Imagina se a gente diz não pra um projeto que envolve Carla Coscarelli e a diretoria da Editora da UFMG? É claro que eu estava dentro, né? O convite pra uma reunião com autores/as e ilustradores/as está rendendo até hoje!
A coleção Estraladabão (nome em homenagem ao escritor e professor Ângelo Machado) publica obras informativas infantis, gênero raro em nosso mercado editorial. Os livros são feitos a partir das perguntas de verdade que as crianças fazem no projeto Universidade das Crianças.
Eu escolhi, é claro, algumas perguntas do meu coração, e uma delas foi essa aí: O que é um livro? Tentei responder com poesia e precisão, já viram isso? Há outras sendo respondidas. A coleção inteira é uma maravilha.
Para ficar ainda mais especial, quem cuidou do projeto da coleção foi a Claudia Jussan, parceira de longa data nas editoras mineiras; e a ilustração do meu volume ficou a cargo de ninguém menos que a Anna Cunha. Strike!
Outra encomenda feliz foi esta pulga. A ideia, claro, veio da minha convivência com meu filho Eduardo. As conexões foram ter conhecido o Joubert Amaral, editor da Gulliver, editora de Divinópolis, MG, e o ilustrador Flávio Fargas, de BH, quando os dois se tornaram meus orientandos de mestrado! Não é sensacional? Além das belas dissertações que eles defenderam sobre o mercado editorial, fizemos algumas coisas legais juntos, como este livro.
foto: Ricardo Laf
O Pulga foi exclusividade do clube de leituraLeiturinha por seis meses, em 2017, depois foi liberado para venda. Está em catálogo! E já teve algumas reimpressões. Em 2020, foi do kit do Leiturinha de novo! Acho que o pessoal curtiu, hein?
Uma vez, participando de um evento literário em Bonito, MS, uma mãe e uma garotinha vieram assim pela rua com o Pulga na mão, pedindo autógrafo. Imagina se não morri de surpresa e alegria, né?
De vez em quando, a gente encontra leitores e leitoras, mediadores e mediadoras ajudando nossas perguntas a chegarem ao seu público. <3
Já falei do Por um triz na aba de Poema, mas ele cabe nesta aba de infantojuvenil porque foi uma encomenda da RHJ, corajosamente, quando eles perceberam que a poesia fica relegada a um segundo plano, nas salas de aula de estudantes jovens. Que pena! Projeto de Guili Seara para uma seleção de poeminhas e melodias, com apresentação do Dudu, meu filho, que tinha 11 anos.
Este livro é uma das maiores alegrias da minha vida. Um verdadeiro alívio!
Eu tinha ideia de escrever alguma adaptação da fabulosa e impressionantes Carta de Caminha, que a gente conhece na escola. E ficava matutando sobre isso, inspirada também numa propaganda de banco que vi, certa vez, em uma revista, quando o Brasil comemorou (?) os 500 anos do “descobrimento”.
Já tinha rolado até uma atividade de produção editorial em um curso de especialização que eu ministrava… e a ideia ia só crescendo e me incomodando.
Até que, um dia, a RHJ me ligou de novo, perguntando se eu tinha alguma ideia legal pra um público juvenil. Poxa, era a hora! Expliquei a ideia e eles disseram: pode fazer!
Meti bronca e entreguei pro Caminha um computador, lá em 1500. Fiz mil adaptações na linguagem e na forma; me diverti horrores.
O livro tem projeto dos irmãos (gêmeos!) Marcelo e Marconi Drummond, que captaram direitinho a vibe desta “tradução” intralingual na máquina do tempo, cheia de paradoxos e anacronismos, mas muito moderninha, tudo ao mesmo tempo.
As escolas entenderam a deixa, adotaram o Caminha; a moçadinha começou a ler e a querer falar comigo. Isso dá um trabalho danado, mas vale a pena.
O livro é vendido em editais de governo, inclusive o PNLD, em que ele foi aprovado recentemente. E ele continua em catálogo, no site da editora.
A editora RHJ e eu vínhamos paquerando. Um dia, a Zoé Rios, escritora, professora e dona da casa, propôs uma parceria. E lá fomos nós. É um livro para crianças bem pequenas, aprendendo a escrever, e cheio de referências digitais. Ilustrado pela Mirella Spinelli.
Quando a editora e escritora Sonia Junqueira me perguntou se eu tinha um original de livro infantil, eu prontamente disse que sim. Eu gosto de dizer sim a esses desafios ligados ao livro e à escrita. Entreguei a ela então Sua mãe, inspirado, claro, nas aventuras do meu filho pela linguagem. A ilustração é de Rosinha e o livro saiu em 2011, pela Autêntica.
Lançamento no Salão do Livro de 2011, em BH.
Aprovado no PNLD 2021, conforme notícia que dei aqui, ó.
Este volume é uma reunião de contos breves publicado pela Jovens Escribas, de Natal, RN, em 2015, a partir da reunião de textos que eu escrevia no blog Estante de Livros, que alimentei entre 2002 e 2004. Amarrados pelo tema da violência e das mulheres, os contos se resolvem em algumas linhas.
Orelha de Sérgio Fantini e projeto com muitos pitacos meus, é um livro pouco notado. O título foi sugerido, sem querer, pelo escritor e amigo Fantini.
Em 2013, nova reunião de crônicas do Digestivo Cultural, agora num livro temático: livros, leituras e outros paraísos.
Meus segredos com Capitu foi adotado em escolas, teve duas edições e foi semifinalista do prêmio Portugal Telecom em 2014 (atual Oceanos). Uma de suas crônicas ganhou um concurso da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
A editora continua de pé. Os livros podem ser encontrados na Estante Virtual.
Quando completei dez anos escrevendo crônicas para a revista eletrônica Digestivo Cultural, resolvi comemorar. O contato com Carlos Fialho, editor da maravilhosa Jovens Escribas, de Natal, RN, rendeu a produção de vários livros e eventos. Este volume é uma reunião de crônicas de temas gerais e teve duas edições, sendo a primeira de 2012. Desenho de capa do quadrinista Guga Schultze.
Este é um projeto muito especial. A convite do Wallison Gontijo e da Elza Silveira, editores da Impressões de Minas (editora e gráfica), passei alguns meses bolando algo que pudesse amarrar poesia e o projeto de um livro tátil, quase objeto, quase artesanal. Diante da exclamação do meu filho sobre dicionários, veio a ideia: um dicionário de imprecisões.
Desatei então a escrever poemas-verbetes. Avisei aos editores e passamos a pensar o projeto: tamanho, cores, papeis especiais, ilustração, relevo. Um livro que não existe só em pdf ou que faz muita diferença, ao existir concretamente. Um livro quase “infotografável”.
O Dicionário viaja pelo país e pode ser encontrado em diversas livrarias, Brasil afora. Também está à venda pelo site da Impressões de Minas.