Lançamento virtual Infortec

O grupo Infortec, liderado pelo querido amigo prof. Vicente Parreiras, me fez um convite, ainda em 2021, para lançar meu Doida pra escrever por lá, no badalado canal deles. Topei, mas não dava mais para ser naquelas datas, o ano já quase findava, e marcamos então para o começo de 2022.

A Mônica Baêta foi a animada mediadora desse papo, que rolou hoje, com algumas dezenas de pessoas atentas e fazendo boas perguntas. Não sei se deu para responder a todas, mas tentei. É sempre uma delícia falar de livro, leitura e escrita.

2022 começou… assim…

O réveillon passou, isso sim, mas o ano patina. Nos 15 primeiros dias de janeiro, em Minas Gerais, só tragédia. Chuva além da conta, instabilidade geológica, pessoas desabrigadas e mortas, paredão de cânion em Capitólio, pandemia resistente etc. Difícil. E as tragédias, quando não são diretamente com a gente, chegam perto. Conhecidos, amigos, alunos e alunas sofrendo os horrores do excesso de água ou de tristeza. Mas seguiremos. O dia amanhece e não tem jeito.

Nesses 15 dias já tive notícia da minha crônica do Rascunho, dando dicas de filmes sobre livros e de um livro sobre filmes sobre livros, sacaram? Uma delícia. Também demos andamento ao processo seletivo para mestrado e doutorado no Posling CEFET-MG. Por enquanto, bom prognóstico. Coisas boas que ainda vão se confirmar, conquistas resultantes de trabalho incessante, poesia escrita, livros a virem à luz. Calor, hoje. Uma bela viagem por vir, se a pandemia arrefecer um pouco. Visitas de amigos e amigas queridos. Abraços medrosos ainda. Filho crescendo e amadurecendo.

Ainda não entendi como a vida ficará. Ainda estou no segundo semestre letivo de 2021, terminando em 18 de fevereiro, que não chega nunca. Depois disso, finalmente, férias decentes (será?). No entanto, é comum que a desorganização institucional corriqueira nos obrigue a trabalhar nas férias, preenchendo formulários, avaliando pedidos e processos, planejando atividades. Um absurdo infelizmente comum. Vou evitar valentemente. Não entendi ainda como as aulas presenciais voltarão, em que condições, com quantas pessoas vacinadas, com que infraestrutura. Terei de me reorganizar muito para não perder mais tempo e mais saúde. Deixa chegar. É um momento difícil por muitas razões, entre elas a dificuldade de prever e planejar, coisa que me angustia profundamente, esta virginiana de carteirinha. Que tenhamos saúde e ânimo para continuar bem.

Da revisão dos textos literários

Nos últimos tempos, andei falando sobre revisão de textos, mas dentro de uma especificidade: o texto literário. Há quem deteste fazer esse tipo de serviço, justo pelo caráter criativo e rebelde que poemas, romances e outros gêneros podem ter, mas há quem, como eu, adore esse possibilidade. De alguns anos para cá, tenho tido boas e interessantes experiências lendo e comentando os textos de pessoas que se lançam como escritoras ou que já são experientes nessa praia. Gosto desse gosto. Bom, mas a experiência alimenta a reflexão; e vice-versa. Assim, alguns ensaios saíram aqui e ali:

Com a Jéssica Soares, mestranda do Posling CEFET-MG, tive a oportunidade de refletir sobre aspectos da revisão que vão além das palavras, e são tão importantes quanto qualquer outro, em especial para certos domínios, como é o caso da publicidade, que goza desse senso de liberdade e intimidade com a língua que se aproxima da literatura, em alguns momentos. Publicamos na revista Informação em Pauta, da Universidade Federal do Ceará, depois de discutirmos as ideias deste texto num congresso internacional, o SITRE, em BH.

Junto com Márcia Romano, também mestre pelo CEFET-MG, organizei o livro Além da Gramática (Artigo A, 2021), com capítulos de várias pesquisadoras que também são profissionais da revisão, em âmbitos diversos. Meu capítulo se chama “Correção e transgressão na revisão do texto literário: notas sobre um conto de Maria Valéria Rezende”, que sistematizou (mais ou menos) o que eu já havia dito em uma palestra para a Academia Mineira de Letras.

Com enorme alegria, participei como editora convidada da primeira revista Gutenberg, da Universidade Federal de Santa Maria (UFMG). A querida profa. Cláudia Bomfá me fez algumas encomendas ótimas e meu texto acabou cabendo no periódico. Nele também discuto a revisão do texto literário, “outras margens” e algumas experiências.

Há alguns textos acadêmicos, estudos mesmo, sobre revisão literária, mas não são tantos assim. Talvez a experiência também seja mais restrita, assim como a oportunidade de falar sobre ela e sobre o aprendizado para executá-la. Não vejo como uma pessoa que não lê literatura possa revisar literatura. Há ali uma compreensão que excede a pura técnica, se existe alguma. Espero ter contribuído, inclusive a partir de outras leituras.

Uma resenha, achei!

Fui procurar um artigo para copiar o link para uma pessoa e topei com esta resenha produzida por um mestrando da UTP, no Paraná, o Jean Marcos Frandaloso. Está num espaço chamado Resenha Crítica. Fica meu agradecimento pela atenção ao meu livro Multimodalidade, textos e tecnologias, lançado pela amada Parábola em 2021.

Entrevistas com a linguista

Em 2020 e 2021, algumas entrevistas comigo foram publicadas em periódicos científicos brasileiros. É sempre um processo gostoso esse de receber perguntas que nos fazem moer os neurônios, responder e tentar não falar besteira (demais). Eu sempre tento e sempre acho que poderia ter sido mais precisa ou menos enfática em certos aspectos. Paciência. O que preciso mesmo é agradecer aos entrevistadores e entrevistadoras, que demonstram carinho e respeito em relação ao meu trabalho.

Na revista Entretextos (UEL), Silvio Profirio da Silva, Suzana Teixeira de Queiroz e Josete Marinho de Lucena me pediram para falar sobre educação e tecnologias digitais.

Na revista Texto Digital (UFSC), Geam Karlo Gomes e Auricélia Belarmino soltaram minha língua sobre multimodalidade e letramento digital.

Na Conecte-se (PUC Minas), periódico de extensão, a profa. Ev’ângela Barros fez comigo uma bela entrevista sobre extensão, tecnologias e educação.

Vinco 2

No apagar das luzes de 2021, finalmente conseguimos pôr no ar o segundo número da Vinco, Revista de Estudos de Edição, produzida na linha IV do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens do CEFET-MG. Ela ainda resulta do nosso dossiê Mulheres na Edição, que teve de ser dividido em dois, de tanto sucesso que fez. Colegas de várias partes, dentro e fora do Brasil, colaboraram com este volume inteiro. Os dois podem ser acessados na plataforma da revista.

O periódico, um dos primeiros diretamente sobre o tema na América Latina, tem organizado os textos em seções. Há as mais convencionais, como Artigos e Resenhas, mas também temos dado importância a entrevistas e mesmo registros de palestras e outros documentos.

A revista 3 já está com chamada aberta.

6 domingos de uma vez

Tem gente que fica rindo de mim porque me contorço de preguiça desta época do ano. É muito festerê nada a ver e uma série de dias parados, feriados meio mortos, um negócio que leva meus níveis de ansiedade às grimpas. Bom, paciência.

Conhecem a canção Ano Bom, do Luiz Tatit, do Arrigo Barnabé e da Livia Nestrovski? Bem isso… Adoro.

Nesta virada 2021-2022, são seis domingos de uma vez. Como o Natal e o reveillon caíram na sexta, foi aquela sequência que mais perece um combo de domingos intermináveis. E mesmo as coisas importantes têm dificuldade de acontecer. A única coisa que tá dando sequência, por agora, é a chuvarada destruidora que assola a Bahia e partes de Minas Gerais.

Para tentar fazer passarem os minutos e as horas desta época, tenho lido lentamente algumas coisas que precisam de devolutivas, tenho escrito umas crônicas a serem entregues, uns poemas que caberão em livros futuros, tenho feito umas pesquisas aqui e ali, tenho listado livros que desejo ter e ler, aprendido a fazer lentilha, ensaiado uma imensa paciência para conversas inacabadas e definições que esperam o ano finalmente começar.

O pior é que, como sabemos, ele só começa mesmo depois do Carnaval! Ah, minha gente. Até engrenar… passa uma vida inteira. Mas vamos lá. 2022 entrou, tá esquentando e já vou me preparando para uns encaixes mais interessantes. A primeira coisa do ano? Entregar as crônicas do Rascunho e da Relicário. O capítulo do Francis Paiva. E preparar o restante das aulas de 2021… porque nossas férias só começam em fevereiro! Esta é outra sensação que detesto: a do ano letivo segurando o rabo do ano civil. Haja paciência!

Revista Cassandra

Hoje ganhei de presente um link para a revista Cassandra, que publicou uma série inédita de sete poemas que escrevi nos últimos tempos. Escrevi e reescrevi, pensando num fio que os conduziu. Continua gostoso receber estas janelas que expõem, expressam, expurgam. Grata à Priscila Branco, que apontou a varinha para mim quando as cassandras perguntaram. Obrigada à Milena e sua trupe corajosa.

Madrinha Lua chegando

Os livros estão chegando às mãos delas, as autoras da poesia que a Biblioteca Madrinha Lua vem colecionando. Líria ficou feliz, Adriane foi ativista, Lubi avisou, Regina acusou. Teve lançamento em São Paulo, em BH e agora haverá em Natal, porque a beleza de termos poetas de todo canto também nos desorganiza um pouco, já que não podemos estar em todos os lugares e é difícil que estejamos todas juntas, de corpo, digo. Todas sabem o que é publicar um livro, um livro numa coleção, um livro com tiragem, um livro que pretende chegar a leitores e leitoras que ainda não as conhecem.

Em janeiro, tenho a tarefa de escrever outros quatro posfácios. Uma das minhas missões é fazer isso. Vou dizer como conheci a poesia da Amanda, a da Fernanda, a da Marília e a da Mariana. A poesia antecedeu as pessoas, em quase todos os casos. Só Amanda veio primeiro pessoa, depois livro e depois se fundiram.

Não fica bem deixar de conhecer a BML, nossa coleção de poesia contemporânea. As reações começam a aparecer; e livros exigem paciência. Eles são bichos ariscos, mas não são ágeis. Um leitor disse que amou Adriane Garcia e sua poesia, ao ponto de achar que precisará levar o livro dela consigo numa viagem internacional de volta para casa. Tornou-se item de primeira necessidade, enquanto outros livros ficarão para trás. É isso que a poesia faz.

Mais 4 editoras com livros de acesso aberto

Gosto muito de encontrar boas obras e bons materiais de acesso aberto para ampliar minha bibliografia, minhas leituras, minhas possibilidades. O tempo para ler tudo é o mais difícil de arranjar, mas administrando bem, ele vem.

Neste post, deixo links de outras 4 editoras que se ocupam de produzir obras de acesso aberto, obviamente com algum tipo de financiamento. Daí a necessidade e a importância de sempre haverem políticas para isso.

Edições Makunaima – disponibiliza obras gratuitas sobre literaturas das Américas com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.

Editora da FGV – A Editora da Fundação Getúlio Vargas oferece alguns livros de acesso aberto em áreas como História, Economia, mas tem também Educação e temas digitais.

Editora da UFSC – Mais uma editora universitária que oferece uma estante aberta para a gente baixar livros da nossa área e de outras.

Editora Fi – Desde Porto Alegre, publica apenas obras acadêmicas de acesso aberto, sobre vários temas. Há livros de Educação, História, Linguística, etc.

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Ana Elisa • 2020