo e multifacetado. Vamos lá? As inscrições podem ser feitas aqui.

Livros de acesso aberto

A Associação Brasileira de Editoras Universitárias e a UFSCar produziram um evento importante para discutir o livro de acesso aberto no âmbito da edição universitária. O convite para que eu falasse dos livros como tecnologias me deixou feliz, claro, mas também cheia de uma grande responsabilidade. São vários links para participação. Um deles é este.

Foi assim:

UTFPR, vamos nós

A semana começa no Paraná, na instituição irmã Universidade Tecnológica Federal do Paraná, a convite da pós-graduação para falar de multiletramentos no ciclo de palestras do PPGEL. O link é este.

Planner poético 2022

Muita gente vê nossa movimentação em torno do planner e faz algumas perguntas, então aqui vai um breve FAQ:

O que é um planner? É uma peça de papelaria e organização que fica entre um simples calendário e uma agenda, isto é, é maior do que aquele e menor do que esta. No planner a gente tem um espacinho para escrever e consegue visualizar um mês inteiro ou uma semana inteira.

Por que este nome antipático em inglês? Bom, é assim que ele é chamado, mesmo nas papelarias do Brasil. Na linguagem a gente conhece uma coisa chamada “empréstimo linguístico”, não é mesmo? Parece ser mais um desses casos. Poderíamos traduzir por planejador, planejódromo, planejório, enfim, arranjar uma palavra derivada que desse conta do recado, mas aí, como isso já era mais ou menos conhecido de quem usa, mantivemos o nome consagrado por aqui e fora.

Que moda foi essa de fazer planner? Eu, Ana Elisa, uso planner há muitos anos, muitos mesmo, mas tinha enorme dificuldade de encontrá-lo em papelarias brasileiras. Não gosto de agenda, calendário é insuficiente para mim, então eu me adaptei bem com esse tipo de peça. Só que dava o maior trabalho para achar, me deixava tensa, era um estresse, todo fim de ano. Eu sempre reclamava disso nas redes sociais. Trazia planners de fora do país, o que também me dava trabalho porque eu tinha de ajustar todos os feriados brasileiros, entre outras coisas. Quando achei alguns planners no Brasil, eram coisas meio gourmet, com papéis finos, mas difíceis de escrever a lápis. Então, um dia, reclamei no Facebook e marquei o pessoal da Impressões de Minas, editora e gráfica aqui de BH. Para minha surpresa, o Wallison respondeu rapidinho dizendo algo assim: a gente faz para você! E aí começou nossa parceria. Já que íamos produzir um planner, por que não aproveitar para somar a ele um pouco de poesia? Passar bem os dias com poesia não é nada mal! E pá: botamos a mão na massa. Então eu ajudo a fazer o planner como curadora, mas também cheia de interesses pessoais! kkk Quero o meu!

Quando começou esta mexida então? Em 2017. A gente fez um primeiro só com mulheres (poetas) e ilustrações da Tatiana Perdigão. A parada deu certo. Aí fizemos outro em 2018, com poetas misturados e a ilustra da Adriana Leão. Em 2019, mais um, desta vez só com ilustradores e ilustradoras. Para 2020, esse fatídico ano, fizemos um com ilustras do Alexandre Jr., artista do urban sketch, e aí ampliamos para poetas do país todo. Em 2021 a gente chamou mais poetas daqui e d’acolá, com projeto gráfico da Elza Silveira, sem propriamente ilustração.

Vale a pena comprar este planner? Ah, a gente acha que vale. Não só pelo lance da organização, mas porque ele é uma espécie de coletânea da poesia brasileira, um pedacinho dela. Também é feito de forma semiartesanal (o de 2022, por exemplo, é serigrafado, sabe como é?), com muito carinho, por uma turma apaixonada por poesia. Tem o que a gente precisa, é bem objetivo, e difícil de jogar fora, depois que o ano termina.

Onde posso encontrá-lo? Aqui, no site da Impressões. A tiragem é limitada, viu? E uma dica: é coisa ótima de se dar de presente.

Edital 2022 Posling

Mais uma vez, ufa!, está aberto o edital para alunos(as) regulares do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. O processo para 2022 está descrito no documento aqui anexado. É só baixar e ler com atenção. São etapas como submissão de projeto de pesquisa, provas e entrevistas. Os cursos são públicos e gratuitos, na sede, o campus I, em Belo Horizonte (quando retomarmos as aulas presenciais, claro). Por enquanto, a oferta tem sido remota. São bem-vindas no processo pessoas de formações diversas. É recomendável espiar o site do Posling e os Lattes dos pesquisadores e pesquisadoras a ele associados.

Qualificações em série

Neste novembro, participo das bancas de qualificação de três doutorandos por mim orientados: Pollyanna, Ione e Mário, nesta ordem. A Pollyanna tem feito um trabalho sobre autopublicação e plataformas digitais, muito sério e premente; a Ione trata de avaliação na educação à distância, difícil ter coisa mais contemporânea; e o Mário trabalha com as revistas literárias mineiras de vanguarda no início do séc. XX, em boa hora, afinal.

Estar na qualificação com eles e elas me dá boas sensações e um frio na barriga, claro. A gente, afinal, se envolve nas pesquisas, dá dicas, recomenda, indica rumos, e ainda assim a banca tem o que dizer, sugere correções, reorienta. É claro que podemos pensar e decidir por outra coisa, mas é sempre um momento rico de discussão e revisão.

Hoje a Pollyanna foi qualificada. Esteve no debate o tempo todo, autoralmente, mas com escuta. Vamos ver os demais. Que todos construam teses bem-sucedidas, apesar dos limites da orientadora.

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Ana Elisa • 2020